V-11/V-12 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Descrição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Tipo / Missão | Caça-bombardeiro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| País de origem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Fabricante | Vultee Aircraft | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Período de produção | 1935-1940 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Quantidade produzida | 175+ | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Desenvolvido de | Vultee V-1 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Primeiro voo em | 17 de setembro de 1935 (91 anos) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Introduzido em | 1937 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Tripulação | 3 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Notas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Fonte: U.S. Experimental & Prototype Aircraft Projects | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

O Vultee V-11 e V-12 foram caça-bombardeiros americanos monoplanos e com estrutura monocoque da década de 1930. Desenvolvidos a partir do avião comercial monomotor Vultee V-1, o V-11 e o V-12 foram adquiridos por várias nações para suas forças armadas, incluindo a China, que o utilizou em combate contra forças japonesas na Segunda Guerra Sino-Japonesa. O Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos comprou sete V-11 como YA-19 anos antes da Segunda Guerra Mundial, testando-os para obter dados e comparar com aeronaves de ataque leve bimotoras.

Em 1935, a Vultee Aircraft produziu um bombardeiro leve derivado de seu avião comercial monomotor Vultee V-1, que, apesar de ter demonstrado um bom desempenho, foi vendido em pequena quantidade devido a restrições impostas pelo uso de aeronaves monomotoras em operações de transporte de passageiros regular.
A aeronave resultante, o Vultee V-11, manteve o formato monomotor asa-baixa e estrutura toda de metal do V-1. Combinou uma nova fuselagem com acomodação para três tripulantes sob um longo canopy envidraçado, mantendo ainda a asa e superfícies de cauda do Vultee V-1.

Um pedido inicial de 30 V-11G com dois assentos foi feito pela China antes do fim de 1935. Este pedido foi seguido de outros em 1939, para duas versões (a V-12-C e V-12D) da variante mais potente, V-12. A maioria dessas aeronaves seriam montadas a partir de kits em uma fábrica chinesa em Loiwing, próximo da fronteira entre Chine e Myanmar, e apesar do primeiro pedido de 25 V-12-C ter sido montado com sucesso, a fábrica foi fortemente bombardeada logo após o início da montagem dos primeiros V-12-D. Isto resultou em algumas estruturas parcialmente prontas serem evacuadas para a Índia, onde planejava-se concluir a montagem da aeronave na fábrica da Hindustan Aeronautics em Bangalore. Entretanto, após alguns terem sido montados, a produção foi suspensa devido à outras prioridades estabelecidas pela fábrica.
Os V-11 e V-12 foram usados como bombardeiros leves, tendo alcançado algum sucesso, incluindo em uma missão de bombardear um aeródromo japonês, realizado por 4 aeronaves em Yuncheng, no dia 5 de fevereiro de 1939, pelo 10º Esquadrão da Força Aérea da República da China, antes de serem retiradas de missões de bombardeio para missões de treinamento e ligação em 1940.

Em fevereiro de 1939, a Força Aérea Brasileira adquiriu 10 Vultee V-11–GB2 para bombardeios de longo alcance. 26 aeronaves foram eventualmente pela Força Aérea.
Um voo sem escalas de 3 250 km (1 750 m.n.) foi realizado em solo brasileiro, com uma duração de 11 horas e 45 minutos, no dia 8 de novembro de 1939.
Em 26 de agosto de 1942, um U-boat foi atacado a 50 milhas da cidade de Araranguá, na costa sul do Brasil. Apesar de ser inadequado para operações anti-submarino, a aeronave voou baixo e soltou três bombas de 250 lb (113 kg), com algumas explodindo ao redor do submarino, danificando também a aeronave.

Em 1936, a União Soviética comprou quatro V-11-GB de três assentos, junto com uma licença para produção. A aeronave entrou em produção soviética em 1937 como BSh-1 (Bronirovanny Shturmovik), mas a blindagem utilizada para a missão de ataque ao solo reduzia de forma inaceitável o desempenho, com a produção tendo sido encerrada após 31 aeronaves produzidas. Estas foram então transferidas para a Aeroflot e redesignadas PS-43 para uso como aeronaves de transporte de alta velocidade até a invasão alemã em 1941, quando retornaram para a Força Aérea Soviética para missões de ligação.

No final da década de 1930, o Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos favoreceu aeronaves de ataque leve bimotoras, mas sete YA-19 foram pedidos no verão de 1938 para propósitos de comparação. Os YA-19 eram armados com seis metralhadoras de 7.62 mm e 1 080 lb (490 kg) de bombas em uma baia interna, motorizado com um motor radial Pratt & Whitney R-1830 Twin Wasp de 1.200 hp, com três tripulantes, incluindo um piloto, um observador/atirador e um bombardeiro/fotógrafo.
Uma característica distinta do desenho do YA-19 era seu estabilizador horizontal, localizado à frente do estabilizador vertical. O pequeno tamanho deste último causava uma instabilidade direcional, de fomra que os últimos YA-19 foram equipados com estabilizadores verticais maiores.
Os testes em serviço mostraram que as aeronaves bimotoras eram mais rápidas, podiam ser melhor armadas e carregar mais bombas, de forma que os YA-19 não fossem mais pedidos. Após os testes de comparação, cinco YA-19 foram redesignados A-19 e colocados no 17º Grupo de Ataque em March Field, Califórnia, por um breve período, antes de serem transportados para a Zona do Canal do Panamá para tarefas de transporte e ligação. O A-19 nunca foi utilizado em combate, sendo rapidamente aposentado no início da década de 1940.




