| Temporada, competição ou edição atual: | |
| Anteriormente | ASP World Tour (1983–2014) IPS World Circuit (1976–1982) |
|---|---|
| Organização | WSL |
| Esporte | surfe profissional |
| Região | Mundial |
| Fundação | 1964 |
| Temporada inaugural | 1976 (circuito profissional) |
| Proprietário(s) | WSL |
| Campeão atual | |
| Maior campeão | |
| Qualificação | Challenger Series |
| Transmissão na televisão | www www |
| Nível na pirâmide | 1 |
| Sítio eletrónico | www |
O Circuito Mundial Masculino de Surfe (em inglês: WSL Men's Championship Tour, World Men's Championship Tour, WCT) é uma competição internacional de surfe profissional organizada pela Liga Mundial de Surfe (em inglês: World Surf League, WSL), responsável por coroar anualmente o campeão mundial do esporte.
Entre 1964 e 1972, o principal torneio de elite do surfe mundial foi o ISF World Surfing Championships, organizado pela Federação Internacional de Surfe (ISF), antigo nome da atual Associação Internacional de Surfe (ISA). O primeiro campeão mundial de surfe foi o australiano Midget Farrelly, em 1964.
Em 1969, surgiram os Campeonatos Mundiais de Surfe Smirnoff Pro-Am (em inglês: Smirnoff World Pro-Am Surfing Championships), organizados por Fred Hemmings, um antigo surfista profissional e promotor de eventos. Estes campeonatos duraram até 1977.
Em 1976, Fred Hemmings e Randy Rarick fundaram a International Professional Surfers (IPS) e introduziram o Circuito Mundial IPS (em inglês: IPS World Circuit), primeiro circuito mundial a adotar baterias no formato de confronto direto entre dois surfistas. O australiano Peter Townend foi o primeiro a vencer a competição, quando este já era unificado, em 1976.
Em 1983, Ian Cairns criou a Associação de Surfistas Profissionais (ASP), que introduziu o Circuito Mundial ASP (em inglês: ASP World Tour). Neste ano, o surfista australiano Tom Carroll foi consagrado campeão mundial.
Em 1992, a ASP dividiu o Circuito Mundial em duas divisões: World Championship Tour (WCT) — a categoria de elite — e World Qualifying Series (WQS) — a categoria de acesso. Dessa forma, os surfistas passaram a ter que se classificar no WQS antes de poderem disputar o título mundial no WCT. Kelly Slater foi o primeiro a ser coroado campeão mundial nesse novo formato.
Em 2013, a empresa ZoSea comprou o Circuito Mundial da ASP e, em 2015, passou a se chamar Liga Mundial de Surfe (em inglês: World Surf League, WSL). Com isso, a competição foi renomeada para o nome atual: Circuito Mundial Masculino de Surfe (WSL Men's Championship Tour). Adriano de Souza foi o primeiro a ser coroado campeão mundial da WSL.
Em 2021, a WSL introduziu o sistema de Finals 5 — mata-mata com os cinco melhores surfistas do Circuito — para definir o campeão mundial. O formato foi utilizado de 2021 a 2025. Gabriel Medina foi o primeiro campeão mundial nesse formato, e Yago Dora, o último.
O Circuito Mundial Masculino de Surfe reúne os 36 melhores surfistas do mundo. Ao final da temporada, os dez piores posicionados no ranking são rebaixados para o Challenger Series — a segunda divisão do surfe mundial —, enquanto que os dez melhores do Challenger Series se classificam para Circuito Mundial do ano seguinte, garantindo a rotatividade de atletas na elite do surfe mundial.
A temporada inicia em abril e termina em dezembro, contando com 12 etapas, incluindo etapas em locais como Portugal, Austrália, Polinésia Francesa, El Salvador e Brasil, e termina no Havaí, no campeonato Pipe Masters, para definir o campeão mundial.
Cada uma das etapas é constituída de rodadas — que vão da primeira rodada até a final — organizadas em baterias que colocam dois surfistas frente a frente. Os surfistas podem pegar várias ondas; contudo apenas as duas melhores são contabilizadas na pontuação final da bateria. Em cada onda surfada, eles são avaliados por cinco juízes em uma escala de 0,1 a 10,0 com base em critérios como velocidade, potência, fluidez e manobras técnicas. Para cada onda, as pontuações são agregadas por meio de uma média que descarta a nota mais alta e a mais baixa, resultando em um valor máximo de 10 pontos por onda e 20 pontos por bateria.
As nove primeiras etapas do Circuito formam a “temporada regular”, e são disputadas por todos os 36 surfistas. O vencedor de cada etapa recebe 10.000 pontos, o vice-campeão recebe 7.800 pontos e assim por diante. A décima etapa funciona como um “corte”, reduzindo o número de participantes pela disputa do título mundial para 24 surfistas. Apenas os melhores classificados do ranking avançam para as três etapas finais (pós-temporada) e podem disputar o título mundial. Na última etapa (Pipe Masters), todos os 36 surfistas retornam para competir pelo título do evento, com o vencedor do evento recebendo uma pontuação incrementada de 15.000 pontos.
A temporada de 2026 utiliza um sistema de pontos acumulados, no qual o surfista com a melhor classificação no final do ano é o campeão mundial.
Nas etapas do Circuito Mundial, os surfistas usam lycras (camisetas de elastano) coloridas para se diferenciar no mar durante as baterias e serem corretamente identificados pelos juízes. As cores disponíveis são: branco, azul, vermelho, verde e amarelo — esta última usada exclusivamente pelo surfista líder do ranking mundial.
Em 1989, o Circuito Mundial chegou a ter um recorde de 25 etapas na temporada. Nesse período entre 1984 e 1991, a possibilidade de vitórias era maior com o circuito tendo entre 17 e 25 provas por ano.
O recorde de vitórias em uma única temporada pertence a Kelly Slater e ao tricampeão mundial Tom Curren. Os dois americanos conquistaram 7 etapas em um único ano, sendo que Slater conseguiu com 14 provas (1996) e Curren, com 21 (1990).
O melhor percentual de vitórias conquistadas em uma única temporada até hoje foi em 2008. Foi quando Kelly conseguiu vencer 6 das 11 etapas para se tornar eneacampeão mundial de surfe.
| Vitórias | Surfista |
|---|---|
| 56 | |
| 33 | |
| 26 | |
| 22 | |
| 20 | |
| 19 | |
| 18 | |
| 17 | |
| 16 | |
| 12 | |
Os brasileiros sempre estiveram marcando presença no Circuito Mundial de Surf. Mas até 1989, no Circuito Masculino, o Brasil só tinha duas vitórias em etapas do circuito, as duas no Arpoador, no Rio de Janeiro, no Waimea 5000, competição pioneira em levar os maiores surfistas do mundo ao Brasil, que fazia parte do circuito mundial organizado na época pela International Professional Surfing (IPS).
É nos Anos 1990, com uma nova geração de surfistas brazucas que as vitórias começam a acontecer com mais frequência. A maior sequência de vitórias acontece nos Anos 2010, com o estouro do que o circuito mundial batizou como Brazilian Storm (a Tempestade Brasileira), eclodindo no título mundial de Gabriel Medina em 2014, seguido pelo título de Adriano de Souza, o Mineirinho, em 2015, temporada que teve vitórias brasileiras em 6 etapas do circuito.
Anos
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Maiores vencedores
Por Estado
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