| Walter Lima Jr. | |
|---|---|
| Nome completo | Walter Lima Junior |
| Nascimento | 26 de novembro de 1938 (87 anos) Niterói, Rio de Janeiro, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | cineasta |
| Festival de Berlim | |
| Grand Prix do Júri Brasil Ano 2000 1969 | |
Walter Lima Junior (Niterói, 26 de novembro de 1938) é um cineasta brasileiro, bacharel em direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Também atuou na direção de diversos documentários para a televisão brasileira.
Começou escrevendo críticas para jornais diários. Em 1963, conheceu Glauber Rocha, que o convidou para fazer assistência de direção em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964).
Seu primeiro longa-metragem foi Menino de Engenho (1965), uma adaptação do romance de José Lins do Rego. Fez em seguida Brasil Ano 2000 (1968), Urso de Prata do Festival de Berlim e Concha de Ouro no Festival de Cartagena; e Na Boca da Noite (1970).
Entre 1973 e 1978, dirigiu documentários para a televisão, como Os índios Kanela (1974). Em 1977, concluiu o longa-metragem A Lira do Delírio, prêmio de melhor filme no Festival de Brasília. Fez, em seguida, dois trabalhos originalmente destinados à televisão que tiveram versões para cinema: Joana Angélica (1979) e Chico Rei, série de oito episódios para a televisão alemã com versão reduzida para o cinema finalizada em 1985. Em 1983, fez Inocência, prêmio de direção em Brasília e prêmio Coral no Festival de Havana; em seguida, Ele, o Boto (1986).
Nos anos 1990, dirigiu, sob encomenda de um produtor norte-americano, O Monge e a Filha do Carrasco (1995) e, pouco depois, fez A Ostra e o Vento (1997), baseado no livro de Moacir Costa Lopes, selecionado para a competição do Festival de Veneza.
Passou a alternar, entre seus filmes de ficção, documentários de duração média, como Em Cima da Terra, Embaixo do Céu (1991) e Uma Casa para Pelé (1992), realizado para o Channel 4. Para a televisão, fez também minisséries, como Capitães da Areia (1989) e Dossiê Chatô (1996), além de um telefilme, Meu Filho Teu (2001).
Em 2002, teve sua biografia e filmografia publicadas no livro de Carlos Alberto de Matos: Walter Lima Júnior, Viver Cinema. Em 2003, realizou o documentário em curta-metragem Thomas Farkas. Já em 2005, filmou o longa-metragem de ficção Os Desafinados, que estreou em 2008.
Professor da ABC Cursos de Cinema e da Pontifícia Católica Universidade (PUC-Rio), no Rio de Janeiro, Walter ministrou cursos de direção cinematográfica e direção de atores.