Head-mounted display

Na informática, um head-mounted display ou helmet-mounted display (ambos abreviados HMD), popularmente chamado óculos VR, é um dispositivo tecnológico semelhante a um óculos, usado na cabeça ou como parte de um capacete, que possui um pequeno display óptico em frente à ambos os olhos (HMD Monocular), ou em frente à cada olho (HMD Binocular).

Existe também o Optical head-mounted display (OHMD), que é um display vestível que pode refletir imagens projetadas e permite o usuário a ver através delas. A resolução ideal para uso com jogos eletrônicos é de 1080x1200 por olho.

um HMD binocular.
Um homem controla um Google Glass, um tipo de optical head-mounted display, usando o touchpad construído na lateral do dispositivo.
O óculos de realidade virtual Oculus Rift.
Um headset HTC Vive.

Descrição

Um HMD típico tem um ou dois displays, com lentes e espelhos semi-transparentes embutidos nos óculos (também chamados de data glasses), no visor, ou em um capacete. As unidades do display são miniaturizadas e podem incluir tubos de raios catódicos (CRT), LCDs, Cristal liquido em silício (LCos), ou OLEDs. Alguns fabricantes empregam múltiplos micro-displays para aumentar a resolução total e o campo de visão.

Tipos

HMDs diferem tanto na maneira em que eles podem reproduzir animação computadorizada (CGI), ou somente imagens ao vivo do mundo real, ou uma combinação deles.

Uso

Aviação e táticas

HMDs robustos são cada vez mais integrados no cockpit de helicópteros modernos e aviões de caça. Estes são geralmente totalmente integrados com capacete piloto do piloto e podem incluir viseiras de proteção, dispositivos de visão noturna, e outros displays.

Militares, policiais e bombeiros usam HMDs para exibir informações táticas, como mapas ou dados de imagens térmicas, enquanto visualizam uma cena real. As aplicações recentes incluíram o uso de HMD para paraquedistas. Em 2005, o Liteye HMD foi introduzido para as tropas de combate terrestres como uma tela leve e impermeável que se encaixa em uma montagem de capacete militar padrão dos EUA PVS-14. O visor monocular em OLED substitui o tubo NVG e se conecta a um dispositivo de computação móvel. O LE tem capacidade see-through e pode ser usado como um padrão HMD ou para aplicações realidade aumentada. O design é otimizado para fornecer dados de alta definição em todas as condições de iluminação, em modo de operação coberto ou transparente. O LE tem um baixo consumo de energia, operando em quatro pilhas AA por 35 horas ou recebendo energia através da conexão padrão Universal Serial Bus (USB).

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) continua a financiar pesquisas em HMDs de realidade aumentada como parte do Programa de Apoio Aéreo Permanente Persistente (PCAS). A Vuzix está atualmente trabalhando em um sistema para PCAS que usará um Guia de Ondas Óptico holográfico para produzir vidros de realidade aumentada "see-through" que possuem apenas alguns milímetros de espessura.

Engenharia

Engenheiros e cientistas usam HMDs para fornecer visões estereoscópicas de esquemas CAD (Design Auxiliado por Computador). [carece de fontes]? A realidade virtual quando aplicada a engenharia e design é um fator chave na integração do ser humano no design. Ao permitir que os engenheiros interajam com seus projetos em escala de tamanho real, os produtos podem ser validados para problemas que podem não ter sido visíveis até a prototipagem física. O uso de HMDs para VR é visto como complementar ao uso convencional de CAVE para a simulação de VR. HMDs são predominantemente utilizados para uma única pessoa interação com o design, enquanto CAVEs permitem mais sessões de realidade virtual mais colaborativas.

Os sistemas de Display montados na cabeça também são usados ​​na manutenção de sistemas complexos, pois podem dar a um técnico uma "visão de raio-x" simulada, combinando gráficos computacionais tais como diagramas de sistema e imagens com a visão natural do técnico (realidade aumentada ou modificada ).

Medicina e pesquisa

Existem também aplicações na cirurgia, em que uma combinação de dados radiográficos (Tomografia computadorizada) (TC) e imagem por ressonância magnética (RM) é combinada com a visão natural do cirurgião Operação e anestesia, onde os sinais vitais do paciente estão dentro do campo de visão do anestesiologista em todos os momentos.

Universidades de pesquisa muitas vezes usam HMDs para realizar estudos relacionados à visão, equilíbrio, cognição e neurociência.

Um olho que segue o HMD com iluminadores do diodo emissor de luz e câmeras para medir movimentos do olho]] [Arquivo: EYE-SYNC eye-tracking analyzer.JPG |

A partir de 2010, o uso de medição de rastreamento visual preditivo para identificar leve Traumatismo cranioencefálico estava sendo estudado. Em testes de rastreamento visual, uma unidade HMD com capacidade de rastreamento de olhos mostra um objeto movendo-se em um padrão regular. As pessoas sem lesão cerebral são capazes de rastrear o objeto em movimento com movimentos oculares perseguição lisa e corrigir trajetória. O teste requer atenção e memória de trabalho que são funções difíceis para pessoas com lesão cerebral traumática leve. A questão que está sendo estudada é se os resultados para pessoas com lesões cerebrais mostrarão erros de rastreamento visual em relação ao alvo em movimento.

Jogos e vídeo

Suporte Disney HMD

Dispositivos HMD de baixo custo estão disponíveis para uso com jogos 3D e aplicativos de entretenimento.

Um dos primeiros HMDs comercialmente disponíveis foi o Hard VFX1, que foi anunciado na Consumer Electronics Show (CES) em 1994.

Outro pioneiro neste campo foi a Sony, que lançou o Glasstron em 1997. Possuía como acessório opcional um sensor de posicionamento que permitia ao usuário visualizar o ambiente, com a perspectiva movendo-se à medida que a cabeça se movia, proporcionando um sentido profundo Uma aplicação nova desta tecnologia estava no jogo MechWarrior 2: 31st Century Combat MechWarrior 2, que permitiu que os usuários Da Sony Glasstron ou iGlasses Virtual I / O para adotar uma nova perspectiva visual de dentro do cockpit da embarcação, usando seus próprios olhos como visual e vendo o campo de batalha através da cabina do seu próprio ofício.

A Sony lançou o "Personal 3D Viewer" (ou HMZ-T1), um fone de ouvido totalmente surround para jogos e filmes em 3D.

A Sensics demonstrou na CES 2012 um jogo e um óculos de entretenimento que incluíam um processador sistema operacional Android e um controle de mão para facilitar a interação natural.

A partir de 2013, muitas marcas de óculos de vídeo podem ser conectados a câmeras de vídeo e DSLR, tornando-os aplicáveis ​​como um novo monitor de idade. Como resultado da capacidade de óculos para bloquear a luz ambiente, cineastas e fotógrafos são capazes de ver apresentações mais claras de suas imagens ao vivo.

Oculus Rift é uma próxima realidade virtual (VR) montada na cabeça criada por Palmer Luckey que a empresa está desenvolvendo para simulações de realidade virtual e videogames

O HTC Vive é uma próxima realidade virtual exibição montada na cabeça. O fone de ouvido é produzido por uma colaboração entre Valve e HTC, com a sua característica definindo a precisão de escala de sala de rastreamento e controladores de movimento de alta precisão.

O PlayStation VR é o único fone de ouvido realidade virtual que sai para consolas de jogos, para o PlayStation 4.

Esportes

Um sistema de HMD foi desenvolvido para motoristas Fórmula 1 por Kopin Corp. e o Grupo de BMW. De acordo com a BMW, "" O HMD é parte de um sistema avançado de telemetria aprovado para instalação pelo comitê de corrida da Fórmula 1 ... para comunicar ao Comunicar ao condutor sem fios a partir do coração do poço de corrida. "" O HMD irá exibir dados críticos de corrida, permitindo que o motorista continue focando na pista.Os grupos de pit controlam os dados e as mensagens enviadas aos seus motoristas através de duas vias.

Treinamento e simulação

Treinamento de paramilitares com um HMD

Uma aplicação chave para os óculos HMD é o treinamento e simulação de situações perigosas ou custosa; permitindo virtualmente colocar um estagiário em uma situação que é muito caro ou que possui risco de morte para replicar na vida real. Treinamento com HMDs abrange uma ampla gama de aplicações de condução, soldagem e pintura spray, Simulador de vôo e simuladores de veículos, desmontado soldado formação, treinamento de procedimentos médicos e muito mais. No entanto, uma série de sintomas indesejáveis ​​têm sido causados ​​pelo uso prolongado de certos tipos de monitores montados na cabeça, e essas questões devem ser resolvidas antes de formação ideal e simulação é viável.

Parâmetros de desempenho

Suporte a vídeo 3D

Multiplexação sequencial de quadros
Side-by-side e multiplexação top-bottom

A percepção da profundidade dentro de um HMD requer imagens diferentes para os olhos esquerdo e direito. Há várias maneiras de fornecer essas imagens separadas:

A vantagem das entradas de vídeo duplas é que ela fornece a resolução máxima para cada imagem e a taxa de quadros máxima para cada olho. A desvantagem das entradas de vídeo duplas é que ele requer saídas de vídeo e cabos separados do dispositivo gerando o conteúdo.

Multiplexação baseada em tempo preserva a resolução completa por cada imagem, mas reduz a taxa de quadros pela metade. Por exemplo, se o sinal é apresentado a 60 Hz, cada olho está recebendo apenas 30 Hz atualizações. Isso pode se tornar um problema com a apresentação precisa de imagens em movimento rápido.

A multiplexação lado a lado e de cima para baixo fornece atualizações de taxa total para cada olho, mas reduz a resolução apresentada a cada olho. Muitas transmissões em 3D, como a ESPN, optaram por fornecer 3D lado a lado, o que economiza a necessidade de alocar largura de banda de transmissão extra e é mais adequado para a ação de esportes acelerada em relação aos métodos de multiplexação baseados no tempo.

Nem todos os HMDs fornecem percepção de profundidade. Alguns módulos de gama baixa são essencialmente dispositivos bi-oculares onde ambos os olhos são apresentados com a mesma imagem.

Os leitores de vídeo 3D por vezes permitem a máxima compatibilidade com os HMDs, fornecendo ao utilizador uma escolha do formato 3D a ser utilizado.

Periféricos

Aspectos importantes

É importante que as funções principais de um capacete convencional sejam contempladas, assim como, é essencial que a integração de um sistema HMD com o capacete não prejudique essas funções de forma alguma. As funções básicas de um capacete para pilotos de aeronaves são:

Além dessas funcionalidades básicas um HMD deve seguir as seguintes restrições e requisitos:

Princípios básicos de funcionamento

A medição da orientação da cabeça do piloto para determinar as coordenadas angulares da linha de visão (LOS) do piloto em relação à fuselagem do avião é de extrema importância tanto para a implementação de um HMS quanto para a implementação de um HMD.

A maioria dos efeitos físicos já foram testados e estudados no desenvolvimento de sistemas para rastreamento de atitude da cabeça. Dentre todos, se destacam os métodos óticos e magnéticos.

Os sistemas óticos de rastreamento podem funcionar de diferentes maneiras, por exemplo:

Enquanto isso, os sistemas magnéticos de rastreamento seguem um princípio básico de funcionamento. Eles medem a força do campo magnético no capacete a partir de um gerador de campo magnético localizado em uma posição adequada dentro do cockpit. Ainda assim, existem dois tipos de sistemas rastreadores magnéticos de cabeça:

Ambos os sistemas são sensíveis a metais vizinhos do sensor do capacete, causando erros de medição da atitude do capacete com relação a fuselagem da aeronave. Esses erros dependem de como o sistema é instalado dentro do cockpit. Sendo assim, para cada cockpit diferente, esses erros devem ser medidos e mapeados, e as correções devem ser armazenadas no computador responsável por rastrear a atitude da cabeça do piloto. Apesar de ambos os sistemas apresentarem a sensibilidade ao metal, o sistema AC tem um desempenho relativamente pior e é cerca de 10 vezes mais sensível a esse tipo de erro do que o sistema DC. Uma vantagem apresentada pelos dois sistemas magnéticos é que tantos os sensores quanto os geradores de campo magnético, que compõem esses sistemas, são de baixo peso e pequeno tamanho, ou seja, não representam grande influência na usabilidade dos HMDs no que diz respeito aos fatores peso e tamanho.

Embora os sistemas magnéticos sejam os mais utilizados atualmente, todos os sistemas (óticos, magnéticos e outros) apresentam as suas respectivas limitações [1]. Em contrapartida, os sistemas óticos mais recentes são os que apresentam maior acurácia para maiores ângulos off-boresight.

Vale a pena ressaltar que, além dos erros que já foram citados, outros erros podem ser encontrados durante a medição da direção do olhar do piloto. Isso ocorre, pois a direção do olhar do piloto, ou linha de visão (LOS), é inferida a partir da determinação atitude do capacete (e da cabeça) do piloto. Desta forma, o piloto pode ter grandes dificuldades em manter a mira do capacete voltada para o alvo enquanto é submetido fortes vibrações de baixa frequência. Para contornar esse problema, pode ser utilizado um sistema de rastreamento do olhar capaz de medir a linha de visão (LOS) do piloto com relação ao capacete. A partir daí, utilizando uma combinação das saídas dos sistemas de rastreamento da cabeça e de rastreamento do olhar, é possível obter a LOS do piloto em relação à fuselagem da aeronave.

HMS (Helmet Mounted Sight)

Tipicamente, a fonte de imagem de um HMD simples compreende uma matriz de LEDs, que pode ser um arranjo simples ou, até mesmo, uma matriz 32×32 capaz de exibir uma simbologia diversificada (incluindo alfanuméricos), porém a quantidade de simbologia é mantida no mínimo possível: uma para mira (circular ou em cruz); uma para indicar ao piloto a presença de um alvo ou de uma ameaça (setas para cima, para baixo e para os lados); e outra para fornecer o estado dos mísseis.

A imagem gerada pela matriz de LED é transmitida para o visor através de um prisma ótico e, então, é refletida do visor para o olho do piloto. As superfícies do prisma têm curvaturas cilíndricas e esféricas para corrigir distorções óticas. O visor, que também possui um perfil esférico, possui uma camada refletiva, na porção frontal, que age como um espelho esférico e provê a colimação da imagem do display. Geralmente, um HMS possui um FOV entre 7º e 10º. Diferentemente do caso do HUD, onde o FOV é fixo em relação à fuselagem da aeronave, o FOV do HMS se move em conjunto com a cabeça do piloto.

Um HMS em conjunto com o sistema de rastreamento de cabeça fornece, para o piloto, uma forma bastante efetiva de determinar um alvo. O piloto move sua cabeça para olhar e mirar no alvo usando uma simbologia de mira colimada com o sistema de mira do capacete. Dessa forma, as coordenadas angulares da linha de visão do alvo podem ser estimadas pelo sistema de rastreamento da atitude da cabeça do piloto e fornecidas aos mísseis contidos na aeronave. Os mísseis teleguiados podem, então, se direcionar, adquirir e fixar a mira de acordo com a linha de visão do alvo. Assim, o alvo fixado é mostrado ao piloto através do HMS e um sinal de áudio é dado para que o piloto possa lançar os mísseis.

Utilizando-se mísseis ágeis com alta capacidade de manobra mesmo em situações de força G elevada, este procedimento, proporcionado pelo HMS, possibilita o ataque em maiores ângulos off-boresight. Dessa forma, o piloto não necessita de virar a aeronave até que o alvo esteja dentro do campo de visão (FOV) do HUD para depois lançar o míssil. O ângulo off-boresight máximo para um HUD é menor que 15º, ou seja, bem menor que o ângulo off-boresight de 120º fornecido pelo HMD. Esse ângulo maior aumenta de três a quatro vezes a efetividade em combates aéreos. A Figura 10 ilustra o funcionamento de um HMS.

HMD (Helmet Mounted Display)

Através de um sistema que permite a visão mesmo sob condições de baixa visibilidade (neblina, noite) e, além disso, apresenta toda a simbologia de mira e símbolos indicativos do estado do voo, o HMD atua como um HUD integrado ao capacete, entretanto apresenta a vantagem de possuir um campo de visão (FOV) extremamente maior que se altera de acordo com a linha de visão (LOS) do piloto.

Apesar da existência de HMDs monoculares, também capazes de mostrar toda a informação que normalmente são exibidas por um HUD, podem ocorrer problemas como o chamado “monocular rivalry” ou rivalidade monocular. Esse problema ocorre porque o cérebro está tentando processar imagens diferentes de cada olho e uma rivalidade pode ocorrer entre o olho com o display e o olho sem. Os problemas se tornam mais perceptíveis à noite quando o olho sem display enxerga pouquíssimo. Já foi provado que um sistema binocular, em que a mesma imagem é apresentada aos dois olhos, é a única solução realmente satisfatória. Logo, projetos HMD atuais geralmente são sistemas binoculares.

Um sistema HMD com peso reduzido pode ser feito através do uso de um sistema de projeção diretamente no visor em juntamente com um projeto ótico de alta eficiência. Essa configuração permite que os visores padrões de curvatura esférica, já utilizados pela tripulação, sejam também utilizados como combinador ótico e colimador através da adição de uma camada refletiva de densidade neutra. Desta maneira, como o visor é uma parte essencial e já existente no capacete, as funções de combinação ótica e colimação são realizadas sem a adição de peso algum ao sistema ótico.

Dispositivos

Para smartphone

Equipamentos de imersão virtual para uso com smartphone (adaptadores de celular):

Para computador (PCVR)

Equipamentos de imersão virtual para uso com computador: (óculos VR avançado, em inglês de tethered)

Independentes

Equipamentos de imersão virtual independentes (standalone / all-in-one):

Para consoles

Referências

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Ver também

Ligações externas