A-dos-Negros | |
|---|---|
| Localização de A-dos-Negros em Portugal | |
| Coordenadas: 39° 20′ 58″ N, 9° 06′ 36″ O | |
| Região | Oeste e Vale do Tejo |
| Sub-região | Oeste |
| Distrito | Leiria |
| Município | |
| Código | 101201 |
| Fundação | 2ª metade do século XVIII |
| Governo | |
| • Tipo | Junta de freguesia |
| • Presidente | Heitor Carvalho da Conceição (G.C.E.) |
| Área | |
| • Total | 16,82 km² |
| População | |
| • Total (2021) | 1 456 hab. |
| Densidade | 86,6 hab./km² |
| Código postal | 2510-342 A dos Negros |
| Orago | Santa Maria Madalena |
| Sítio | https://www.freguesiaadosnegros.pt/ |
A-dos-Negros, é uma povoação portuguesa sede da freguesia de A-dos-Negros do município de Óbidos, freguesia com 16,82 km² de área e 1456 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 86,6 hab./km².
A população registada nos censos foi:
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Distribuição da População por Grupos Etários | ||||
|---|---|---|---|---|
| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos |
| 2001 | 203 | 194 | 789 | 307 |
| 2011 | 187 | 139 | 801 | 362 |
| 2021 | 175 | 131 | 715 | 435 |
A freguesia foi criada durante a segunda metade do século XVIII, possivelmente um pouco depois do terramoto de 1755. Segundo o investigador Pinho Leal o seu nome derivará de Cecílio Negro, um corajoso capitão lusitano, que viveu vinte anos antes de Jesus Cristo.
Antes de 1147, existiam várias povoações entre Coimbra e Lisboa, onde residiam grandes núcleos judaicos, com sinagogas e hábitos de vida própria. Foi personagem importante um rabi-mor chamado Yahia ben Yahia, e quem segundo o historiador Joaquim Veríssimo Serrão na sua obra História de Portugal, D. Afonso Henriques nomeou mordomo e cavaleiro-mor, em recompensa de serviços prestados na luta contra os Mouros, e concedeu a Aldeia dos Negros. Este historiador diz ainda "que esta doação se refere à tomada de Óbidos em 1148, tem que se aceitar a identificação com a actual povoação de A dos Negros, situada a 4 km". Sobre este assunto, outros autores estudaram, como Meyer Kayserling na obra História dos Judeus em Portugal e João Evangelista na sua obra A dos Negros: uma aldeia da Estremadura. Segundo este último autor, no século XIX, os campos desta freguesia estavam cobertos de matagais, com muitas árvores (sobreiros, azinheiras, loureiros e medronheiros).
No Cadastro da População do Reino, efetuado por D. João III em 1527, a Aldeia dos Negros era um pequeno aglomerado com 20 fogos (cerca de 90 habitantes). Em 1757, o número de fogos já era de 122, tendo o povoamento da aldeia sido feito pelos campos adjacentes.
No campo eclesiástico, a apresentação do pároco era de responsabilidade do povo que lhe doava de côngrua, noventa alqueires de trigo, trinta de cevada e duas pipas de vinho. Durante algum tempo, esta freguesia esteve subordinada à Colegiada de São João de Mucharro, cujo prior tinha o dever de ir anualmente à igreja de Santa Maria Madalena cantar a festa da santa padroeira.
As principais atividades económicas são a agricultura, construção civil e a indústria cerâmica.
Nesta freguesia pode-se visitar a Igreja Matriz de Santa Madalena e a Capela do Espírito Santo (Sancheira Grande), para além do cruzeiro. Dignas também de visita são as quintas do Cabeço, da Botelheira, e do Rolin. Existem as fontes do Ulmeiro, Santa da Formiga e do Olival Santo. Na freguesia existem ainda várias capelas.
Junto à junta de freguesia foi instalado um baloiço panorâmico.
As principais especialidades gastronómicas da freguesia são as misturadas. O vinho branco maduro é afamado. Na freguesia há a tradição da matança do porco.
Apesar de pequena, existem várias feiras e romarias nesta freguesia. As principais são:
As principais coletividades da freguesia são:
Existe na freguesia uma feira anual a 22 de julho.