Abu Hanifa

Abu Hanifa
Nascimentoالنُّعْمَانِ بْنِ ثَابِتٍ بْنِ مَرْزُبَان الكُوفِيّ التَّيْمِيّ بِالْوَلَاء
5 de setembro de 699
Cufa (Califado Omíada)
Morte767 (67–68 anos)
Bagdá (Califado Abássida)
SepultamentoMesquita de Abu Hanifa
Filho(a)(s)Hammad ibn Abi Hanifa
Ocupaçãoulemá, mercador, alfaqui, teólogo, jurista, mujtahid
Obras destacadasMusnad Abu Hanifa, Al-Fiqh al-Akbar, Al-Fiqh al-Absat, Kitab al-Wasiyyah
Religiãoislamismo

Abu Hanifa (em árabe: أَبُو حَنِيفَة; 5 de setembro de 699 d.C. – 18 de junho de 767 d.C.) foi um estudioso muçulmano, jurista, teólogo, asceta, e epônimo da escola Hanafi de jurisprudência sunita, que continua sendo a mais amplamente praticada até hoje. Sua escola predomina na Ásia Central e Sul da Ásia, Turquia, África, nos Bálcãs, Rússia, e em algumas partes do Mundo árabe.

As fontes discordam sobre onde exatamente ele nasceu, se em Cufa (defendido pela maioria),:71 Cabul, Ambar, Nisa ou Termez.:69 Abu Hanifa viajou para a região do Hejaz na Arábia em sua juventude, onde estudou nas cidades sagradas islâmicas de Meca e Medina. Ele foi nomeado por Al-Dhahabi como "um dos gênios dos filhos de Adão" que "combinou jurisprudência, adoração, escrupulosidade e generosidade".

À medida que sua carreira como jurista e teólogo progredia, ele se tornou conhecido por favorecer o uso da razão em suas decisões jurisprudenciais e até mesmo em sua teologia. Sua escola cresceu após sua morte, e a maioria de seus seguidores também passaria a seguir a escola Maturidi de teologia. Ele deixou dois grandes alunos, Abu Yusuf e Maomé Axaibani, que mais tarde se tornariam juristas célebres por seus próprios méritos.

Nome

Estudiosos muçulmanos afirmam que não há discordância de que seu nome seja Nu'man. Diz-se que este nome significa o sangue no qual o corpo sobrevive, que alguns sugerem ser a alma. Um significado alternativo é que este é o nome de uma flor vermelha ou roxa de cheiro agradável. Uma terceira alternativa é que seja o fa'lan (modelo) da palavra ni'mah (bênção), já que os muçulmanos acreditam que Abu Hanifah é a bênção de Deus sobre Sua criação.:72

Como Abu Hanifa ganhou seu patronímico é motivo de debate. De acordo com alguns linguistas, incluindo Muhyi al-Din, ḥanīfa refere-se a "tinteiro" no dialeto árabe de Abu Hanifa. Ele era frequentemente visto com um, ganhando assim seu nome dessa forma. De acordo com esta interpretação, seu nome significa literalmente "Pai do Tinteiro". Alternativamente, Hanifah é a forma feminina de hanif, que significa um recluso (nasik) ou submisso (muçulmano).:72

No entanto, alguns historiadores contestam que ele tenha ganhado o nome por ter uma filha chamada Hanifa. Seu nome significaria então "Pai de Hanifa". O lado oposto acredita que ele nunca teve uma filha com esse nome.

Biografia

Nascimento

Os historiadores discordam sobre onde ele nasceu, embora concordem que ele nasceu durante o período do Califado Omíada. No entanto, eles divergem em relação ao ano: 699 d.C. / 80 AH (defendido pela maioria dos estudiosos muçulmanos clássicos),:71 696 d.C. / 77 AH, 689 d.C. / 70 AH, ou 680 d.C. / 61 AH. Muitos historiadores escolhem a data mais recente, 699 d.C. / 80 AH; no entanto, Muhammad Zahid al-Kawthari acreditava que a data de 689 d.C. / 70 AH é apoiada por duas considerações:

Origem familiar

Acredita-se que Abu Hanifa tenha ascendência persa. No entanto, também foi afirmado que ele seria um árabe de Azd, ou descendente dos Zutt, Jats que migraram para o Iraque durante a Era de Ouro Islâmica. Seu avô, Zuta, pode ter sido capturado por tropas muçulmanas em Cabul e vendido como escravo em Cufa, onde foi comprado e liberto por um membro árabe da tribo taimalatitas, um ramo dos becritas. Zuta e seus descendentes teriam então se tornado clientes (maulas) da tribo taimalatita, daí as referências esporádicas a Abu Hanifa como "al-Taymi". Abu Hanifa também foi descrito como sendo originalmente dos árabes da Ambar no Iraque, que viviam lá antes do Islã. Fontes hanafitas confirmam que ele era de origem árabe, e que Thabit ibn al-Nu'man ibn al-Marzuban era dos Banu Yahya ibn Zayd ibn Asad, da tribo árabe de Azd que migrou do Iêmen e se estabeleceu em terras iraquianas após o colapso da Represa de Marib devido à Grande Enchente, tornando-se parte dos nabateus do Iraque. Como a família de Abu Hanifa era de cristãos, que era a religião dos árabes do Iraque e a religião do reino árabe lácmida, o nome do Imam Abu Hanifa Anumane tem grande importância histórica quanto à afiliação de seus ancestrais aos árabes do Iraque que o habitavam antes do Islã, já que é o nome de um importante rei dos reis árabes do Iraque, que realizou campanhas contra o Império Sassânida. De acordo com o neto de Abu Hanifa, Abu Hanifa era descendente de persas livres que nunca haviam sido escravizados. Ele chamava o bisavô de Abu Hanifa de "Marzuban", que é uma forma arabizada do cargo militar sassânida de Marzobã, ocupado por governadores das províncias fronteiriças do reino sassânida. O historiador Naji Ma'ruf argumenta que a declaração do neto de Abu Hanifa, Ismail ibn Hammad, é interpretada no sentido de que ele estava apenas se referindo ao lugar, e não à etnia. Ou seja, Abu Hanifa era de uma família árabe que vivia dentro das fronteiras de defesa sassânida, e não necessariamente de uma família persa.

Início da vida e estudos

Há poucas informações biográficas sobre Abu Hanifa. Sabe-se de modo geral que ele trabalhava como produtor e vendedor de khazz, um tipo de material para roupas de seda. Ele frequentou palestras sobre jurisprudência conduzidas pelo estudioso cufano Hammad ibn Abi Sulayman (m. 737). Ele também possivelmente aprendeu jurisprudência (Fiqh) e narrou hádices do estudioso de Meca Ata ibn Abi Rabah (m. c. 733) enquanto estava em peregrinação (Haje).

Quando Hammad morreu, Abu Hanifa o sucedeu como a principal autoridade na lei islâmica em Cufa e o representante chefe da escola cufana de jurisprudência. Abu Hanifa gradualmente ganhou influência como autoridade em questões legais, fundando uma escola racionalista moderada de jurisprudência islâmica que recebeu o seu nome.

Vida adulta e morte

Mesquita de Abu Hanifa em Bagdá, Iraque

Em 763, Al-Mansur, o califa abássida, ofereceu a Abu Hanifa o cargo de qadi al-qudat (juiz chefe do estado), mas ele recusou a oferta, optando por permanecer independente. Seu aluno Abu Yusuf foi mais tarde nomeado para o cargo pelo califa Harun al-Rashid.

Em sua resposta a al-Mansur, Abu Hanifa disse que não era adequado para o cargo. Al-Mansur, que tinha suas próprias ideias e razões para oferecer o cargo, acusou Abu Hanifa de mentir.

"Se estou mentindo," respondeu Abu Hanifa, "então minha declaração é duplamente correta. Como você pode nomear um mentiroso para o exaltado cargo de cádi?"

Furioso com esta resposta, al-Mansur mandou prender Abu Hanifa, trancá-lo na prisão e torturá-lo. Foi dito que, uma vez na prisão, ele nunca foi alimentado nem cuidado. Mesmo na prisão, o jurista continuou a ensinar àqueles a quem era permitido visitá-lo.

Em 15 de Rajabe de 150, (15 de agosto de 767) Abu Hanifa morreu na prisão. A causa de sua morte não é clara, pois foi dito por alguns que Abu Hanifa emitiu uma opinião legal para o porte de armas contra al-Mansur, então al-Mansur mandou envenená-lo. Seu companheiro de prisão e fundador do Judaísmo caraíta, Anan ben David, teria recebido conselhos de Abu Hanifa que salvaram sua vida. Foi dito que tantas pessoas compareceram ao seu funeral que o serviço fúnebre foi repetido seis vezes para as mais de 50 000 pessoas que haviam se aglomerado antes de ele ser realmente enterrado. O historiador al-Khatib disse que durante 20 dias inteiros as pessoas realizaram orações fúnebres por ele. Muitos anos depois, a Mesquita de Abu Hanifa foi construída no bairro de Adhamiyah em Bagdá. Abu Hanifa também apoiou a causa de Zayd ibn Ali e Ibraim Alcamar, ambos imames zaiditas álidas.

As estruturas dos túmulos de Abu Hanifa e Abdul Qadir Gilani foram destruídas por Xá Ismail do Império Safávida em 1508. Em 1533, os otomanos conquistaram Bagdá e reconstruíram os túmulos de Abu Hanifa e Abdul Qadir, bem como de outros locais sunitas.

Fontes e metodologia

As fontes das quais Abu Hanifa derivou a lei islâmica, em ordem de importância e preferência, foram: o Alcorão, as narrações autênticas do profeta muçulmano Maomé (conhecidas como hádices), o consenso da comunidade muçulmana (Ijma), o raciocínio analógico (Qiyas), a discrição jurídica (Istihsan) e os costumes da população local em promulgar as leis muçulmanas (Urf). O desenvolvimento da razão analógica e do escopo e limites pelos quais ela pode ser usada foi reconhecido pela maioria dos juristas muçulmanos, mas o seu estabelecimento como uma ferramenta legal foi resultado da escola Hanafi. Embora provavelmente tenha sido usada por alguns de seus professores, Abu Hanifa é considerado pelos estudos modernos como o primeiro a adotar formalmente e instituir a razão analógica como parte da lei islâmica.

Como o quarto califa, Ali transferiu a capital islâmica para Cufa, e muitos dos muçulmanos da primeira geração se estabeleceram lá. A escola de direito Hanafi baseou muitas de suas decisões na tradição profética transmitida por aqueles muçulmanos da primeira geração que residiam no Iraque. Assim, a escola Hanafi passou a ser conhecida como a escola cufana ou iraquiana. Ali e Abdullah, filho de Masud ajudaram a formar grande parte da base da escola, bem como outras personalidades dos parentes diretos (ou Ahl al-Bayt) de Maomé com quem Abu Hanifa havia estudado, como Muhammad al-Baqir. Muitos juristas e historiadores teriam vivido em Cufa, incluindo um dos principais professores de Abu Hanifa, Hammad ibn Abi Sulayman.

Credo

O credo do Imam Abu Hanifa é encontrado em várias obras curtas atribuídas a ele, como al-Fiqh al-Akbar, al-Fiqh al-Absat e Kitab al-Wasiyyah. Esses textos expressam sua crença na unicidade de Deus, em Sua transcendência além da criação e na afirmação de Seus atributos sem perguntar como. Com o tempo, seu credo se tornou tema de debate entre estudiosos posteriores e diferentes escolas teológicas.

Abu Hanifa não era um atari em credo, em vez disso, fica claro pelos escritos de Abu Hanifa que suas crenças estão intimamente alinhadas com os ensinamentos expressos posteriormente pela escola Maturidi, particularmente em sua compreensão de conceitos como ta'wil (explicação interpretativa), istiwa (Elevação de Deus sobre o Trono), kalam (teologia racionalista) e kalam lafzi (a expressão falada da fala de Deus), no entanto, muitos salafistas atuais continuam a argumentar que Abu Hanifa seguiu uma abordagem Atari para a crença. Eles apontam para declarações atribuídas a ele, como "Deus Todo-Poderoso é chamado de cima, não de baixo", e "Aquele que diz: 'Não sei se Alá está nos céus ou na terra' cometeu descrença." Eles também citam suas palavras: "Tudo o que Deus Todo-Poderoso mencionou no Alcorão sobre rosto, mão e alma, esses são atributos Seus, sem como. E não se diz que Sua mão é Seu poder ou Sua bênção, porque isso invalidaria o atributo, e isso é o que dizem as pessoas da predestinação e a mutazila. Em vez disso, Sua mão é Seu atributo sem como". Baseado nessas frases, os salafistas argumentam que Abu Hanifa afirmou os atributos divinos em sua forma aparente, sem interpretação.

No entanto, estudiosos hanafitas clássicos explicaram essas declarações de maneira diferente. al-Kawthari esclareceu que quando Abu Hanifa disse "Deus Todo-Poderoso é chamado de cima, não de baixo", ele quis dizer que o céu é simplesmente a direção da súplica, não a morada de Deus, que é exaltado além de lugar e direção. O Imam Abu al-Layth al-Samarqandi também explicou que quando Abu Hanifa disse "Aquele que diz: 'Não sei se Alá está nos céus ou na terra' cometeu descrença", foi porque tal afirmação implica que Deus tem uma localização, o que é shirk. Ele acrescentou que se alguém disser: "Não sei se o Trono está nos céus ou na terra", leva ao mesmo erro, porque indiretamente sugere que Deus existe em um lugar.

Quanto à declaração de Abu Hanifa sobre a "mão" divina, os estudiosos maturidis entenderam que isso significava que Abu Hanifa estava refutando os mutazilas, que negavam os atributos de Deus completamente, e não que ele pretendia afirmar uma mão literal. De acordo com os maturidis, Abu Hanifa afirmou a redação do Alcorão mantendo que esses atributos não se assemelham aos da criação. Assim, expressões como "mão" são afirmadas como atributos mencionados na revelação, mas são entendidas de uma forma que condiz com a majestade de Deus, sem implicar forma, membro ou direção.

Os maturidis baseiam suas evidências no que Abu Hanifa disse em seu livro al-Fiqh al-Akbar: "É permitido dizer 'na presença de Deus, o Exaltado e Majestoso, sem assemelhá-Lo a nada ou especificar como. A proximidade e a distância de Deus não são determinadas pelo comprimento ou pela brevidade da distância, mas sim pelo significado de honra e humilhação". Eles explicaram que esta afirmação mostra claramente que Abu Hanifa realizou ta'wil (interpretação), porque ele interpretou proximidade e distância como se referindo a status e honra em vez de espaço físico, provando que ele não acreditava que Deus ocupa qualquer local. Isso prova claramente que Abu Hanifah não é atari, porque ao contrário dos ataris que afirmam os atributos divinos sem interpretação, ele empregou o ta'wil.

Abu Hanifa também disse: "Ele é algo diferente de outras coisas. O significado de 'coisa' é que é constante sem corpo, substância, acidente, limite, oposto, igual ou semelhança." Isso apoia ainda mais a compreensão maturidi de que Abu Hanifa afirmou a existência de Deus como real, mas completamente além da forma física ou comparação. Ao descrever Deus como uma "coisa" apenas no sentido de existência e não no sentido de ser material, Abu Hanifa deixou claro que Alá não pode ser confinado por corpo, direção ou limitação de forma alguma.

Abu Hanifah sustentou uma posição sobre Istiwa' (Alá "estabelecendo-Se acima do Trono") que se alinha intimamente com as perspectivas teológicas maturidi e ash'ari, distinguindo-a das visões das interpretações salafistas posteriores. Em Al-Wasiyyah, Abu Hanifa disse: "Nós recitamos que Alá está estabelecido no Trono, sem que Ele tenha uma necessidade, ou seja estabelecido no Trono. Ele é o Protetor do Trono e de outras coisas além disso, sem que Ele tenha qualquer necessidade, pois se Ele precisasse de algo, Ele não teria sido capaz de trazer este mundo à existência, nem o que acontece a ele, como as criações. Se Ele tivesse a necessidade de se sentar (julus) ou de se estabelecer (istiqrar), então, antes de criar o Trono, onde Ele estaria [ou seja, de acordo com vocês?]. Alá está livre do que os injustos Lhe atribuem".

No Fiqh al-Akbar, o Imam Abu Hanifah distingue entre a fala eterna e incriada de Alá (kalam nafsi) e as formas criadas e verbais do Alcorão (kalam lafzi). Ele declarou: "O que Deus Todo-Poderoso mencionou no Alcorão, narrando as histórias de Moisés e de outros profetas, que a paz esteja com eles, e do Faraó e de Satanás, é tudo a fala de Deus Todo-Poderoso, informando-nos sobre eles. A fala de Deus Todo-Poderoso é incriada, enquanto a fala de Moisés e de outros seres criados é criada. O Alcorão é a fala de Deus Todo-Poderoso, por isso é eterno, e não a fala deles. E Moisés, que a paz esteja com ele, ouviu a fala de Deus Todo-Poderoso, como em Sua declaração: 'E Deus falou diretamente com Moisés.' Deus Todo-Poderoso foi Quem falou com eles, e Ele não falou com Moisés, que a paz esteja com ele. Deus Todo-Poderoso foi o Criador desde a eternidade e não criou a criação. Quando Deus falou com Moisés, Ele falou com ele por meio de Sua fala, que é um atributo Seu desde a eternidade. Todos os Seus atributos são diferentes dos atributos dos seres criados. Ele sabe, mas não como nosso conhecimento; Ele tem poder, mas não como nosso poder; Ele vê, mas não como nossa visão; Ele fala, mas não como nossa fala; Ele ouve, mas não como nossa audição. Nós falamos com instrumentos e letras, mas Deus Todo-Poderoso fala sem instrumentos ou letras. As letras são criadas, mas a fala de Deus Todo-Poderoso não é criada."

Abu Hanifah, assim, afirmou que a essência da fala de Alá (kalam nafsi) é incriada e eterna, enquanto sua expressão verbal (kalam lafzi) – como escrita, recitação ou som – é criada. Essa distinção se alinha com a teologia maturidi e ash'ari e contrasta com as posições salafistas que rejeitam a distinção entre verbal e criado.

No Al-Fiqh al-Absat, Abu Muti, aluno de Abu Hanifa, relata a explicação do Imam sobre a questão "Onde está Alá?": "Eu [Abu Muti] disse: E se fosse dito: Onde está Alá Todo-Poderoso? Ele disse: Seria dito a ele: Alá Todo-Poderoso existia e não havia lugar antes de Ele criar a criação, e Alá Todo-Poderoso existia e não havia lugar, nenhuma criação e nada." Esta declaração enfatiza que a existência de Alá é independente de tempo, espaço e criação. Antes de tudo ser criado, não havia "lugar" para Alá, mas Ele existia perfeitamente.

Maomé Axaibani narrou que Abu Hanifa disse: É detestável para uma pessoa dizer em sua súplica: "Eu Te peço pelo lugar de poder (ma'qid al-'izz) de Teu Trono." Abd al-Hayy al-Lucknawi explicou que sua declaração, "e é detestável", se refere a duas expressões: uma de sentar (julūs) e uma de segurar/estabelecer (ma'qid). A primeira é detestável porque atribui falsamente o sentar no Trono a Deus, uma visão sustentada por antropomorfistas. A segunda, comum em súplicas, também é detestável porque implica que Sua glória está conectada ao Trono, sugerindo contingência caso estivesse ligada a algo criado

Recepção

Mapa do mundo muçulmano. O hanafismo (verde-grama) é a escola predominante na Ásia Central e no Sul da Ásia, no norte do Oriente Médio e nos Bálcãs

Positiva

Ele era altamente conceituado em todos os vários campos do conhecimento sagrado e influenciou significativamente o desenvolvimento da teologia muçulmana. Durante sua vida, ele foi reconhecido como um jurista do mais alto calibre. O estudioso xafeíta e proeminente estudioso de hádices, Ibn Hajar al-Asqalani, afirmou que as críticas a Abu Hanifa não têm significado, já que figuras como Abu Hanifa estão "em um grau ao qual Alá - o Exaltado - os elevou, pois eles são seguidos e imitados."

Além disso, Abu Hamid al-Ghazali elogiou Abu Hanifah em seu Ihya. Em Ayn al-Ilm, um resumo do Ihya, o autor é citado dizendo: "Então o maior estudioso para nós é Abu Hanifah" e que "mesmo os colegas do Imam reconheceram sua precedência em fiqh (jurisprudência)". Citando esta declaração, Ibn Hajar al-Haythami citou Al-Shafi'i dizendo: "No fiqh, as pessoas são dependentes de Abu Hanifa".:31–32

Ibne Taimia deu crédito a Abu Hanifa por seu conhecimento e abordou as acusações contra ele, afirmando: "Não há dúvida a respeito do conhecimento de Abu Hanifa. As pessoas mais tarde atribuíram muitas mentiras a Abu Hanifa, as quais eram todas falsas. O objetivo de tais escritos era manchar o Imam Abu Hanifa". Seus alunos, Ibn Kathir e al-Dhahabi, tinham opiniões semelhantes sobre Abu Hanifa, repreendendo amplamente as acusações contra ele e elogiando suas contribuições.

Ele recebeu o título honorífico al-Imam al-A'zam ("o Imã altamente venerado") e seu túmulo, encimado por uma cúpula erguida por admiradores em 1066, ainda é um santuário para peregrinos. Foi restaurado em 1535 por Solimão, o Magnífico após a conquista otomana de Bagdá.

Negativa

Considera-se que Abu Hanifa foi criticado por várias figuras, como Sufyan ibn 'Uyaynah e al-Awzā'ī. De acordo com algumas fontes posteriores, ele era visto por Ibn Abi Shaybah e Ibn Sa'd como um herege e em oposição às instruções de Maomé, e o professor de al-Bukhari, al-Humaydi, foi um dos primeiros a escrever uma refutação ao pensamento de Abu Hanifa. O estudioso Zahiri Ibn Hazm citou Sufyan ibn 'Uyaynah: "Os assuntos dos homens estavam em harmonia até serem mudados por Abù Hanìfa em Kùfa, al-Batti em Basra e Màlik em Medina". O antigo jurista muçulmano Hammad ibn Salamah uma vez relatou uma história sobre um ladrão de estrada que se passava por um velho para esconder sua identidade; ele então comentou que, se o ladrão ainda estivesse vivo, seria um seguidor de Abu Hanifa.

Além disso, Mahmud al-Ghazali (não confundir com Abu Hamid) escreveu a obra al-Mankhul, que, de acordo com Ibn Hajar al-Haythami, contém fanatismo vil, desprezando palavras e menosprezando Abu Hanifa de forma vergonhosa. Em resposta a isso, al-Kardari foi o autor de Al-Radd wa al-Intisar que Ibn Hajar afirma, "dissipou o mal com o mal".:29–30

Atualmente

Hoje, a escola Hanafi é seguida por 45% dos muçulmanos e Abu Hanifa é popularmente conhecido entre os muçulmanos sunitas como um homem das mais altas qualidades pessoais: um realizador de boas obras, notável por sua abnegação, espírito humilde, devoção e piedoso temor a Deus.

Status geracional

Abu Hanifa é considerado por algumas autoridades como um dos tabis, a geração posterior aos companheiros profeta islâmico, Maomé. Isso se baseia em relatos de que ele conheceu pelo menos quatro companheiros, incluindo Anas ibn Malik, com alguns até relatando que ele transmitiu hádices dele e de outros companheiros de Maomé. Outros defendem a visão de que Abu Hanifa viu apenas meia dúzia de companheiros, possivelmente quando jovem, e não narrou hádices diretamente deles.

Abu Hanifa nasceu pelo menos 60 anos após a morte de Maomé, mas durante a época da primeira geração de muçulmanos, alguns dos quais viveram até a juventude de Abu Hanifa. Anas ibn Malik, o assistente pessoal de Maomé, morreu em 93 AH e outro companheiro, Abul Tufail Amir bin Wathilah, morreu em 100 AH, quando Abu Hanifa tinha pelo menos 20 anos de idade. O autor de al-Khairat al-Hisan coletou informações de livros de biografias e citou os nomes de muçulmanos da primeira geração dos quais foi relatado que Abu Hanifa havia transmitido hádices. Ele contou 16 deles, incluindo Anas ibn Malik, Jabir ibn Abd-Allah e Sahl ibn Sa'd.:75–79

Alunos

Yusuf ibn Abd al-Rahman al-Mizzi listou 97 estudiosos de hádices que foram seus alunos. A maioria deles se tornou estudiosos de hádices, e seus hádices narrados foram compilados no Sahih al-Bukhari, Sahih Muslim e outros livros de hádices. Imã Badr al-Din al-Ayni incluiu outros 260 alunos que estudaram hádices e fiqh com Abu Hanifa.

Seus alunos mais famosos foram o Imã Abu Yusuf, que serviu como o primeiro chefe de justiça no mundo muçulmano, e o Imã Maomé Axaibani, que foi o professor do fundador da escola xafeíta de jurisprudência, o Imã Al-Shafi'i. Seus outros alunos incluíam Abdullah ibn Mubarak e Fudhayl bin Iyaadh.

Caráter e aparência

Miniatura otomana do século XVI retratando Abu Hanifa

Al-Nadr ibn Muhammad lembrou que Abu Hanifa tinha "um rosto bonito, roupas bonitas e perfume perfumado."

Seu aluno Abu Yusuf o descreveu como "bem formado, das melhores pessoas na aparência, mais eloquente na fala, de tom mais doce e mais claro em expressar seus pensamentos."

Seu filho Hammad o descreveu como "muito bonito, de pele escura, com boa postura, usando muita colônia, alto, não falando exceto em resposta a outra pessoa e não se envolvendo no que não lhe dizia respeito."

Ibn al-Mubarak comentou que ele "nunca viu um homem mais reverenciado em reuniões, nem melhor em caráter e tolerância, do que Abu Hanifa."

Conexão com a família de Maomé

Assim como com Maleque ibne Anas (que foi professor do Imam Al-Shafi'i,:121 que por sua vez foi professor do Imam sunita Ahmad ibn Hanbal), o Imam Abu Hanifa foi aluno de Ja'far al-Sadiq, que era um descendente do nabi islâmico (profeta) Maomé. Assim, todos os quatro grandes Imames do fiqh sunita estão conectados a Ja'far da família (bayt) de Maomé, seja direta ou indiretamente.

Em um hádice, Abu Hanifa disse certa vez sobre o Imam Ja'far: "Nunca vi ninguém com mais conhecimento do que Ja'far ibn Muhammad." No entanto, em outro hádice, Abu Hanifa disse: "Eu me encontrei com Zayd (tio de Ja'far) e nunca vi em sua geração uma pessoa mais conhecedora, de pensamento mais rápido ou mais eloquente do que ele."

Oposição ao antropomorfismo

O Imam Abu Hanifa foi citado dizendo que Jahm ibn Safwan (m. 128/745) foi tão longe em sua negação do antropomorfismo (Tashbih) a ponto de declarar que 'Deus não é algo (Allah laysa bi shay')', enquanto Muqatil ibn Sulayman (m. 150/767) comparou Deus a Suas criaturas.(carece de fontes melhores)

Al-Khatib al-Baghdadi narrou em seu Tarikh Baghdad (História de Bagdá) que o Imam Abu Hanifa disse:

Notas de rodapé

  1. ↑ Nome completo Abū Ḥanīfa al-Nuʿmān ibn Thābit ibn Zūṭā ibn Marzubān al-Taymī al-Kūfī (em árabe: أَبُو حَنِيفَة ٱلنُّعْمَان بْن ثَابِت بْن زُوطَا بْن مَرْزُبَان ٱلتَّيْمِيّ ٱلْكُوفِيّ); ele também é conhecido pelos títulos Shaykh al-Islam ('Xeique do Islã'), al-Imam al-A'zam ('o Grande Imam'), e Siraj al-A'imma ('Lâmpada dos Imames').

Ver também

Citações

  1. 1 2 3 4 5 6 7 Pakatchi, Ahmad and Umar, Suheyl, "Abū Ḥanīfa", in: Encyclopaedia Islamica, Editors-in-Chief: Wilferd Madelung and, Farhad Daftary.
  2. 1 2 S. H. Nasr (1975), "The religious sciences", in R.N. Frye, The Cambridge History of Iran, Volume 4, Cambridge University Press. p.474: "Abū Ḥanīfah, who is often called the "grand imam"(al-Imam al-'Azam) was Persian
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Ibn Hajar al-Haythami (2022). Hussain al-Azhari, Hafiz Ather, ed. The Greatest Imam: Abu Hanifah al-Nu'man. Traduzido por Ashraf, Muhammad Nizam. Bolton: Nizami Publications. ISBN 9781739680503
  4. 1 2 «ABŪ ḤANĪFA, Encyclopædia Iranica». Consultado em 2 de abril de 2014. Cópia arquivada em 4 de março de 2016
  5. ↑ Nazeer Ahmed (2001). Islam in Global History: Volume One: From the Death of Prophet Muhammed to the First World War. [S.l.]: Xlibris Corporation. p. 113. ISBN 9781462831302. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2026
  6. 1 2 Ludwig W. Adamec (2012). Historical Dictionary of Afghanistan. [S.l.]: Scarecrow Press. p. 17. ISBN 9780810878150. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2025
  7. ↑ Al-Dhahabi. Al-Ibar fi Khabar man Ghabar. 1. [S.l.: s.n.] p. 164. Consultado em 1 de fevereiro de 2024. Cópia arquivada em 2 de dezembro de 2024
  8. 1 2
  9. ↑ Çakmak, Cenap (18 de maio de 2017). Islam: A Worldwide Encyclopedia. [S.l.]: ABC-CLIO. ISBN 978-1-61069-217-5
  10. ↑ Suwaidan, Dr. Tareq Al. Imam Abu Hanifa an-Nu'man. [S.l.]: الابداع الفكري. Cópia arquivada em 20 de setembro de 2022. Abu Hanifa, may God have mercy on him, was born in Kufa in 80 AH, as the preponderant opinion states. This is what al-Khattab mentioned in his narration of Isma'il, Abu Hanifa's grandson, ...
  11. ↑ Ibne Abede Albarre. Jami' Bayan al-Ilm wa-Fadlih. [S.l.: s.n.]
  12. ↑ Ibn Hibban. al-Jarh wa-l-Ta'dil. [S.l.: s.n.]
  13. 1 2 adh-Dhahabi. The Virtues of Imam Abu Hanifa. [S.l.]: Visions of Reality Publishing. pp. 9–10
  14. ↑ Cyril Glasse, "The New Encyclopedia of Islam", Published by Rowman & Littlefield, 2008. p.23: "Abu Hanifah, a Persian, was one of the great jurists of Islam and one of the historic Sunni Mujtahids"
  15. 1 2 3 4 Marouf, Naji (1935). عروبة الإمام أبي حنيفة (The Arab Origin of Imam Abu Hanifa) (em árabe). Baghdad: Al-Ani Press. pp. 6–
  16. ↑ Schacht; Lewis; Pellat, eds. (1998). Encyclopaedia of Islam (em inglês). II (C-G). [S.l.]: Brill. p. 489. ISBN 978-90-04-07026-4. Consultado em 12 de dezembro de 2023. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2024. Abu Hanīfa was also of Zuṭṭ stock, his grandfather being known as Zūṭi, apparently a corruption of Zuṭṭi.
  17. ↑ Wink, André (1991). Al-hind: The Making of the Indo-islamic World (em inglês). [S.l.]: BRILL. p. 161. ISBN 978-90-04-09249-5. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2025. Some Jat freemen became famous in the Islamic world, as for instance Abu Hanifa ( 699-767 ? )
  18. ↑ Malik, Jamal (2020). Islam in South Asia: Revised, Enlarged and Updated Second Edition (em inglês). [S.l.]: BRILL. p. 44. ISBN 978-90-04-42271-1. Cópia arquivada em 25 de maio de 2023. ...Abu Hanifa (699–767), the founder of the Hanafi school of law, who was of Jat stock, most likely descending from those early prisoners sent to Iraq.
  19. 1 2 3 Schacht 1960, p. 123.
  20. ↑ «Oxford Islamic Studies Online». Abu Yusuf. Oxford University Press. Arquivado do original em 5 de abril de 2016
  21. ↑ Ya'qubi, vol. III, p.86; Muruj al-dhahab, vol. III, pp. 268–270.
  22. ↑ Ammar, Abu (2001). «Criticism levelled against Imam Abu Hanifah». Understanding the Ahle al-Sunnah: Traditional Scholarship & Modern Misunderstandings. [S.l.]: Islamic Information Centre. Consultado em 13 de junho de 2018. Cópia arquivada em 15 de julho de 2018
  23. ↑ «Islamic Hijri Calendar For Rajab – 150 Hijri». habibur.com. Consultado em 13 de junho de 2018. Arquivado do original em 28 de julho de 2019
  24. ↑ Najeebabadi, Akbar S. (2001). The History of Islam. vol, 2. Darussalam Press. pp. 287. ISBN 9960-892-88-3.
  25. ↑ Nemoy, Leon. (1952). Karaite Anthology: Excerpts from the Early Literature. New Haven, CT: Yale University Press. pp. 4–5. ISBN 0-300-00792-2.
  26. ↑ Encyclopedia of the Ottoman Empire
  27. 1 2 Burak, Guy (2015). The Second Formation of Islamic Law: The Ḥanafī School in the Early Modern Ottoman Empire. Cambridge: Cambridge University Press. 1 páginas. ISBN 978-1-107-09027-9
  28. ↑ «Hanafi school | Definition & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês). Consultado em 11 de junho de 2024. Cópia arquivada em 21 de junho de 2024
  29. ↑ See:
    *Reuben Levy, Introduction to the Sociology of Islam, pg. 236–237. Londres: Williams and Norgate, 1931–1933.
    *Chiragh Ali, The Proposed Political, Legal and Social Reforms. Taken from Modernist Islam 1840–1940: A Sourcebook, pg. 280. Edited by Charles Kurzman. Nova Iorque: Oxford University Press, 2002.
    *Mansoor Moaddel, Islamic Modernism, Nationalism, and Fundamentalism: Episode and Discourse, pg. 32. Chicago: University of Chicago Press, 2005.
    *Keith Hodkinson, Muslim Family Law: A Sourcebook, pg. 39. Beckenham: Croom Helm Ltd., Provident House, 1984.
    *Understanding Islamic Law: From Classical to Contemporary, edited by Hisham Ramadan, pg. 18. Lanham: Rowman & Littlefield, 2006.
    *Christopher Roederrer and Darrel Moellendorf, Jurisprudence, pg. 471. Lansdowne: Juta and Company Ltd., 2007.
    *Nicolas Aghnides, Islamic Theories of Finance, pg. 69. New Jersey: Gorgias Press LLC, 2005.
    *Kojiro Nakamura, "Ibn Mada's Criticism of Arab Grammarians." Orient, v. 10, pgs. 89–113. 1974
  30. ↑ Nadwi, Sayyid Ijteba. Nuqoosh-e-Tabinda. (in Urdu) (1994 First ed). Jamia Nagar: Dar Irnaws p. 254
  31. ↑ «The Leading Fiqh Scholars (Founders of the four schools of Fiqh)». 20 de abril de 2017. Consultado em 22 de dezembro de 2019. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2019
  32. 1 2 العالم و المتعلم رسالة أبى حنيفة الى البتى - الفقه الأبسط تحقيق : محمد زاهد الكوثري (em árabe). [S.l.: s.n.] 51 páginas
  33. ↑ علي/الكوثري, محمد زاهد بن حسن بن (1 de janeiro de 2017). العقيدة وعلم الكلام من أعمال الإمام محمد زاهد الكوثري (em árabe). [S.l.]: Dar Al Kotob Al Ilmiyah دار الكتب العلمية. 607 páginas. ISBN 978-2-7451-4364-8
  34. ↑ IslamKotob. الفقه الأكبر لأبى حنيفة (em árabe). [S.l.]: IslamKotob. 3 páginas
  35. ↑ Serat Bratasoenoe kawewahi pepeṭikan piwoelang saé [Abu Hanifa também disse: "Aquele que diz, 'Eu não sei se Deus está no céu ou na terra', cometeu descrença," porque ao dizer isso, ele imaginou que Deus tem uma localização, tornando-se assim um politeísta. Deus Todo-Poderoso disse: "O Mais Misericordioso estabeleceu-Se sobre o Trono." Se ele disser, "Eu aceito este verso, mas não sei se o Trono está no céu ou na terra," então ele também cometeu descrença. Isso, na essência, retorna ao primeiro significado, porque se ele diz: "Eu não sei se o Trono está no céu ou na terra," é como se dissesse, "Eu não sei se Deus Todo-Poderoso está no céu ou na terra."] (em árabe). [S.l.: s.n.] 1863. 16 páginas
  36. ↑ Māturīdī, Muḥammad ibn Muḥammad (1903). كتاب شرح الفقه الأكبر: المتن المنسوب إلى الإمام الأعظم أبي حنيفة النعمان بن ثابت الكوفي (em árabe). [S.l.]: دائرة المعارف النظامية،. 45 páginas
  37. 1 2 IslamKotob. الفقه الأكبر لأبى حنيفة (em árabe). [S.l.]: IslamKotob. 2 páginas
  38. ↑ وصية الإمام أبي حنيفة النعمان تحقيق وتعليق 1st ed. [S.l.]: دار ابن حزم. 1997. pp. 38–39
  39. ↑ العالم و المتعلم رسالة أبى حنيفة الى البتى - الفقه الأبسط تحقيق : محمد زاهد الكوثري (em árabe). [S.l.: s.n.] 57 páginas
  40. 1 2 الجامع الصغير مع شرحه النافع الكبير - محمد بن الحسن الشيباني (em árabe). [S.l.: s.n.] 482 páginas
  41. ↑ Magill, Frank Northen (1 de janeiro de 1998). Dictionary of World Biography: The Middle Ages (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 17. ISBN 9781579580414. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2026
  42. ↑ Hallaq, Wael B. (1 de janeiro de 2005). The Origins and Evolution of Islamic Law (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 159. ISBN 9780521005807. Cópia arquivada em 26 de março de 2023
  43. ↑ as-Sakhawi, Shams ad-Deen (1999). al-Jawahir wa al-Durar fi Tarjama Shaykh al-Islam Ibn Hajr. [S.l.]: Dar Ibn Hazm, Beirut. pp. vol.2 pp.946–947
  44. ↑ Ibne Taimia. Minhaj as-Sunna An-Nabawiyya. [S.l.: s.n.] pp. vol.1, page 259
  45. ↑ Ibn Kathir. Al-Bidāya wa l-Nihāya. [S.l.: s.n.]
  46. ↑ adh-Dhahabi. Tadhkira al-Huffaz. [S.l.: s.n.]
  47. ↑ Houtsma, M. Th (1 de janeiro de 1993). E. J. Brill's First Encyclopaedia of Islam, 1913–1936 (em inglês). [S.l.]: BRILL. p. 840. ISBN 9004097902. Cópia arquivada em 6 de março de 2026
  48. ↑ Magill, Frank Northen (1 de janeiro de 1998). Dictionary of World Biography: The Middle Ages (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 18. ISBN 9781579580414. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2026
  49. ↑ Khan, Ahmad (2023). Heresy and the formation of medieval Islamic orthodoxy: the making of Sunnism, from the eighth to the eleventh century. Cambridge, United Kingdom New York, NY: Cambridge University Press. pp. 27–37, 45–46, 57–68. ISBN 978-1-009-09837-3
  50. ↑ Camilla Adang, "This Day I have Perfected Your Religion For You: A Zahiri Conception of Religious Authority," p.33. Taken from Speaking for Islam: Religious Authorities in Muslim Societies. Ed. Gudrun Krämer and Sabine Schmidtke. Leiden: Brill Publishers, 2006
  51. ↑ Ignác Goldziher, The Zahiris, pg. 15. Volume 3 of Brill Classics in Islam. Leiden: Brill Publishers, 2008. ISBN 9789004162419
  52. ↑ Esposito, John (2017). «The Muslim 500: The World's 500 Most Influential Muslims» (PDF). The Muslim 500. p. 32. Consultado em 2 de agosto de 2017. Arquivado do original (PDF) em 27 de setembro de 2017
  53. ↑ Waines, David (6 de novembro de 2003). An Introduction to Islam (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 66. ISBN 9780521539067. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
  54. ↑ Meri, Josef W. (31 de outubro de 2005). Medieval Islamic Civilization: An Encyclopedia (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 5. ISBN 9781135456030. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
  55. 1 2 «Imām-ul-A'zam Abū Ḥanīfah, The Theologian». Consultado em 17 de abril de 2006. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2017
  56. ↑ «Islamic Information Centre - Understanding The Ahle al-Sunnah - 7». www.islamicinformationcentre.co.uk. Consultado em 5 de março de 2026. Cópia arquivada em 4 de março de 2016
  57. ↑ «Imam-ul-A'zam Abū Ḥanīfah, The Theologian». Masud.co.uk. Consultado em 7 de fevereiro de 2010. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2010
  58. ↑ Tāhzibul Kamal by Yusuf ibn Abd al-Rahman al-Mizzi
  59. ↑ Māganīl Akhīar by Imām Aini
  60. ↑ «40 Great Students of Imam Abu Hanifah». ilmfeed.com. 26 de março de 2014. Consultado em 21 de dezembro de 2019. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2019
  61. 1 2 3 4 Al-Dhahabi. Siyar al-A'lam al-Nubula'. 6. [S.l.: s.n.] pp. 399–400. Consultado em 2 de fevereiro de 2024. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2024
  62. ↑ Dutton, Yasin, The Origins of Islamic Law: The Qurʼan, the Muwaṭṭaʼ and Madinan ʻAmal, p. 16
  63. ↑ Haddad, Gibril F. (2007). The Four Imams and Their Schools. Londres, o Reino Unido: Muslim Academic Trust. pp. 121–194
  64. ↑ «Imam Ja'afar as Sadiq». History of Islam. Consultado em 27 de novembro de 2012. Arquivado do original em 21 de julho de 2015
  65. ↑ Siyār Aʿlām An-Nubalāʾ (em árabe). 6. [S.l.: s.n.] p. 257
  66. ↑ Al-Tuhaf Sharh al-Zulaf (em árabe). [S.l.: s.n.] p. 28
  67. ↑ M. S. Asimov and C. E. Bosworth (2000). History of civilizations of Central Asia: Volume IV: The Age of Achievement: A.D. 750 to the End of the Fifteenth Century - Part Two: The Achievements. [S.l.]: UNESCO. p. 122. ISBN 9789231036545. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2026
  68. ↑ «The Scholarly Acceptance of Imam Abu Hanifah's Pronouncements on al-Jarh wa al-Ta'dil». IlmGate. 11 de dezembro de 2011. Consultado em 1 de junho de 2020. Cópia arquivada em 9 de abril de 2019
  69. ↑ «Answers to Doubts over the 'Aqidah of Imam Abu Hanifah». Darul Ma'arif. 2014. Consultado em 1 de junho de 2020. Cópia arquivada em 4 de junho de 2020
  70. ↑ «Siyar A'lam al-Nubala' by Al-Dhahabi». Islam Web. Consultado em 1 de junho de 2020. Cópia arquivada em 14 de dezembro de 2020

Leitura adicional

Online

Ligações externaas