| Giorgio Agamben | |
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Giorgio Agamben en 2009. | |
| Nascimento | 22 de abril de 1942 (84 anos) Roma |
| Nacionalidade | Italiano |
| Cidadania | Itália |
| Cônjuge | Ginevra Bompiani |
| Alma mater | |
| Ocupação | Filósofo |
| Principais trabalhos | Profanações (2005) |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Universidade do Noroeste, Universidade da Califórnia em Berkeley, European Graduate School, Instituto Warburg, Universidade de Düsseldorf, University of Macerata, IUAV University of Venice, The New School, Universidade de Verona, Collège international de philosophie, Università della Svizzera italiana |
| Obras destacadas | Where Are We Now? The Epidemic as Politics |
| Movimento estético | filosofia continental |
Giorgio Agamben (Roma, 22 de abril de 1942) é um filósofo italiano, autor de obras que percorrem temas que vão da estética à política. Seus trabalhos mais conhecidos incluem sua investigação sobre os conceitos de estado de exceção e homo sacer.
Formado em Direito, em 1965, com uma tese sobre o pensamento político de Simone Weil, participou dos seminários promovidos por Martin Heidegger, no fim dos anos 1960. Em 1974, transferiu-se para Paris, onde ensinou na Universidade de Rennes 2 - Haute Bretagne. No ano seguinte, trabalhou em Londres. Entre 1986 e 1993 dirigiu o Collège international de philosophie em Paris. De 1988 a 2003 ensinou nas universidades de Macerata e de Verona. De 2003 a 2009 lecionou Estética e Filosofia, no Instituto Universitário de Arquitetura (IUAV) de Veneza. Em seguida decidiu abandonar a atividade de ensino nas universidades italianas. Atualmente dirige a coleção "Quarta prosa" da editora Neri Pozza. na Università IUAV em Veneza. A sua produção se concentra nas relações entre a filosofia, a literatura, a poesia e, fundamentalmente, a política.
Também foi professor visitante em várias universidades americanas, de Berkeley a Northwestern University, em Evanston, e na Universidade Heinrich Heine, de Düsseldorf.
Responsável pela edição italiana da obra de Walter Benjamin, foi professor visitante da New York University, antes de se decidir a não mais entrar nos Estados Unidos, em protesto contra a política de segurança do governo Bush.
Entre as suas publicações principais, destacam-se Bartleby, la formula della creazione (1993) - uma análise da figura de um escrivão que deixa de escrever («preferiria não»), que é uma quase reflexão indirecta sobre o seu próprio método de escritor e de filósofo - e o imenso projecto, do qual se ocupa desde o início dos anos 1990, e que se refere a uma figura jurídica singular do antigo direito romano: o homo sacer ou «homem sagrado». A publicação de Homo sacer: Il potere sovrano e la nuda vita (Torino: Einaudi, 1995), um estudo que o leva ao reconhecimento internacional, marca a primeira fase dessa investigação.
Agamben recebeu o Prix Européen de l'Essai Charles Veillon em 2006.
Agamben, em artigo publicado por Il Manifesto no dia 26 de fevereiro de 2020, escreveu que a Pandemia de COVID-19 era uma “invenção”, “uma verdadeira necessidade de estados de pânico coletivo, para o qual a epidemia mais uma vez oferece o pretexto ideal. Assim, em um perverso círculo vicioso, a limitação da liberdade imposta pelos governos é aceita em nome de um desejo de segurança que foi induzido pelos próprios governos que agora intervêm para satisfazê-lo.”
Um artigo brasileiro alega que esse posicionamento teria sido uma leitura superficial do pensamento de Agamben, pois o autor não estaria fazendo uma análise da COVID-19 à luz da epidemiologia e demais ciências naturais, mas que estaria, na realidade, exercendo o seu ofício de filósofo no sentido de criticar a noção de epidemia em termos gerais, a qual não se limitaria a mero fator sanitário, mas que seria um produto da bio-tanatopolítica (fazer viver e fazer morrer)[necessário esclarecer] praticada pelos Estados Democráticos desde o século XVIII.
De qualquer forma, o posicionamento de Agamben foi alvo de forte crítica de diversos filósofos, tais como Sergio Benvenuto, Roberto Esposito, Divya Dwivedi, Shaj Mohan, Jean-Luc Nancy e outros.
Em suas reflexões sobre a crise do coronavírus, Giorgio Agamben chega às raias do rompimento com a verdade factual e nem mesmo as milhares de mortes ou o colapso dos sistemas de saúde em diversos países do mundo o demovem da tese de que as medidas de contenção, como o distanciamento social, sejam “irracionais” e “imotivadas”.
No conjunto de textos de Giorgio Agamben sobre a atual pandemia por Sars-CoV-2 procurei destacar os pontos principais da argumentação do filósofo italiano. A finalidade foi apresentar o quadro geral das teses e dos corolários desenvolvidos pelo filosofo. Verificou-se que no primeiro texto a “epidemia” é tida no contexto contemporâneo como um dispositivo de justificação para o decreto do estado de exceção. Mais do que um fator sanitário, a noção de epidemia é um produto, isto é, uma invenção, da bio-tanatopolítica exercida pelos Estados Democráticos desde o século XVIII.