Alecrim

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAlecrim

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Salvia
Espécie: S. rosmarinus
Nome binomial
Salvia rosmarinus
Spenn. (1835)
Sinónimos
  • Rosmarinus officinalis, Lineu
  • Rosmarinus latifolius Miller.

Salvia rosmarinus (anteriormente conhecido pelo nome científico Rosmarinus officinalis), popularmente conhecido como alecrim, é uma erva aromática comum na região Mediterrânea, ocorrendo dos 0 a 1500 metros de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma, o qual apresenta frescor característico, os romanos designavam-no como "rosmarinus", que significa "orvalho do mar" em latim.

Por vezes, o uso do nome "alecrim" pode levar à confusão da S. rosmarinus com outras espécies, notadamente a alfazema (também conhecida como "rosmaninho"), cujo nome científico é Lavandula stoechas. O termo "rosmaninho" é comum principalmente no centro e sul de Portugal.

No entanto, as duas espécies, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois gêneros distintos, respectivamente Salvia e Lavandula. Ao comparar as características das duas espécies, pode-se perceber significativas diferenças entre as duas espécies, incluindo o aroma, formato das folhas, coloração e inserção da flor.

Descrição

O alecrim consiste num arbusto perene que alcança altura média de 1,2 metros. Apresenta estrutura muito ramificada, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas.

A parte inferior de suas folhas é de cor verde-acinzentada enquanto a superior é verde brilhante. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.

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Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais e religiosos, seu óleo essencial também é utilizado em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, pineno, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.

Haste de alecrim com flores.

A sua flor é muito apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.

Salvia rosmarinus (MHNT)

Cultivo

Devido à sua atratividade estética e razoável tolerância à seca, é utilizado em arquitectura paisagista, especialmente em áreas com clima mediterrânico. É considerada fácil de cultivar para jardineiros principiantes, tendo uma boa tolerância a pragas.

Moitas de Alecrins em meio natural, na Espanha.

O alecrim é facilmente podado em diferentes formas e tem sido utilizado em topiária. Quando cultivado em vasos, deverá ser mantido de preferência aparado, de forma a evitar o crescimento excessivo e a perda de folhas nos seus ramos interiores e inferiores, o que poderá torná-lo um arbusto sem forma e rebelde. Apesar disso, quando cultivado em jardim, o alecrim pode crescer até um tamanho considerável e continuar uma planta atraente.

Pode ser propagado a partir de uma planta já existente, através do corte de um ramo novo com cerca de 10–15 cm, retirando algumas folhas da base e plantando directamente no solo.

Várias variedades cultivares foram seleccionadas para uso em jardim. As seguintes são frequentes:

Plantio

Deve ser plantado, preferencialmente, na primavera ou no verão o ideal é por meio de mudas, mas pode ser plantado através de sementes neste caso a planta demora bastante tempo para se desenvolver, deve se irrigar a planta levemente apenas quando o solo estiver seco a mais de 2 cm de profundidade.

Utilização culinária

Folhas secas para uso culinário

Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas.

Na Itália é amplamente utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos.

O alecrim é também usado em pães e tortas salgadas. A focaccia é um pão tradicional italiano que é coberto com alecrim e azeite.

Devido à estética apresentada por suas folhas, o alecrim também é frequentemente pode ser utilizado na decoração de pratos, tais como risotos, pizzas, saladas e tábuas de frios

Aplicações medicinais

Flor do Alecrim.

A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade[carece de fontes]?, sendo empregado também para combater as febres intermitentes[carece de fontes]? e a febre tifoide[carece de fontes]?.

Há indicações, também, de benefícios do alecrim para o sistema musculoesquelético. Por ser rubefaciente, o óleo do alecrim teria aplicações para uso reumático muscular e outras afecções semelhantes, assim como outras plantas, como erva-de-santiago, gengibre, gualtéria, hortelã-pimenta (óleo), mostarda, pimenta-da-caiena e raiz-forte.

Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim,[carece de fontes]? que também se recomendam a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.[carece de fontes]?

Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfetantes e aromáticas.[carece de fontes]? É ainda relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração. Cientistas[quem?] dizem que ramos de alecrim deveriam ser dependurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória.[carece de fontes]?

Uma infusão de alecrim faz-se com quatro gramas de folhas por uma chávena de água a ferver. Toma-se depois das refeições. Possui grande quantidade de hesperidina, um bioflavanoide com efeitos antinociceptivos comprovados contra gota (Integrative Medicine, pp. 612–3).[carece de fontes]?

O alecrim também é útil para tratar problemas de cabelo, rivalizando com o conhecido Minoxidil (inclusive a queda). Resultados, feitos em ratos, sugerem que o extrato da folha de Alecrim inibe a ligação da DHT aos receptores andrógenos quando aplicada nas áreas capilares. Muitos xampus antiqueda costumam incluir o extrato de alecrim em suas fórmulas.

Utilização

Em templos e igrejas, o alecrim é queimado como incenso desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa grega, o seu óleo é utilizado até aos nossos dias, para unção. Nos cultos de religiões afro, como umbanda e candomblé, é utilizado em banhos e como incenso.[carece de fontes]?

É muito popular na região norte do Brasil; além de comercializada na maior feira da América Latina,

na banca de cheiro das erveiras do Mercado do Ver-o-peso (na cidade de Belém do Pará), é o principal ingrediente do Banho de Cheiro encantado, usado na comemoração da festa junina e do reveion no estado do Pará. Prática ritualística que ocorre desde o século XIX, ao qual se atribui o poder de atrair a felicidade, reatar amores e, abrir as portas da prosperidade ao bebedor.

Também presente no Cheiro de Papel, produzido com a infusão de essências vegetais, comercializado no cesto de palha da Vendedora de cheiro, usados para aromatizar roupas guardadas em gavetas e armários. Uma combinação de raízes e paus aromáticos ralados; os ingredientes mais conhecidos são: arruda, cipó-catinga, patchuli, japana, cumaru, alecrim, baunilha, manjerona, açucena, casca preciosa, louro amarelo, jasmim, alfazema e, priprioca.

Ver também

Notas e referências

  1. ↑ DREW, Bryan T.; et al. (22 de fevereiro de 2017). «Salvia united: The greatest good for the greatest number» (PDF). Bratislava: International Association for Plant Taxonomy, International Bureau for Plant Taxonomy and Nomenclature. Taxon. 66 (1): 133–145. ISSN 0040-0262. doi:10.12705/661.7. Consultado em 27 de outubro de 2025
  2. ↑ «Salvia rosmarinus Spenn.». GBIF Backbone Taxonomy (em inglês). GBIF Secretariat. Consultado em 18 de setembro de 2026
  3. ↑ «alecrim | Infopédia»
  4. ↑ «Rosmarinus officinalis | International Plant Names Index». www.ipni.org. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 14 de março de 2026
  5. ↑ «Salvia rosmarinus | International Plant Names Index». www.ipni.org. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 10 de julho de 2026
  6. ↑ Dicionário Houaiss : rosmaninho
  7. ↑ «Informações sobre a Planta de Alecrim». Wikifarmer. 11 de julho de 2017. Cópia arquivada em 29 de fevereiro de 2024
  8. ↑ Infobae, Por Newsroom (27 de março de 2022). «Por que o desaparecimento das abelhas coloca os humanos em risco e como evitar que eles se extinguam». infobae (em espanhol). Consultado em 19 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 14 de abril de 2024
  9. ↑ Alecrim (Rosmarinus officinalis) Plantio e cultivo
  10. ↑ www.bemafiada.com (20 de dezembro de 2020). «Como usar alecrim na comida». Consultado em 22 de dezembro de 2020. Cópia arquivada em 23 de junho de 2026
  11. ↑ Hoffman, David (2017). O guia completo das plantas medicinais: ervas de a a z para tratar doenças, restabelecer a saúde e o bem-estar. [S.l.]: Cultrix. p. 124. 416 páginas. ISBN 9788531613821
  12. ↑ Panahi, Yunes; Taghizadeh, Mohsen; Marzony, Eisa Tahmasbpour; Sahebkar, Amirhossein (2015-01). «Rosemary oil vs minoxidil 2% for the treatment of androgenetic alopecia: a randomized comparative trial». Skinmed. 13 (1): 15–21. ISSN: 1540-9740. PMID 25842469. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25842469/
  13. ↑ Murata, Kazuya; Noguchi, Kazuma; Kondo, Masato; Onishi, Mariko; Watanabe, Naoko; Okamura, Katsumasa; Matsuda, Hideaki (2013-02). «Promotion of hair growth by Rosmarinus officinalis leaf extract». Phytotherapy research: PTR. 27 (2): 212–217. ISSN: 1099-1573. PMID 22517595 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22517595/
  14. ↑ «Reforma do Ver-o-Peso é urgente e necessária ao turismo e cultura de Belém». Rede Pará. Consultado em 3 de março de 2021. Cópia arquivada em 9 de abril de 2026
  15. ↑ Daniel Ribeiro. «Mercado Ver-o-Peso, em Belém, ganha vida de madrugada». UOL Viagem. Consultado em 11 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 17 de janeiro de 2017
  16. ↑ Mayara Maciel (3 de junho de 2015). «Plantas Aromáticas do Ver-o-Peso». Museu Goeldi. Consultado em 11 de julho de 2015. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2017
  17. ↑ admin (13 de julho de 2017). «Priprioca: tipicamente brasileira, considerada como a raiz que vale ouro». Coisas da Roça. Consultado em 25 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2025
  18. 1 2 3 Fernandes, Caroline (2008). Tema Identidade. «História de vendedoras: arte e visualidade no Brasil» (PDF). Encontro da Associação Nacional de História (Anpuh Rio). Revista Brasileira de História da Anpuh-Rio: 7. Consultado em 25 de novembro de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 10 de dezembro de 2025

Ligações externas