| Alexa Internet, Inc. | |
|---|---|
Página inicial em 1 de maio de 2022 | |
| Subsidiária | |
| Atividade | Tráfego web e análise de dados |
| Fundação | 1 de abril de 1996 |
| Fundador(es) | Brewster Kahle Bruce Gilliat |
| Destino | Serviço descontinuado |
| Encerramento | 1 de maio de 2022 |
| Sede | São Francisco, Califórnia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Proprietário(s) | Amazon |
| Presidente | Andrew Ramm |
| Vice-presidente | Dave Sherfese |
| Produtos | Alexa Web Search, descontinuado em 2008 Alexa Toolbar |
| Serviços | Dados de tráfego web, classificação de sites e análise competitiva |
| Website | alexa.com (arquivado) |
Alexa Internet, Inc. foi uma empresa norte-americana de análise de tráfego web, sediada em São Francisco, na Califórnia. Foi fundada como empresa independente por Brewster Kahle e Bruce Gilliat em 1996. A Alexa fornecia dados de tráfego, classificações globais e outras informações sobre mais de 30 milhões de sites. A Amazon adquiriu a empresa em 1999 por aproximadamente US$ 250 milhões em ações. O serviço Alexa Internet foi encerrado pela Amazon em 1 de maio de 2022.
A Alexa estimava o tráfego dos sites a partir de uma amostra de milhões de usuários da Internet que utilizavam extensões de navegador, somada aos dados de sites que optavam por instalar um script da Alexa.
A Alexa Internet foi fundada em abril de 1996 por Brewster Kahle e Bruce Gilliat. O nome foi escolhido em homenagem à Biblioteca de Alexandria, no Egito Ptolemaico, em referência à ideia de que a Internet poderia se tornar um repositório de conhecimento comparável ao da antiga biblioteca. No início, a Alexa oferecia uma barra de ferramentas que sugeria aos usuários outros lugares para visitar na web com base nos padrões de tráfego de sua comunidade. Também fornecia informações sobre cada site visitado, entre elas o responsável pelo registro do domínio, o número de páginas, quantos outros sites apontavam para ele e a frequência de atualização.
As operações da Alexa passaram a abranger o arquivamento de páginas da web à medida que eram percorridas e examinadas por programas automatizados, conhecidos como "bots" ou rastreadores web. Esse banco de dados deu origem ao Internet Archive, acessível pela Wayback Machine. Em 1998, a empresa doou à Biblioteca do Congresso uma cópia do arquivo com dois terabytes. A Alexa continuou fornecendo rastreamentos da web ao Internet Archive. Em 1999, quando a empresa já se afastava da proposta inicial de oferecer um mecanismo de busca "inteligente", a Amazon.com comprou a Alexa por aproximadamente US$ 250 milhões em ações.
A Alexa iniciou uma parceria com o Google no começo de 2002 e com o diretório web DMOZ em janeiro de 2003. Em dezembro de 2005, abriu seu extenso índice de busca e sua infraestrutura de rastreamento da web a programas de terceiros por meio de um conjunto de serviços web e APIs, entre eles o Alexa Web Information Service, ou AWIS. Esses recursos podiam, por exemplo, ser usados para criar mecanismos de busca verticais executados nos servidores da Alexa ou em outros sistemas. Em maio de 2006, o Google foi substituído pelo Windows Live Search como fornecedor dos resultados de busca. Em dezembro de 2006, a Amazon lançou o Alexa Image Search. Desenvolvido internamente, foi o primeiro aplicativo de grande porte construído sobre a plataforma web da empresa. Em maio de 2007, a Alexa alterou sua API para limitar comparações a três sites, reduzir o tamanho dos gráficos incorporados em Flash e acrescentar anúncios incorporados obrigatórios da BritePic.
Em abril de 2007, a empresa ajuizou a ação Alexa v. Hornbaker para impedir uma alegada violação de marca registrada pelo serviço Statsaholic. A Alexa alegou que Ron Hornbaker copiava gráficos de tráfego para obter lucro e que a finalidade principal do site era exibir gráficos produzidos pelos servidores da Alexa. Hornbaker havia retirado o termo Alexa do nome do serviço em 19 de março de 2007. Em 27 de novembro de 2008, a Amazon anunciou que o Alexa Web Search deixaria de aceitar novos clientes e que o serviço seria descontinuado para os clientes existentes em 26 de janeiro de 2009. A partir daí, a Alexa passou a se dedicar exclusivamente à análise de dados.
Em 31 de março de 2009, a Alexa apresentou uma reformulação ampla de seu site. A nova versão trouxe métricas de tráfego como a média de visualizações de páginas por usuário, a taxa de rejeição, que mede a proporção de usuários que entram e saem de uma página, e o tempo de permanência no site. Nas semanas seguintes, foram acrescentados dados demográficos dos visitantes, informações de clickstream e estatísticas sobre tráfego vindo de mecanismos de busca.
Entre 2010 e 2020, o algoritmo da Alexa continuou a ser modificado. A projeção estatística e o uso de sua tecnologia em uma grande rede de sites certificados permitiam estimar métricas de tráfego em escala mundial. Muitos sites de grande porte usavam essas classificações como referência de popularidade na Internet.
Em 6 de novembro de 2014, a Amazon anunciou a Amazon Alexa, sua assistente virtual. A empresa já possuía marcas registradas para o nome Alexa por ser proprietária da Alexa Internet, Inc.
Em 8 de dezembro de 2021, a Amazon anunciou o encerramento do serviço de classificação de sites e análise competitiva da Alexa, que estava disponível ao público havia mais de 25 anos. A partir daquele dia, não era mais possível criar contas nem comprar assinaturas. O comunicado publicado no site da empresa estabeleceu 1 de maio de 2022 como data final do serviço. As assinaturas existentes permaneceram disponíveis até essa data. Depois disso, o conteúdo do site foi retirado e substituído por um aviso de encerramento.
Após o encerramento, o domínio alexa.com passou a redirecionar para uma página da Amazon Alexa.
Uma das métricas publicadas pela Alexa Internet era o Alexa Traffic Rank, também chamado de Alexa Rank. A empresa também usava o nome Global Rank para a classificação, criada como uma estimativa da popularidade de um site. Em maio de 2018, a explicação exibida pela Alexa para o Global Rank informava que a classificação era calculada pela combinação do número diário de visitantes com as visualizações de páginas ao longo de três meses.
O Alexa Traffic Rank podia ser usado para acompanhar a evolução da popularidade de um site e comparar sites diferentes.
A classificação de tráfego foi, por muito tempo, calculada a partir de dados coletados de usuários que tinham a barra de ferramentas da Alexa instalada no navegador. Em 2020, a empresa já não usava uma barra de ferramentas. Os dados vinham de usuários que haviam instalado alguma das extensões de navegador usadas pela Alexa e de sites que tinham o script da empresa instalado em suas páginas.
A Alexa substituiu sua barra de ferramentas por extensões para navegador, disponíveis para Google Chrome e Firefox. A extensão da Alexa mostrava o Alexa Traffic Rank dos sites, exibia sites relacionados, fornecia análises de pesquisa e dava acesso rápido ao Internet Archive pela Wayback Machine. A última atualização dessas extensões ocorreu em maio de 2020, dois anos antes do encerramento do serviço.
A Alexa classificava os sites principalmente a partir do acompanhamento de uma amostra do tráfego da Internet, formada por usuários de sua barra de ferramentas nos navegadores Internet Explorer, Firefox e Google Chrome. A Alexa Toolbar incluía bloqueio de janelas pop-up, que impedia anúncios indesejados, uma caixa de busca, links para a Amazon.com e para a página inicial da Alexa, além da classificação do site visitado pelo usuário. Também permitia avaliar o site e abrir links para páginas externas relacionadas. No começo de 2005, a Alexa informou que a barra havia sido baixada 10 milhões de vezes, mas não divulgou estatísticas de uso ativo.
Nas primeiras versões, as páginas eram classificadas apenas a partir dos usuários que tinham a Alexa Toolbar instalada. Isso podia produzir viés quando certos grupos de usuários estavam pouco representados entre os participantes. Houve controvérsia sobre quanto a base da Alexa correspondia ao comportamento típico dos usuários da Internet, principalmente no caso de sites com menos visitas. Em 2007, Michael Arrington apresentou exemplos de classificações da Alexa que divergiam dos dados da empresa de análise Comscore, entre eles uma classificação que colocava o YouTube à frente do Google. Em 2021, John Mueller, do Google, reiterou que o Google não usava o Amazon Alexa Rank.
Até 2007, um plug-in de terceiros chamado Search Status, destinado ao Firefox, era a única opção para usuários desse navegador depois que a Amazon abandonou a barra de ferramentas do A9. Em 16 de julho de 2007, a Alexa lançou uma barra de ferramentas oficial para Firefox chamada Sparky.
Em 16 de abril de 2008, muitos usuários relataram mudanças bruscas nas classificações da Alexa. A empresa confirmou, no mesmo dia, que havia lançado um sistema atualizado de classificação e afirmou que passaria a considerar outras fontes de dados além dos usuários da Alexa Toolbar.
Por meio do serviço Alexa Pro, proprietários de sites podiam aderir às "estatísticas certificadas", que davam à Alexa maior acesso aos dados de tráfego do site. Os proprietários inseriam código JavaScript em cada página. Quando as configurações de segurança e privacidade do usuário permitiam, o código era executado e enviava dados de tráfego à Alexa. Com isso, a empresa podia exibir, ou ocultar conforme a preferência do proprietário, estatísticas mais precisas, como o total de visualizações de páginas e de visualizações únicas.