| Alfred Aston (fevereiro de 1942). | ||
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Data de nascimento | 16 de maio de 1912 | |
| Local de nascimento | Chantilly, França | |
| Data da morte | 10 de fevereiro de 2003 (90 anos) | |
| Local da morte | , França | |
| Clubes de juventude | ||
| Chantilly | ||
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1932–1938 1939–1941 1941–1946 1946–1947 1947–1948 1948–1949 1949–1950 1950–1951 1951–1956 |
Red Star Racing Paris Red Star Angers Stade Français Cercle Paris Fontainebleau Amboise Tours |
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| Seleção nacional | ||
| 1934–1946 1938 |
França Resto da Europa |
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Alfred Aston (16 de maio de 1912 - 10 de fevereiro de 2003) foi um futebolista francês. Ele competiu na Copa do Mundo FIFA de 1934, sediada na Itália, bem como na de 1938, sediada em seu país natal.
Filho de um inglês com uma francesa, Aston atuava como ponta-direita, posição em que "Fred" (como era apelidado) era considerado o melhor jogador francês na década de 1930, a despeito de sua baixa estatura de 1,65m. Com isso, era apelidado também de Feu-Follet, jogo de palavras que designa tanto fogo-fátuo como elfo.
Anteriormente à criação do Paris FC e à fundação e consolidação do Paris Saint-Germain, o futebol de Paris tinha como forças principais o trio formado pelas equipes do Red Star, do Racing e do Stade Français. Aston jogou em todos esses três, e também no Cercle, outro clube parisiense que chegara a participar da Ligue 1. Dentre esses times, Aston notabilizou-se especialmente no Red Star.
Formado na Union Sportive de Chantilly, chegou em 1932 ao Red Star. Historicamente modesto depois da década de 1920, o clube foi rebaixado naquela mesma temporada. Ainda que voltasse imediatamente à Ligue em 1934, o clube teve como tônica evitar novos descensos; conseguiu isso pelos critérios de desempate em 1936, mas não em 1938. A despeito dos resultados, Aston defendia desde 1934 a Seleção Francesa, mas foi liberado pelos dirigentes em 1938. Apesar do rebaixamento, naquele ano ele tanto disputou a Copa do Mundo como também defendeu a Seleção do Resto da Europa, para amistoso festivo contra a Inglaterra, pelos 75 anos da Associação Inglesa de Futebol.
Aston seguiu carreira no Racing, que venceu a Copa da França de 1938-39. Permaneceu até 1941, quando voltou ao Red Star. Na temporada 1941-42, ganhou com este clube a Copa da França, inclusive marcando o segundo gol da vitória de 2–0 sobre o Sète. Este permanece sendo o último troféu expressivo do Red Star, o qual seguiu defendendo até 1946. Este também foi o ano de sua última partida pela Seleção Francesa. Os doze anos entre a primeira e a última partida chegaram a render a Aston uma das maiores longevidades dos Bleus, atrás inicialmente de Ernest Gravier (1911-1924), de Pierre Chayriguès (1911-1925) e de Juste Brouzes (1914-1928).
Aston defendeu o Angers na temporada 1947-48 e, na seguinte, reforçou o Stade Français. A temporada 1947-48 marcou precisamente a última vez que a primeira divisão teve três clubes de Paris; treinado por Helenio Herrera, ex-colega de Aston no título da Copa da França em 1942, e estrelado também por Larbi Benbarek, o Stade Français terminou em quinto lugar. Aston ainda jogou por uma fusão entre Stade Français e Red Star, ocorrida na temporada seguinte. Mas, sem espaço na agremiação, seguiu carreira no Cercle, time parisiense de segunda divisão que veio a desativar seu futebol profissional na década de 1960.