| Álvaro Siza Vieira | |
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Álvaro Siza Vieira na Exponor em 2012 | |
| Nome completo | Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira |
| Nascimento | 25 de junho de 1933 (93 anos) Matosinhos, Matosinhos |
| Nacionalidade | |
| Obras notáveis | Centro Galego de Arte Contemporânea Faculdade de Ciências da Informação em Santiago de Compostela, Prédio da Reitoria da Universidade de Alicante Reconstrução do Chiado Pala do Pavilhão de Portugal da Exposição Mundial de 1998 |
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Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira GCSE • GOSE • GCIH • GCIP, também conhecido internacionalmente como Álvaro Siza (Matosinhos, 25 de junho de 1933), é um arquiteto português.
Mais destacado representante da arquitetura modernista de Portugal, foi o primeiro arquiteto do país a receber um Prêmio Pritzker (1992). Recebeu também um Leão de Ouro na Bienal de Veneza (2012) e é conhecido por sua arquitetura universal e particular.
Álvaro Siza Vieira nasceu em Matosinhos, tradicional porto pesqueiro do Norte de Portugal, junto à cidade do Porto. É filho de Júlio Siza Vieira (1902–1985), engenheiro de formação, e de Cacilda Ermelinda Camacho Carneiro de Melo (1905–2006). Casou-se com Maria Antónia Marinho Leite (1940–1973), com quem teve dois filhos, dos quais um também é arquiteto: Álvaro Leite Siza Vieira. É tio paterno de Pedro Siza Vieira.
Entre 1949 e 1955, estudou na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde lecionou, de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente).
Fortemente marcado pelas obras dos arquitetos Adolf Loos, Frank Lloyd Wright e Alvar Aalto, cedo ele conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais como também na forte tradição construtiva portuguesa, dos quais resultaram obras de grande requinte e detalhe no modernismo português, dos quais se destaca a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira. A isto, não é alheio, o relacionamento muito próximo com o arquiteto Fernando Távora, seu professor, e uma das principais referências da Escola do Porto, com quem colaborou de 1955 a 1958, desenvolvendo posteriormente forte amizade e cumplicidade criativa.

Criou verdadeiros marcos na história da arquitetura portuguesa e internacional, influenciando várias gerações de arquitetos.[carece de fontes] Vejam-se as Piscinas de Marés, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a igreja de Marco de Canaveses, ou mais recentemente, o museu da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, onde retorna a umas das suas mais fortes influências de linguagem arquitetónica, Le Corbusier. E este será o principal talento de Siza — conseguir reinterpretar ou mesmo se redesenhar, procurando uma linguagem que, até então, tinha vindo a mostrar em alguns apontamentos de obras recentes complexidade formal aliada a uma aparente simplicidade do desenho.
As suas obras encontram-se por todo o mundo, da América à Ásia, passando por países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre outros. Nos Países Baixos, dirigiu, de 1985 a 1989, o Plano de Recuperação da Zona 5 de Schilderswijk, em Haia; em 1995, concluiu o projeto para os blocos 6–7–8 de Ceramique Terrein, em Maastricht. É autor do plano de reconstrução da zona do Chiado, em Lisboa, destruído por um incêndio em 1988. Elaborou, em Espanha, o projeto para o Centro Meteorológico da Villa Olimpica em Barcelona; o do Centro Galego de Arte Contemporânea, o da Faculdade de Ciências da Informação, em Santiago de Compostela, e também na Galiza o de um pavilhão polidesportivo na Ilha de Arousa e o do Café Moderno em Pontevedra; a reitoria da Universidade de Alicante; o Edifício Zaida, em Granada; e o Complexo Desportivo Ribero Serralo, em Cornellà de Llobregat.
O edifício da Fundação Nadir Afonso é uma síntese do trabalho arquitetónico de Álvaro Siza, com características muito próprias, como a construção se erguer sobre lâminas e a entrada ser feita por rampa.
Foi ainda professor visitante na Escola Politécnica Federal de Lausana, na Universidade da Pensilvânia, na Universidade de Los Andes, em Bogotá, e na Universidade Harvard.
Em 2018, o arquiteto colaborou com a marca portuguesa VAVA Eyewear. Desta colaboração, nasceu uma coleção-cápsula com 5 modelos de sol e 5 modelos óticos com design minimalista, futurista e conceptual, inspirados na arquitetura.

| Precedido por Robert Venturi |
Prémio Pritzker 1992 |
Sucedido por Fumihiko Maki |