Amaleque foi chefe de uma tribo Idomeia. A sua mãe era horita, uma tribo de cujo território os descendentes de Esaú se apoderaram. Acredita-se que o povo amalequita descendia de Amaleque.
Etimologia
A maioria dos estudiosos consideram a origem do termo, "Amaleque" ser desconhecida, mas em algumas interpretações rabínicas, é etimologizado como am lak, "um povo que lambe sangue".
O professor de SemíticaRichard C. Steiner, sugeriu que o nome seja derivado do termo egípcio *ꜥꜣm rqj "Asiático hostil", possivelmente se referindo a Shasu de todo o Edom.
Na bíblia hebraica
De acordo com a bíblia hebraica, Amaleque era o filho de Elifaz (ele próprio filho de Esaú, ancestral dos Edomitas e irmão de Israel) e a concubina de Elifaz, Timna. Timna era uma Horeu e irmã de Lotã. De acordo com uma interpretação midráshica [fonte não especificada], Timna foi uma princesa que tentou se converter. Entretanto, ela foi rejeitada por Abraão, Isaque e Jacó. Ela respondeu que preferia ser uma serva das escórias de Israel do que ser uma amante de outra nação gentia. Para punir os patriarcas por suas atitudes, Deus fez com que Timna desse à luz Amaleque, quais os descendentes iriam causar muita angústia a Israel. Amaleque também foi fruto de uma união incestuosa já que Elifaz era o padrasto de Timna de acordo com 1 Crônicas 1:36, após ter cometido adultério com a esposa de Seir, o horeu, que era o pai biológico de Timna. O estudioso e historiador judeu romano Flávio Josefo do primeiro século se referia a Amaleque como um "bastardo" (Koine Greek: νόθος); o equivalente ao hebraico de mamzer, uma categoria específica de pessoas nascidas como um fruto de um relacionamento proibido.
↑Feldman, Louis H (2004). Remember Amalek!: Vengeance, Zealotry, and Group Destruction in the Bible according to Philo, Pseudo-Philo, and Josephus. [S.l.]: Hebrew Union College Press. ISBN0878204636