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| Baal | |
|---|---|
| Baal Aleiyn (Baal Poderoso)
Alyan Baal (Vitorioso Baal) Cavaleiro das Nuvens | |
Estela representando à Baal com um raio encontrando nas ruínas de Ugarite. | |
| Outro(s) nome(s) | Ba'al, Ba'lu Addu |
| Local de culto | Antigo Oriente Próximo, especialmente Ugarit, Síria, Fenícia, Suméria, Egito |
| Planeta | Júpiter |
| Reino | Céu |
| Morada | Monte Zafon |
| Arma(s) | Raio, lança |
| Símbolo | Raio, lança, touro, leão, águia |
| Genealogia | |
| Cônjuge(s) | Astarte |
| Pais | Dagon e Shalash na Síria El e Aserá em Ugarit |
| Irmão(s) | Anat entre outros |
| Filho(s) | Arsay, Pidray e Tallay |
| Equivalentes | |
| Romano | Júpiter |
| Grego | Zeus ou Héracles |
| Mesopotâmico | Adade |
| Babilônico | Marduque |
| Egípcio | Set ou Hórus |
Baal ou Ba'al (em hebraico: בַּעַל) é um teônimo e título honorífico que significa "senhor" nos idiomas semíticos do Noroeste, falados no Levante , durante a Idade Antiga. Baal - com o artigo definido, o Baal - era o nome do principal deus masculino dos fenícios e cartagineses , além de uma deidade maior entre outros povos de Canaã, atual região de Israel e Palestina, e aparece na Bíblia no plural, como baalim. Pelo seu uso comum, Baal é referência a vários deuses do Levante (Mediterrâneo) como, por exemplo, Moloque. Os eruditos anteriormente associaram o teônimo com cultos ao Sol e com uma variedade de divindades patronais não relacionadas, mas inscrições mostraram que o nome Ba'al estava mais particularmente associado com o deus da tempestade e da fertilidade Adade e suas manifestações locais.
O termo em grego Báal ( Βάαλ ) aparece no Novo Testamento (Romanos 11:4) e na Septuaginta e sua forma latinizada Baal, aparece na Vulgata. Essas formas, por sua vez, derivam da forma semítica do noroeste sem vogais BʿL (fenício e púnico: 𐤁𐤏𐤋) O sentido bíblico da palavra como denotando uma divindade fenícia e falsos deuses em geral foi estendido durante a Reforma Protestante para denotar quaisquer ídolos, ícones dos santos ou da Igreja Católica em geral.
Nas línguas semíticas do noroeste, ugarítico, fenício, hebraico, amorreu e aramaico, a palavra baʿal significava "proprietário" e, por extensão, "senhor", "mestre" ou "marido". Cognatos incluem o Bēlu (𒂗) acádio, bal amárico ( ባል ), e baʿl árabe (بَعْل). Baal (בַּעַל) e baʿl ainda servem como palavras para "marido" em hebraico moderno e árabe, respectivamente. Eles também aparecem em alguns contextos relativos à propriedade de coisas ou posse de características.
A forma feminina é ba'alah (em hebraico: בַּעֲלָה; em árabe: بَعْلَة), significa "senhora" no sentido de uma dona ou dona da casa e ainda serve como uma palavra rara para "esposa".
As estátuas erguidas a Baal eram chamadas de Baalim, ou B'alim. Seus templos e altares eram construídos no alto dos morros sob árvores, ou no teto das casas.
Havia uma grande quantidade de sacerdotes, que queimavam incenso, sacrificavam crianças, dançavam em torno do altar, e, caso suas preces não fossem atendidas, cortavam-se até o sangue jorrar, de forma a conseguir a compaixão de Baal.
Possivelmente, na origem Baal era o verdadeiro senhor do Universo, degenerado depois para a adoração de um ser poderoso que existia no mundo material. Segundo Sanconíaton, os fenícios adoravam o Sol como o único senhor dos céus, e que este Beelsamen era idêntico a Zeus. Na Septuaginta, Baal é transcrito como Héracles.
Segundo alguns mitologistas, Baal era o planeta Saturno ou Júpiter.
O nome do deus parece constar de uma inscrição encontrada em Malta, como Malkereth Baal Tuor, ou Rei da Cidade, Senhor de Tiro. O nome Malkereth é uma contração de Rei da Cidade, sugerindo que Baal e Moloque eram o mesmo ídolo.
Assim como entre os germânicos e gregos, os fenícios e cartagineses compuseram vários nomes usando o equivalente de Deus: Ethbaal, com ele Baal, Jerubaal, Baal vai sustentá-lo, Aníbal, graça de Baal, Asdrúbal, ajuda de Baal.
Os israelitas o adoravam como Baal-Peor, até o tempo de Samuel, e foi o deus oficial das dez tribos na época de Acabe. Ele foi adorado também em Judá, e seu culto só terminou, conforme a Bíblia, com os rigores do cativeiro na Babilônia. Havia vários sacerdotes de Baal, de várias classes. Seu culto é descrito em I Reis 18:28.
Várias cidades de Israel tem o nome de Baal em sua formação: Baal-Gade, Baal-Hammon, Baal-Tamar, etc.

O deus-sol, com o título genérico de Baal, era o principal deus dos cananeus. Cada local tinha o seu Baal, e todos eles eram chamados de Baalim, ou senhores. Cada Baal tinha sua esposa.
O Ciclo de Baal é um conjunto de textos a respeito do Baal canaanita, datado de cerca de 1500–1370 a.C. e encontrado em placas de argila nos anos 1920, em Ugarit. Trechos do Ciclo de Baal (Textos de Ugarit), com base nas compilações de Mark S. Smith, pode ler-se:
A Vitória sobre Yamm. As armas mágicas falam com Baal, incitando-o ao combate contra a divindade do oceano:
| “ | Tua mão, ó Baal, tu hás de ferir; tu hás de ferir teus inimigos... Destrói Yamm, o Rei; esmaga o Juiz Rio. E Baal saltou como uma águia; suas mãos golpearam a cabeça do Príncipe Yamm, entre os olhos do Juiz Rio. Yamm colapsou, ele caiu por terra. | ” |
O Manifesto sobre a Chuva. Baal descreve a sua função como o portador da fertilidade e dos fenômenos atmosféricos:
| “ | Pois eu tenho uma palavra que te direi, uma mensagem que te repetirei: A palavra da árvore e o sussurro da pedra, a conversa do céu com a terra, do abismo com as estrelas... Eu criarei o relâmpago que os céus não conheceram, uma palavra que os homens não entendem. | ” |
O Lamento pela Morte de Baal. Quando Baal sucumbe perante Mot (a Morte), o deus supremo El realiza o luto ritual:
| “ | Baal está morto! O que será do povo? O filho de Dagan está morto! O que será das multidões? [El] desceu do trono, sentou-se no chão; derramou poeira de luto sobre sua cabeça, cinzas de contrição sobre seu crânio. | ” |
A Ressurreição e o Sonho de El. O momento em que a vida retorna à terra e a sobrevivência da humanidade é garantida:
| “ | Em um sonho, ó El benevolente... os céus choveram óleo, os vales correram mel. Então o Bondoso, El, o Benigno, alegrou-se... ele ergueu sua voz e gritou: 'Eu posso sentar e descansar, pois o Poderoso Baal está vivo, pois o Príncipe, Senhor da Terra, existe!' | ” |
Em Moabe, no Monte Peor, Baal era adorado como Baal-Peor, identificado como Príapo.
Segundo A. H. Sayce, Amenófis IV havia sido influenciado pelas religiões semitas, por sua ligação com Mitani, e o deus que ele tentou forçar sobre seus súditos, o disco solar alado, era Baal.
Em Canaã, os Hebreus lutaram em várias épocas contra a adoração do deus Baal. No Livro dos Juízes (da Bíblia Hebraica), o hebreu Gideão destrói os altares de Baal e a árvore de Aserá pertencente aos Midianitas.
Mais tarde, o profeta Elias, no século IX a.C., condenou o Rei Acabe por adorar Baal.
Mica, seu filho; Reaías, seu filho; Baal, seu filho;