| American Radiator Building | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Nomes alternativos | American Standard Building |
| Estilo dominante | Neogótico Art déco |
| Arquiteto | Raymond Hood J. André Fouilhoux |
| Engenheiro | Weiskopf and Pickworth |
| Início da construção | 1923 |
| Inauguração | maio de 1924 |
| Expansão | 1936–1937 |
| Proprietário inicial | American Radiator Company |
| Função inicial | Escritórios |
| Proprietário atual | Bryant Park Hotel (torre) Universidade da Cidade de Nova Iorque (anexo) |
| Função atual | Hotel Faculdade comunitária |
| Website | Página do hotel |
| Dimensões | |
| Altura | 103 m |
| Andares | 23 |
| Subsolos | 1 |
| Área | 7 200 m2 (torre) 7 000 ou 8 500 m2 (anexo) |
| Geografia | |
| País | |
| Localização | Manhattan, Nova Iorque, Nova Iorque |
| Coordenadas | 40° 45′ 10″ N, 73° 59′ 02″ O |
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O American Radiator Building, também chamado de American Standard Building, é um arranha-céu localizado ao sul do Parque Bryant no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Foi projetado pelos arquitetos Raymond Hood e J. André Fouilhoux nos estilos neogótico e art déco como um edifício de escritórios para a American Radiator Company. O edifício tem 103 metros de altura com uma área interna de mais de sete mil metros quadrados espalhados por 23 andares. Sua construção ocorreu entre 1923 e 1924, já um anexo foi construído entre 1936 e 1937.
Outros inquilinos alugaram espaços de escritórios no edifício após sua finalização, incluindo os próprios Hood e Fouilhoux. A American Radiator Company se transformou na American Standard apenas alguns anos depois e esta permaneceu como a dona do prédio até vendê-lo em 1988 para uma empresa japonesa. Foi comprado em 1998 pelo incorporador imobiliário Philip Pilevsky, que converteu a torre no Bryant Park Hotel a partir de 2001. A Escola Katharine Gibbs operou no anexo entre 2001 e 2009, com o espaço abrigando desde 2012 a Faculdade Comunitária Stella e Charles Guttman da Universidade da Cidade de Nova Iorque.
A estrutura original consiste em uma torre de dezoito andares acima de uma base de cinco, já o anexo ao oeste tem apenas cinco andares. A fachada é feita principalmente de tijolos pretos com decorações em dourado sendo usadas nos recuos do edifício e em seus pináculos. A intenção de Hood era que a estrutura fosse uma haste separada dos arredores, o que necessitou que o edifício ficasse recuado do limite do terreno, algo que reduziu a quantidade de espaço interno. O subsolo e os dois primeiros andares foram originalmente projetados como espaços de exposição, já os escritórios ficavam nos andares superiores.
O American Radiator Building está localizado no número 40 da Rua 40 Oeste no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A seção original do edifício ocupa um terreno retangular com 23 metros de comprimento na Rua 40, trinta metros de profundidade e uma área de 706,4 metros quadrados. Também há um anexo de cinco andares localizado no número 50 da Rua 40 Oeste, ao oeste da torre. O terreno do anexo tem uma área de 1 064,2 metros quadrados com 22 metros de comprimento na Rua 40 e uma profundidade de sessenta metros até a Rua 39.
O prédio forma o limite sul do Parque Bryant, entre a Quinta e Sexta Avenidas. No mesmo quarteirão estão o Engineers' Club Building, The Bryant e o 452 Fifth Avenue ao leste, o Engineering Societies' Building e Haskins & Sells Building ao sul e o Bryant Park Studios ao oeste. Outros locais próximos incluem o Ramo Principal da Biblioteca Pública de Nova Iorque do outro lado da Rua 40 ao norte, bem como o Lord & Taylor Building ao sudeste. O quarteirão tinha casas geminadas de arenito marrom até meados da década de 1920, quando foram substituídas pelo American Radiator Building e outras estruturas de vários andares. O local do anexo era ocupado por seis casas nos números 46 a 52 na Rua 40 Oeste e os números 39 a 43 na Rua 39 Oeste.
Raymond Hood era um arquiteto relativamente desconhecido quando, em 1921, ele colaborou com John Mead Howells em um concurso de arquitetura que resultou em uma proposta bem sucedida para a Tribune Tower de Chicago. Segundo o autor Walter Kilham, Hood se tornou um arquiteto proeminente "de uma obscuridade quase total e literalmente da noite para o dia". Os arquitetos da época estavam usando elementos de projeto clássicos do Beaux-Arts, que não eram comumente usados em estruturas altas. Clarence Mott Woolley, o presidente da American Radiator Company, estava no início da década de 1920 querendo um edifício que divulgasse sua empresa e também proporcionasse um espaço de exibição para seus produtos.

A American Radiator começou em 1923 a desenvolver um novo edifício de escritórios em Nova Iorque. O American Radiator Building foi apenas o segundo arranha-céu projetado por Hood. O projeto e construção do prédio demorou apenas treze meses. O processo de projeto começou em abril de 1923 e a superestrutura de aço foi construída entre 22 de agosto e 21 de novembro. Segundo Hood, o projeto do exterior ainda não tinha sido finalizado em uma escala de um oitavo até dois meses depois do aço do prédio ter sido encomendado. O esquema de cores só foi finalizado depois de algumas vigas de aço já terem sido erguidas. Hood ainda estava determinando em uma escala de meio tamanho como o topo do prédio seria construído quando as obras chegaram no décimo sétimo andar. A American Radiator anunciou em janeiro de 1924 que ocuparia o edifício quando as obras fossem finalizadas em maio.
A American Radiator inicialmente ocupou dois mil metros quadrados do novo edifício. O espaço da empresa incluía uma loja, parte dos terceiro e quarto andares e do décimo sexto ao vigésimo quarto andares. O empresário Augustus Juilliard assinou um contrato de locação em agosto de 1924 de 1,6 mil metros quadrados para uma loja na base. Isto incluía uma loja de vários andares no térreo e segundo andar, bem como o restante do terceiro e quarto andares, todos conectados por um elevador particular. Espaços de escritórios também foram alugados para outros inquilinos, como os laboratórios elétricos da Association of Edison Illuminating Companies, a Clarage Fan Company e a American Engineering Company. O escritório de arquitetura de Hood e seu colega J. André Fouilhoux também alugou um espaço no American Radiator Building.
A American Radiator comprou em 1928 um edifício de doze andares nos números 35–39 da Rua 39 Oeste que ocupava um terreno de treze por trinta metros atrás do edifício da empresa. Esta aquisição tinha a intenção de proteger as vistas do American Radiator Building. A American Radiator se fundiu no ano seguinte com a Standard Sanitary Manufacturing Company para formar a American Radiator and Standard Sanitary Corporation, que anos depois ficaria conhecida simplesmente como American Standard. Consequentemente, o prédio passou a se chamar American Standard Building. A American Standard contratou Hood em 1929 para projetar uma extensão da torre e o arquiteto projetou uma torre que seria duas vezes e meia mais alta que a original, com uma fachada preto e dourada encimada por um pináculo. Entretanto, estes planos não foram levados adiante por conta da crises financeira causada pela Grande Depressão.

A American Standard pagou quinhentos mil dólares para o Bowery Savings Bank em fevereiro de 1936 pela compra das seis casas adjacentes nos números 46 a 52 da Rua 40 Oeste e 39 a 43 da Rua 39 Oeste. O plano era que essas estruturas fossem substituídas por um anexo de exibição com não mais de seis andares. Os novos espaços de exibição foram inaugurados em junho de 1937. A primeira exibição realizada no local foi um programa sobre a reurbanização da Sexta Avenida após a demolição do Elevado da Sexta Avenida. Vinte um trabalhadores da construção foram premiados pela qualidade de seus trabalhos.
Os novos espaços de exibição foram usados para exibições como "uma cidade ideal de 2000 d.C." em 1937, uma para utensílios domésticos em 1938 e um modelo da seção norte da Sexta Avenida em 1941. A American Standard vendeu em 1950 a estrutura atrás do edifício. Os escritórios continuaram a ser ocupados por inquilinos como a North Star Woolen Mill e a Mosler Safe Company, esta última tendo se mudado para o edifício depois de ter sido comprada pela American Standard em 1967.
A Comissão de Preservação de Marcos Históricos de Nova Iorque realizou em setembro de 1974 audiências públicas para determinar se o American Standard Building, o Parque Bryant e parte do interior Ramo Principal da Biblioteca Pública de Nova Iorque seriam tombados como marcos da cidade. Caso isso fosse aprovado, eles se tornariam os primeiros marcos moderno, cênico e interno, respectivamente. A American Standard foi contra o tombamento, afirmando que "o edifício não tem importância histórica alguma" e dizendo que sua única intensão era "durar o tempo comercial típico". Apenas outros dois arranha-céus, o Flatiron Building e o Manhattan Municipal Building, eram tombados na época. Beverly Moss Spatt, a presidente da Comissão de Preservação de Marcos, disse que a "cidade está com problemas sérios", com processos questionando a autoridade da comissão. Os três tombamentos ocorreram em novembro de 1974, sendo ratificados no início do ano seguinte pelo Conselho de Estimativa da Cidade de Nova Iorque. O American Standard Building foi adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos em 7 de maio de 1980.
A American Standard reduziu na década de 1980 o número de funcionários trabalhando em Nova Iorque, reduzindo sua força de trabalho de quinhentas para duzentas pessoas em cinco anos. A Black+Decker fez no início de 1988 uma oferta surpresa para comprar a American Standard e vender o American Standard Building. A American Standard, diante dessa redução de tamanho, vendeu em setembro o edifício e seu anexo para a empresa japonesa Clio Court por 43 milhões de dólares. A Clio inicialmente propôs converter o prédio em um hotel de luxo com 160, duzentos ou 250 quartos. O preço elevado se deu em parte pela grande demanda por hoteis de luxo na época. A Clio considerou erguer quinze andares acima do anexo, mas não tinha uma estimativa de construção. A American Standard planejou sublocar espaço no edifício enquanto isso.
Os investidores japoneses não tinham muito interesse no mercado imobiliário estadunidense e assim o edifício ficou vazio na década de 1990. O jornalista e crítico arquitetônico Christopher Gray escreveu sobre o prédio para o jornal The New York Times no início de 1994 e afirmou que ele estava desocupado há quatro anos. O American Standard Building foi usado na década de 1990 como uma área de observação de executivos de empresas de moda assistindo a desfiles no Parque Bryant abaixo. Esses desfiles mudaram-se em 1997 para os Piers de Chelsea, parcialmente porque a Clio estava vendendo o edifício e por insatisfação sobre a localização no Parque Bryant. O estilista Tommy Hilfiger supostamente expressou nessa época interesse em alugar o American Standard Building como sede de sua empresa, mas nenhum acordo foi feito.
A propriedade da torre e do anexo foram divididas em 1998 quando o incorporador imobiliário Philip Pilevsky comprou a torre por quinze milhões de dólares, começando a convertê-la em um hotel de 170 quartos. Este hotel foi um de vários estabelecidos foram dos tradicionais distritos de hotel da cidade. A Daiwa Real Estate originalmente se comprometeu com o financiamento do hotel, mas voltou atrás quando Pilevsky enfrentou dificuldades financeiras com outros projetos ainda no mesmo ano. David Chipperfield foi contratado como o arquiteto da conversão. O tombamento do prédio exigiu que a renovação fosse extremamente cuidadosa sobre a restauração da fachada; o tombamento proibia algumas das mudanças propostas como janelas maiores nos quartos. Tijolos foram removidos em aproximadamente quarenta locais para a instalação de ar-condicionados. Os arquitetos precisaram depois fechar esses buracos com centenas de tijolos pretos, que já tinham sido difíceis de obter durante a construção original; os empreiteiros acabaram usando alguns tijolos do interior, que eram feitos do mesmo material.
O Bryant Park Hotel foi inaugurado no início de 2001 e nos seus dois primeiros meses frequentemente estava lotado. O restaurante japonês Koi abriu no térreo em 2005, tornando-se popular com musicistas como Madonna e Rihanna, bem como membros das indústrias da moda e cinema, parcialmente porque a New York Fashion Week acontecia no Parque Bryant. Entretanto, o hotel estava devendo 89 milhões de dólares em hipoteca em maio de 2011. O Célon Bar & Lounge marroquino foi inaugurado no subsolo em 2017, substituindo o Cellar Bar do hotel.
O hotel foi fechado temporariamente no início de 2020 por causa da pandemia de COVID-19. Pilevsky, junto com os coproprietários Raymond Gindi e Joseph Chehebar, contrataram a Philips International em meados de 2020 para divulgar 11,3 mil metros quadrados de escritórios na base do edifício. Eles planejavam alugar o espaço em seções. O hotel foi reaberto em setembro de 2020 com um serviço limitado e estava vinte por cento ocupado em março de 2021.
O anexo foi convertido em 2001 para uma locação em Nova Iorque da Escola Katharine Gibbs, que operava outras unidades ao redor dos Estados Unidos. A escola operou no local até 2009, quando esta e todas suas outras locações pelo país fecharam. Depois disso, a Universidade da Cidade de Nova Iorque indicou sua intenção de alugar o anexo para acomodar uma nova faculdade comunitária. Esta instituição foi depois renomeada para Faculdade Comunitária Stella e Charles Guttman e inaugurada em 2012.
O American Radiator Building foi projetado por Raymond Hood e J. André Fouilhoux, do escritório de arquitetura Hood, Godley, and Fouilhoux, em uma mistura dos estilos neogótico e art déco. Foi finalizado no início de 1924 como a sede da American Radiator Company. O escultor Rene Paul Chambellan, um colaborador frequente de Hood e seu associado John Mead Howells, criou as ornamentações e esculturas. Vários outros empreiteiros foram contratados para a construção.
Apenas a base do edifício foi projetada estritamente no estilo neogótico, enquanto o resto do edifício como um todo contém ornamentações abstratas, similares a aquelas usadas na Bush Tower e Woolworth Building. A fachada do American Radiator Building foi baseada na proposta não construída de Eliel Saarinen para a Tribune Tower de Chicago, mas aprimorada pelo um forte uso de cores. O projeto também foi inspirado em dois edifícios próximos: a base e torre do Candler Building e os detalhes góticos da Bush Tower. Hood, quando o prédio foi finalizado, proclamou que ele era "sob alguns aspectos, um afastamento do edifício alto convencional".

A estrutura tem 103 metros de altura e consiste de uma torre de dezoito andares acima de uma base de cinco. O anexo também tem cinco andares. Segundo a Architectural Forum, os andares inferiores "formam uma tela saliente, por trás da qual se ergue a massa imponente do edifício". O autor Eric Nash descreveu o edifício como a "primeira expressão verdadeira da silhueta do arranha-céu art déco".
A torre contém vários recuos a fim de cumprir as exigências da Resolução de Zoneamento de 1916. O primeiro recuo fica no 4º andar e depois há recuos no 12º, 17º, 22º e 23º andares. Há indentações acima do décimo quinto andar; aquelas no lado norte do edifício são chanfradas para fazer a torre parecer uma haste. Dentro dessas indentações há estreitos tramos de janelas. O projeto semelhante a uma haste permite que a torre seja iluminada por luz natural em todos os lados. A forma de haste não foi aplicada consistentemente; a parte de trás se adequou às exigências de recuos para quintais para que dessa forma a fachada sul da base e torre fossem contínuas.
A intenção de Hood era que a estrutura original permanecesse como uma haste independente. Isto exigiu que o edifício ficasse recuado do limite do terreno, consequentemente reduzindo a quantidade máxima de espaço disponível para a estrutura. Por outro lado, os pequenos recuos e os cantos reentrantes garantiram a existência de um espaço com circulação de ar entre a torre e todos os edifícios adjacentes. A presença do anexo ao oeste também protegeu as vistas naquela direção. Segundo Hood, sua equipe moldou "um pequeno modelo de massa de modelar no modelo de dimensões máximas permitido pela lei de zoneamento", que ficou similar à forma final da estrutura. Hood e a American Radiator discordaram apenas se o edifício deveria ter mais de vinte andares e se uma frente adicional na base era necessária.
O American Radiator Building foi projetado em um esquema de cor preto e dourado. Essas cores específicas vieram de uma sugestão "um tanto espontânea" feita durante uma discussão entre Hood e a equipe de Fouilhoux. Não se sabe exatamente quem sugeriu as cores preta e dourado, mas o autor arquitetônico Walter Littlefield Creese disse que possivelmente foi o arquiteto Joseph Urban, um amigo de Hood. Ele usou a paleta de preto e dourado por achar monótonos edifícios de escritórios convencionais, que tinham suas fachadas de alvenaria branca e janelas de vidro escuro. Hood comparou tais janelas com "waffles" e queria encontrar uma cor para tornar as aberturas das janelas mais evidentes. O arquiteto antecipou que, após a finalização da torre, outros arranha-céus coloridos seriam construídos em Nova Iorque.
A cor preta principal foi usada para representar carvão, enquanto as decorações em dourado simbolizavam fogo. O "dourado" era na verdade pó de bronze aplicado sobre pedra fundida, uma técnica elaborada após vários experimentos feitos por Hood e pela equipe de Fouilhoux. Hood tinha visitado Bruxelas, na Bélgica, pouco antes do edifício ser construído e percebeu como cores douradas tinham destacado prédios "sombrios e encardidos", especialmente se suas fachadas eram mais escuras.

A base do edifício original é revestida de granito sueco preto polido. As janelas dos antigos espaços de exibição no térreo contém grandes painéis de vidro com finos mainéis de bronze na frente. Os espaços abaixo das janelas originalmente eram revestidos de mármore vermelho de Verona. A entrada principal é uma abertura em arco de volta perfeita entre as duas janelas dos espaços de exibição originais. A extremidade oeste do portal contém uma placa de bronze com a inscrição "1924 / Raymond Hood / Architect" em relevo; esta placa costumava ter um trevo-de-quatro-folhas, porém este em algum momento caiu. Há pináculos de bronze no estilo gótico modificados acima da abertura da entrada, bem como uma armação de bronze ao redor.
Uma cornija, com mísulas e modilhões, fica acima do segundo andar. Originalmente havia nove mísulas, seis das quais com figuras ornamentais representando emoções humanas negativas. Segundo o New York Herald Tribune, as mísulas foram inspiradas em grotescos medievais. Os grotescos são lúdicos, com figuras como um montador de tubulações com uma chave inglesa.
O anexo ao oeste foi projetado em um estilo similar à base do edifício original, com granito preto polido revestindo os primeiros dois andares. O anexo tem painéis de vidro e mainéis de bronze similares ao prédio original, porém uma porta giratória fica no seu centro. A cornija com mísulas acima do segundo andar também foi feita em similar àquela do edifício original.

O edifício é revestido de tijolos a partir do terceiro andar; o uso de tijolos era incomum em arranha-céus da época, que costumavam usar pedras. O terceiro andar consiste em tramos com uma ou duas janelas cada, bem como gradis esculpidos embaixo de cada janela e painéis de enjunta acima. Esses tramos são separados por pilastras ligeiramente protuberantes com pináculos dourados. O padrão das janelas é repetido no terceiro andar do anexo. O quarto e quinto andares do anexo são ligeiramente recusados dos três primeiros e contém uma fachada de tijolos pretos com uma cornija dourada no topo. Pegões protuberantes dividem esses andares em vários tramos, cada um com janelas duplas.
Os andares da torre contém tijolos protuberantes em vários locais, criando uma sensação de textura. Luzes nas cores vermelho escuro, vermelho claro, âmbar e branco foram colocadas nos recuos para proporcionar iluminação noturna. Cornijas contornam o edifício no 16º e 20º andares. Há vários pináculos e picos revestidos com ouro na fachada, com a revista Through the Ages comparando-os com torretas de antigos castelos ingleses. Esses elementos ornamentais são na verdade feitos de terracota e folheados com ouro. Ouro também foi usado nas mísulas, cornijas e enjuntas entre os andares, com os pináculos no estilo gótico no alto do prédio também sendo ornamentados com folhas de ouro. Hood, quando o American Radiator Building foi finalizado, escreveu para a revista Architectural Forum que "coberturas falsas caíram em desuso em edifícios de escritórios, bem como a moda de colocar uma fachada ornamental em um ou dois lados de um edifício".
O telhado consiste em um tanque que cerca uma chaminé e fica instalado sobre uma armação. As decorações de terracota dourada são iluminadas a noite a fim de chamar a atenção para o prédio. Hood escolheu não não iluminar os andares do meio "para evitar qualquer simulação dos efeitos da luz do dia". A iluminação noturna dá à coroa a aparência de um radiador aquecido. Outras partes do edifício algumas vezes foram iluminadas também; por exemplo, onze andares foram iluminados em 1928 no formato de uma cruz para promover tratamentos para tuberculose.
O American Radiator Building foi inicialmente projetado com uma área de 7,2 mil metros quadrados. O anexo tem sete mil ou 8,5 mil metros quadrados de espaço, dependendo da fonte. O sistema de aquecimento do edifício original consistia em vários radiadores conectados a uma sala de caldeiras localizada no subsolo, que por sua vez estava disponível para ser visitada pelo público. O sistema de ventilação inclui um duto de exaustão que sobe até uma cobertura no telhado do edifício. A energia vem diretamente da rede elétrica subterrânea. Duzentas e cinquenta luzes foram usadas no interior, bem como motores capazes de gerar 170 quilowatts.
Elevadores eram uma tecnologia relativamente recente quando o edifício original foi construído. Por exemplo, as cabines de podiam alinhar automaticamente com o andar em questão, enquanto as grades podiam ser abertas pelos passageiros com o apertar de um botão, em vez de precisarem ser empurradas para o lado manualmente. O edifício originalmente tinha três elevadores principais que iam do térreo ao décimo sexto andar, enquanto os andares superiores eram atendidos por um elevador separado. Poços de elevador foram instalados quando Bryant Park Hotel foi construído para transportar hóspedes diretamente do saguão até os andares superiores.

O subsolo originalmente tinha espaços com arcos baixos e era usado como espaço de exibição para fornalhas e caldeiras. A fundação consiste em pegões com 2,4 a 6,7 metros de profundidade abaixo do subsolo; o pegão mais profundo tem aproximadamente doze metros de profundidade. O subsolo tem uma sala de projeção de 73 lugares que foi criada quando o Bryant Park Hotel foi construído dentro do American Radiator Building. Essa sala foi escavada catorze metros de profundidade na rocha matriz. Por conta de um lençol freático relativamente alto na área, a escavação da sala de projeção necessitou da instalação de várias bombas d'água e sistemas de escoamento.
A entrada principal do American Radiator Building costumava levar a um vestíbulo, que por sua vez levava a um corredor, um saguão de elevadores com três elevadores na parede leste e uma escadaria central. O vestíbulo tinha portas de bronze e vidro que levavam ao saguão. O saguão era revestido de painéis de mármore vindos da América do Sul. Os painéis estavam cercados por molduras de latão, enquanto o mármore do piso era contornado por frisos de latão. As cornijas foram decoradas com gesso ornamental com aspecto antigo.
Espaços de exibição ficavam de ambos os lados do corredor. Escadas levavam da sala de exibição oeste para níveis intermediários de exibição, enquanto escadas da sala de exibição leste levavam ao espaço de exibição do subsolo. Segundo Hood, esse arranjo tinha a intenção de dar "mais espaço para cada loja sem deixar de forma perceptível um nível principal geral". Apenas a sala de exibição leste tinha um mezanino acima por causa desse arranjo. Vigas curvas foram instaladas para sustentar os diferentes níveis dos espaços de exibição, enquanto o aço estrutural ao redor dos elevadores era feito de elementos de alma simples e espessura reduzida. Espaços de exibição também existiam no térreo do anexo. Os andares inferiores foram reconfigurados quando a torre foi convertida em hotel e um restaurante foi criado no térreo. Além disso, dois bares, algumas lojas e uma academia foram criadas nos andares inferiores, incluindo um bar no subsolo. A sala de exibição do térreo do anexo tornou-se depois parte de uma escola.
A torre mede 24 por dezenove metros. Ela foi projetada de modo que noventa por cento dos escritórios ficassem a uma distância de até 7,6 metros de uma janela. Os escritórios eram pequenos, pois os elevadores e escadas ocupavam bastante espaço; em média, cada andar tinha 520 metros quadrados. Três elevadores e dois conjuntos de escadas ficavam aglomerados em um núcleo de serviço perto da parede leste, com cada andar também tendo banheiros masculinos e femininos. Uma chaminé ficava atrás dos elevadores. Terraços de azulejos ficavam em andares com recuos. Os andares superiores hoje são ocupados por 128 quartos do Bryant Park Hotel.
Não há colunas nos cantos frontais da torre entre o 5º e 17º andares por causa da presença dos cantos reentrantes. Consequentemente, esses cantos eram sustentados por vigas em balanço. Além disso, enquanto as paredes da frente e traseira já eram reforçadas nos seus recuos, as paredes leste e oeste precisaram ser reforçadas com chapas de nós. A maioria das vigas transversais da torre são feitas de vigas em formato de I, exceto nos recuos, onde vigas mais profundas são usadas. Quatro colunas internas dentro do núcleo de serviço sobem toda a altura da torre, deixando o restante do espaço de cada andar livre de colunas. As outras vigas da torre foram construídas com uma profundidade máxima de 51 centímetros. A parte traseira tem um recuo de três metros no 12º andar e um 2,7 metros no 17º andar; duas das colunas internas terminam acima do 17º andar. Os primeiros dezessete andares podem suportar uma carga viva de 5,7 quilopascais, enquanto os andares acima podem suportar até 2,9 quilopascais.
Há vigas que transferem o peso entre os centros de diferentes colunas no 21º e 22º andares. Há vigas pesadas do 22º ao 24º andares que sustentam os equipamentos do telhado. Há uma escada em espiral no telhado que leva a uma caixa d'água, um sala de ventiladores, um corredor e outro espaço.

O arquiteto Harvey Wiley Corbett destacou após a finalização do American Radiator Building que "Comentários sobre o novo edifício tem sido profundamente divididos", citando um crítico que citou o esquema de cores como um ponto de discórdia. O arquiteto Hugh Ferriss escreveu que o projeto "provocou mais discussões entre leigos no que diz respeito a valores arquitetônicos do que qualquer outra estrutura do país". A imprensa arquitetônica considerou o prédio como uma novidade. Por exemplo, a revista Architecture and Building afirmou que o projeto "é incomum, mas não, por isso, desnecessariamente feio" e assim era eficaz como uma publicidade para a American Radiator Company. A revista Architecture disse em 1925 que a "própria atmosfera" do edifício, incluindo seu esquema de cores, era "simbólica de sua função".
Orrick Johns do The New York Times afirmou que o prédio "rompeu a barreira das cores", dizendo que "Ele é certamente algo novo e tremendo, mas, como jazz e a Ku Klux, difícil de situar". O jornal The Villager escreveu que o American Radiator Building "destilava" o que percebia como um horizonte monótono. O arquiteto Talbot Hamlin também elogiou o simbolismo do edifício como "a expressão artística perfeita da correria e agitação da vida moderna" e disse que era o "experimento com cores mais ousado já realizado em edifícios modernos na América". Hood morreu em 1934 e o New York Daily News disse que o American Radiator Building estava "entre as melhores realizações modernas da arquitetura" junto com outras obras suas como o McGraw-Hill Building, Daily News Building e os Apartamentos Beaux-Arts, todos também em Nova Iorque.
Outros críticos não gostaram tanto do esquema de cores. Um artigo publicado na Architecture em 1925 afirmou que o projeto da fachada "chocou e ofendeu alguns de nossos bons amigos do Meio-Oeste que recentemente o viram pela primeira vez". O jornalista Herbert Croly achou que o American Radiator Building não era "particularmente bem-sucedido por si só", porém achou que o esquema decorativo era útil como inspiração para um futuro de edifícios coloridos em Nova Iorque. O autor George Harold Edgell disse que o efeito do projeto "é teatral a ponto de se tornar passível da acusação de vulgaridade", questionando se uma empresa de radiadores necessitava de um escritório tão proeminente.
A Comissão de Preservação de Marcos afirmou que "o American Radiator Building, com suas formas e cores marcantes, não apenas iniciou uma nova tendência no projeto de arranha-céus na cidade de Nova Iorque, mas também mantém sua importância arquitetônica até hoje como uma expressão única de projeto que acrescenta graça e elegância à Manhattan". Os arquitetos Philip Johnson e John Burgee nomearam o edifício em 1987 como tendo um dos telhados mais marcantes da cidade. O projeto também foi destacado pelo seu uso de iluminação. Segundo o historiador Dietrich Neumann, o projeto "ajudou a introduzir uma nova era de cor e luz na arquitetura americana". William Goetzmann do The Wall Street Journal disse que apesar do edifício ser muitas vezes ignorado em meio a arranha-céus mais altos, ele simboliza as "origens do que alguns chamam de 'América Corporativa'", pois combinou a popularidade cada vez maior dos arranha-céus com empregos de escritório de colarinho-branco.
A Associação da Quinta Avenida considerou o American Radiator Building como o segundo melhor edifício erguido próximo da Quinta Avenida durante 1924. A Community Trust of New York instalou uma placa perto da entrada do edifício original em 1962 comemorando sua significância arquitetônica. Segundo o crítico Christopher Gray, o American Radiator Building era "tão poderoso que inspirou outras obras de arte". Estas incluíam a pintura American Radiator – Noite, Nova Iorque de 1927 por Georgia O'Keeffe, que tinha observado o edifício enquanto morava no Shelton Hotel. Além disso, o fotógrafo Samuel Gottscho tirou fotografias noturnas do prédio.