| Irritator | |
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| Esqueleto reconstruído de um Irritator no Museu Nacional de Ciência do Japão, Tóquio. O pós-crânio é baseado em restos que não podem ser atribuídos com confiança ao animal. | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Reptilia |
| Clado: | Dinosauria |
| Clado: | Saurischia |
| Clado: | Theropoda |
| Família: | †Spinosauridae |
| Subfamília: | †Spinosaurinae |
| Gênero: | †Irritator Martill et al., 1996 |
| Espécie-tipo | |
| †Irritator challengeri Martill et al., 1996 | |
| Sinónimos | |
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Irritator é um gênero de Dinossauro espinossaurídeo que viveu no Cretáceo inferior, há 110 milhões de anos na Chapada do Araripe, Ceará. Era um predador que alimentava-se de peixes, vivendo próximo à ambientes aquáticos. O Irritator é um símbolo da luta contra o colonialismo científico na paleontologia, liderado pelo Brasil.
Foi descoberto em 1996, assim como o dinossauro conhecido como Angaturama limai, que, é considerado pela maioria dos pesquisadores como um sinônimo de Irritator, já que os fósseis do Angaturama aparentemente completam o esqueleto do Irritator, embora ainda existam cientistas que defendem que Angaturama é um gênero separado e não sinônimo de Irritator.
O nome "Irritator" vem do fato de que os cientistas envolvidos com a descobertas se sentiram irritados ao saber que o focinho havia sido elongado artificialmente, enquanto o nome específico challengeri vem da personagem Professor Challenger, do livro O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle.
A palavra "Angaturama" deriva do tupi e quer dizer "nobre". Na cultura tupi, Angaturama é um espírito protetor.
Uma campanha liderada por cientistas brasileiros defende a repatriação do fóssil do Irritator e sua devolução para o Brasil. No início da campanha, o fóssil holótipo, que permitiu a descrição da espécie, se encontrava no museu alemão Museu Estadual de Ciências Naturais de Stuttgart, na Alemanha.
Originário do Brasil e removido sem autorização, se trata de mais um caso de tráfico de fósseis. O fóssil foi comprado e importado para a Alemanha antes de 1990. O Museu em Stuttgart comprou o fóssil em 1991, e o artigo descrevendo a espécie foi publicado em 1996.
Em 2023, a campanha #IrritatorBelongsToBR teve início, defendendo a repatriação do fóssil. Paleontólogos como Juan Cisneros, da Universidade Federal do Piauí, outra paleontóloga brasileira, Aline Ghilardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, integram o movimento. Em 2026, os governos brasileiro e alemão divulgaram uma declaração conjunta sobre a "disposição" do museu em devolver o fóssil.

Como um dinossauro da família dos espinossaurídeos, possuía as características comuns a esses dinossauros: Cabeça longa, muito parecida com a de um crocodilo e braços grandes e fortes - algo incomum entre os terópodes. Não se sabe se ele possuía ou não uma vela nas costas, como a de seu parente espinossauro, já que apenas foram descobertos ossos do crânio do animal. Possuía uma crista na ponta do crânio, e suas narinas ficavam exatamente à frente dos olhos, como nas aves.

O comprimento do Irritator foi estimado por Gregory S. Paul em 2010 como sendo de 7,5 metros e 1000 kg (1 tonelada), embora outros cientistas tenham feito estimativas de até 8 metros. Já o exemplar atribuído ao gênero Angaturama (que provavelmente trata-se de um jovem Irritator) é muito difícil de ser medido, pois não há muitos fósseis disponíveis atualmente. Comparando o tamanho dos ossos já encontrados com o de outros espinosaurídeos, pode-se chegar a uma estimativa, que fica entre os 5 e 6 metros de comprimento, 2 m de altura e de 500 a 600 kg de massa.

Como os seus parentes, este animal deveria ser piscívoro, no máximo alimentando-se de algum dinossauro pequeno ou de algum pterossauro. Assim como os outros espinossaurídeos, provavelmente não conseguiria derrubar uma grande presa, assim priorizando a dieta baseada em peixes. Apesar de se alimentar principalmente de peixe, possivelmente caçava outros tipos de presa, já que um dente de Irritator foi encontrado inserido na coluna vertebral de um pterossauro. Um animal próximo do Irritator, o Baryonyx, já foi encontrado com restos de um iguanodonte dentro, levando o paleontólogo Darren Naish a acreditar que espinossaurídeos como o Irritator também se alimentassem de vertebrados terrestres.

Quando o Angaturama foi descrito em 1996, um outro dinossauro já havia sido encontrado, o Irritator, do qual, se tem fósseis do crânio que se "complementariam" com os do primeiro. Isso pode levar a crer que ambos possam ser a mesma espécie, apesar que estudos mostrem que o espécime de Angaturama seria maior que o espécime de Irritator e de que no trabalho original, apenas A. limai tenha sido descrito como sendo espinossaurinideo, pois I. challengeri foi descrito como possível maniraptora. Há sim alguma possibilidade de que ambos animais sejam da mesma espécie, e o nome Irritator challengeri teria prioridade, pois foi publicado semanas antes.
Há também mais fósseis encontrados e descritos como sendo Angaturama que como sendo de Irritator