O Angolagate (termo criado pelo jornal Le Monde em alusão ao Caso Watergate), também conhecido como “Caso das vendas de armas a Angola” (em francês: “Affaire des ventes d'armes à l'Angola”), “Caso Falcone” (em francês: “Affaire Falcone”), e fora da França por “Caso Mitterand-Pasqua” (em francês: “Affaire Mitterrand-Pasqua”), é um processo judicial no qual estão envolvidas várias personalidades políticas francesas de primeiro escalão, incluindo um ministro do interior, um filho de presidente da república, dois milionários, um ex-prefeito, um magistrado, e um ex-deputado.
O governo de Angola alega que este caso viola a sua soberania, por abordar um caso relacionado com o “segredo de defesa do país”.
Lista de armas vendidas
Ocorreram duas vendas. De todas as vendas, a das minas terrestresantipessoais foi a que mais chocou a mídia e a população francesa e estrangeira, porque mataram e aleijaram civis em sua grande maioria.
Primeira venda:
30 carros de combate de tipo T-62 de fabricação soviética, no valor de US$ 280.000 cada.
40 veículos de combate de infantaria de tipo BMP-2 de fabricação soviética, no valor de US$ 350.000 cada.
6 navios de guerra, dentre eles 2 patrulheiros e 2 lança-mísseis.
Materiais de engenharia militar, dentre os quais 6 pontes metálicas mecânicas, 5 veículos de transporte anfíbio, 5 pontes autopropulsoras, e uma ponte flutuante metálica de 200 m.
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