Anre ibne Omaia Adameri (em árabe: عمرو بن أمية الضمري; romaniz.: ʿAmr ibn Umayya al-Ḍamrī; m. antes de 680) foi um dos companheiros de Maomé, pertencente aos dameraítas. Conhecido pela cúnia Abu Omaia, combateu inicialmente contra os muçulmanos nas batalhas de Badre e Uude, convertendo-se ao islã pouco depois desta última. Após sua conversão, participou da missão que culminou no Incidente de Bir Mauna, do qual foi um dos sobreviventes. Posteriormente, Maomé encarregou-o de diversas missões militares e diplomáticas, entre elas uma tentativa de matar Abu Sufiane e recuperar o corpo de Cubaibe ibne Adi em Meca.
Atuou também como emissário junto ao Negus da Abissínia, participando das negociações relacionadas ao casamento de Maomé com Ume Habiba e ao retorno dos emigrantes muçulmanos. Anre participou ainda da Batalha de Hunaine, do Cerco de Taife, da Expedição de Tabuque e de uma campanha contra Ucaidir, governante de Dumate Aljandal, além de levar uma mensagem de Maomé a Muçailima. Passou os últimos anos em Medina, onde morreu durante o governo de Moáuia I (r. 661–680), antes de 60 A.H. (679–680). Também foi transmissor de hádices, sendo-lhe atribuídos vinte relatos provenientes de Maomé.
Anre era filho de Omaia ibne Cuailide e pertencia aos dameraítas, tribo estabelecida na região de Badre. Era conhecido pela cúnia Abu Omaia e, segundo Fayda, já durante a Jailia se distinguia por sua coragem, iniciativa e inteligência. Antes de se converter ao islã, combateu os muçulmanos nas batalhas de Badre e Uude, convertendo-se pouco depois desta última. Após sua conversão, Anre participou da missão de quarenta homens enviada por Maomé a Négede, que culminou no Incidente de Bir Mauna. Foi um dos sobreviventes do ataque contra o grupo e, durante o retorno a Medina, encontrou dois homens dos amiritas e os matou enquanto dormiam, por acreditar que pertenciam aos responsáveis pelo massacre. Ao chegar a Medina, informou Maomé do ocorrido e soube que os dois homens possuíam um acordo de proteção com ele. Maomé declarou que o preço de sangue por ambos deveria ser pago. A necessidade de obter auxílio para esse pagamento levou Maomé a procurar os nadiritas, episódio relacionado aos acontecimentos que antecederam a Expedição aos Nadiritas.
Em outra ocasião, Maomé enviou Anre a Meca numa missão que tinha por objetivo matar Abu Sufiane e retirar o corpo de Cubaibe ibne Adi, que havia sido morto pelos coraixitas após o Incidente de Arraji e cujo cadáver permanecia exposto. Anre não conseguiu matar Abu Sufiane, mas conseguiu retirar o corpo de Cubaibe. Durante a missão, foi reconhecido por alguns habitantes de Meca e perseguido, conseguindo escapar e regressar a Medina. Anre desempenhou posteriormente diversas missões diplomáticas em nome de Maomé. Durante um período de fome em Meca, foi enviado a Abu Sufiane com 500 dinares destinados à distribuição entre os pobres da cidade. Também foi enviado ao Negus do Abissínia levando cartas e presentes. Entre as incumbências transmitidas ao soberano estava o pedido para que tratasse do casamento de Maomé com Ume Habiba, que se encontrava na Abissínia, e providenciasse o retorno dos muçulmanos que ainda permaneciam no país. Anre acompanhou posteriormente os emigrantes em sua viagem de volta.
Participou ainda da Batalha de Hunaine, do Cerco de Taife e da Expedição de Tabuque. Também tomou parte na expedição contra Ucaidir, governante de Dumate Aljandal. Em outra missão diplomática, foi encarregado de levar aos hanifaítas uma carta de Maomé dirigida a Muçailima, na qual este era convidado a aceitar o islã. Anre passou os últimos anos de sua vida em Medina. Morreu durante o governo de Moáuia I (r. 661–680), antes de 60 A.H. (679–680). Além de suas atividades militares e diplomáticas, foi transmissor de hádices e são atribuídos a ele vinte relatos provenientes de Maomé. Entre os que transmitiram tradições de sua autoridade estavam seus filhos Jafar ibne Anre e Abedalá ibne Anre, além de outros transmissores.