| Arandaspis prionotolepis | |||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||
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O Arandaspis é um gênero extinto de peixe sem mandíbula que viveu na Austrália durante o estágio Darriwiliano do período Ordoviciano. O gênero compreende duas espécies: Arandaspis prionotolepis e Arandaspis sp.
Seus restos fósseis foram encontrados na Formação Stairway Sandstone, perto de Alice Springs, na Austrália, em 1959; no entanto, a constatação de que se tratava dos vertebrados mais antigos conhecidos só ocorreu no final da década de 1960. A descoberta do Arandaspis representa um dos primeiros registros de um vertebrado do Ordoviciano proveniente do Hemisfério Sul.
O nome Arandaspis deriva de um povo indígena local da Austrália, os Aranda (atualmente denominados Arrernte).
Estima-se que o Arandaspis atingisse cerca de 12 a 14 cm de comprimento. Seu corpo era revestido por fileiras de placas dérmicas (escudos) com protuberâncias. A parte anterior do corpo e a cabeça eram protegidas por placas rígidas, contendo aberturas para os olhos, narinas e brânquias. Provavelmente tratava-se de um animal filtrador. A morfologia de seu tronco e cauda é desconhecida. Com base em comparações com outros ostracodermes primitivos, supõe-se que ele não possuísse nadadeiras pares e que sua nadadeira caudal tivesse um formato simples; contudo, outro arandaspídeo, o Sacabambaspis, apresentava uma cauda composta por membranas dorsal e ventral e um lobo notocordal alongado.