| Arjun Appadurai | |
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| Nascimento | 4 de fevereiro de 1949 (77 anos) Bombaim |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Alma mater |
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| Ocupação | antropólogo, sociólogo, acadêmico, teórico, etnologista, cultural anthropologist, social anthropologist |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Universidade de Nova Iorque, Universidade de Chicago |
| Página oficial | |
| http://www.appadurai.org, https://www.arjunappadurai.org/ | |
Arjun Appadurai (* 1949 em Mumbai) é um antropólogo indiano conhecido pelos seus trabalhos sobre modernidade e globalização.
Nos anos 1990 Appadurai foi MacArthur Fellow no Instituto de Estudos Avançados em Princeton. Na Universidade de Pensilvânia foi co-director do Centro de Estudos Culturais Transnacionais. Ele também foi director do Chicago Humanities Institute.
Atualmente, é professor de antropologia e de línguas e civilizações da Ásia meridional na Universidade de Chicago; também é director do Globalization Project na mesma universidade, onde trabalhou sobre a relação entre violência étnica e representações do território nos modernos estados-nação. Ele também é reitor da Nova Escola de Pesquisa Social da cidade de Nova Iorque.
Na sua obra Dimensões culturais da globalização. A modernidade sem peias (que já se converteu em obra de referência no estudo de geografia humana), Appadurai apresenta uma teoria de ruptura (com o passado, a causa da modernidade que "anda decididamente à solta") que anuncia o fim do Estado-nação (mas não do "Estado territorial").
Ele critica a modernidade dizendo que é uma teoria que não corresponde à realidade. Então vai buscar outra teoria que poderia explicar a mudança que vivemos - sem dúvida existe um câmbio. Ele pergunta:
Os meios de comunicação de massas e as migrações de massas têm, segundo Appadurai, efeito decisivo sobre a obra da imaginação, e esta imaginação é a característica constitutiva da subjectividade moderna; por subjetividade moderna ele entende de certa maneira os "sentimentos de identidade" de cada um.
Para sustentar a sua teoria, Appadurai utiliza vários conceitos, entre outras coisas:
"Por fetichismo da produção entendo uma ilusão criada pelo local da produção transacional contemporânea que máscara o capital translação, os fluxos de lucro transacionais, a gestão global e muitas vezes trabalhadores distantes (empregues em diversos tipos de operações de produção de alta tecnologia) com o idioma e o espetáculo do controlo local (por vezes até operário), produtividade nacional e soberania territorial. Na medida em que vários tipos de zonas de comércio livre se tornaram modelos de produção transversal, em especial de mercadorias de alta tecnologia, a própria produção tornou-se fetiche, obscurecendo não as relações sociais enquanto tais, mas as relações de produção, que são cada vez mais transacionais. A localidade ( quer no sentido da fábrica ou posto de produção local , quer no sentido mais lato do Estado-nação ) torna-se um fetiche que disfarça as forças globalmente diversas e rege efectivamente o processo de produção. Isto gera alienação ( no sentido marxista) com dupla intensidade, pois o seu sentido social e agora composto por uma com picada dinâmica espacial cada vez mais global"
Com o exemplo do críquete na Índia Appadurai analisa o papel do críquete para o nacionalismo indiano e sobretudo para as identidades comunitárias das populações da Índia. Ele diz que o críquete se desenvolveu como instrumento oficioso da política cultural do poder colonial inglês. Segundo ele, o críquete destilou, constituiu e comunicou valores de elite vitorianos (desportivismo, sentido de jogo limpo, pleno controlo de expressão de sentimentos, .) à população indiana. O desporte mesmo entrou num processo de indigenização e contribuiu à descolonização da Índia.