| Data de criação ou fundação | 1936 |
|---|---|
| Título | Arre Burro |
| Género | teatro de revista |
| Autor | Vasco Santana, José Galhardo |
| Local de primeira apresentação | Teatro Variedades |
| País de origem | Portugal |
| Compositor | Raul Ferrão, Raúl Portela, Fernando de Carvalho |
| Data de primeira representação | 10 setembro 1936 |
Arre Burro! (Portugal,1936) é uma peça de teatro de revista que estreou no Teatro Variedades, e da qual saíram, a cantiga Arre Burro! e Fado do 17, que se tornaram êxitos populares.
Inicialmente intitulada Nove a Zero, foi alvo de censura e o título alterado para Arre Burro!, sendo com este que a peça se estreia no Teatro Variedades, no dia 10 de Setembro de 1936.
Produzida pela Companhia de Beatriz Costa, era composta por dois actos e 24 quadros, e tinha como autores dos textos: Alberto Barbosa, Amadeu do Vale (também conhecido como Augusto dos Santos), José Galhardo e Vasco Santana. Compositores como Raul Ferrão, Raul Portela e Fernando de Carvalho encarregam-se da parte musical.
Os cenários e figurinos ficaram a cargo de Pinto de Campos e Maria Adelaide Lima Cruz.
Numa altura em que se verificava o aumento da migração da população, do campo para a cidade, a revista abordava temas como o saber e a cultura popular, e parodiava de forma discreta o regime do Estado Novo. Isto está patente nas cantigas Arre Burro! e o Fado do 17, que se tornaram em grandes êxitos populares.
A revista marcou a história do teatro em Portugal, ao colocar em palco um burro.
Do elenco faziam parte nomes como: Beatriz Costa, António Silva, Hermínia Silva, Barroso Lopes, Josefina Silva, Vasco Santana, Virginia Soler, entre outros.
Foi uma das revistas de maior sucesso, das que passaram pelo Parque Mayer, e em particular pelo Teatro Variedades, tendo ficado dois anos em cena.
Arre Burro! cantada por Beatriz Costa, torna-se num dos seus grandes êxitos. Com letra de Alberto Barbosa, José Galhardo, Vasco Santana e Amadeu do Vale, e música de Raul Ferrão, fazia alusão à cultura e saberes populares. A cantiga era antecedida por um prólogo, durante o qual era projectada a imagem da actriz, que dialogava com ela.
Outro grande sucesso foi o Fado do 17 (também conhecido como o novo Fado do 31), que satirizava através de trocadilhos o Estado Novo e a figura de Salazar, através de palavras como falazar.