| Maria Adelaide de Lima Cruz | |
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| Nascimento | 1908 (118 anos) |
| Morte | 1985 (77 anos) |
| Nacionalidade | |
| Área | Pintura, ilustração, cenografia |
Maria Adelaide de Lima Cruz (Lisboa, Santa Engrácia, 1908 - Lisboa, Pena, 1985) foi uma pintora, ilustradora, cenógrafa e figurinista portuguesa.

Nasceu no dia 19 de Outubro de 1908, filha de Adelaide d'Almeida Lima Cruz (1898-1963) e de José Maria Augusto Chaves Cruz (1870-1947), então residentes na Rua da Graça. A mãe era pintora e professora de piano, e o pai engenheiro e fotografo amador. Era irmã de Maria Antonieta Lima Cruz (Lisboa, 1901-1957), musicóloga e museóloga.
Assim como a mãe e a irmã, foi discípula particular de Carlos Reis, com quem manteve uma relação próxima. Começou a expor os seus trabalhos muito cedo, quando tinha 11 anos, em 1920 e 1921 no Salão Bobone . Pela mesma altura, começou a colaborar na imprensa como ilustradora, datando a sua primeira publicação de 31 de Dezembro de 1921.
Ainda antes de completar 20 anos de idade foi chamada a colaborar com José Barbosa em Carapinhada (1928), uma revista muito inovadora onde deu alento luxuoso às montagens de Eva Stachino.
Em 1933, foi para Paris como bolseira da Junta de Educação Nacional, onde foi a primeira mulher a expor na Casa de Portugal (espaço de representação do SPN na cidade) e, no mesmo ano, expôs na Galeria Georges Petit.
Trabalhou também como decoradora e figurinista para o bailado, ópera e comédia (autora, por exemplo, dos figurinos para a ópera D. João IV, Teatro Nacional de São Carlos, 1940; música de Ruy Coelho, sobre libereto de Silva Tavares).
O seu estilo inicial, cosmopolita, colorido e elegante, adaptou-se bem ao teatro de revista e atingiu o ponto mais alto na década de 1930, como ficou patente na apoteose das Praias da revista Arre Burro! (Teatro Variedades, 1936), "onde mulheres que fumam se recortam um fundo de praia, sobre o qual está suspenso um chapéu de palha cheio de mulheres, todas muito sofisticadas, a que apenas Beatriz Costa dá um ar gaiato". Mais tarde "o seu traço tornou-se pesado, as suas cores maciças, os seus figurinos enormes e desajeitados".
"Estreada aos doze anos de idade como menina-prodígio, teve uma carreira irregular de ilustradora em estilizações mundanas e regionalistas imitando por vezes Barradas e Soares e ampliando-se em cenografias murais" como as que realizou para o antigo Casino do Estoril (1935) e para a Exposição do Mundo Português (1940).
Participou nas Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I. e em Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes (1ª Medalha de Desenho, 1944). Está representada em colecções públicas e privadas, nomeadamente no Museu do Chiado.
Faleceu no dia 21 de Março de 1985 na freguesia da Pena do concelho de Lisboa.