| Asellota | |||||||||||||||||||
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| Ocorrência: 215–0 Ma c. Noriano - Holoceno | |||||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
Dados deficientes | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
Asellota é uma subordem de crustáceos isópodes bentônicos ou às vezes epibentônicos, que habitam comumente ambientes aquáticos de água doce e de água salgada rasa ou mais comumente profunda entre as camadas do oceano batial à hadal, que podem ser cosmopolitas e ter uma morfologia completamente distinta de espécies próximas. Elas habitam diversos oceanos na Terra, incluindo 100 espécies descobertas e descritas em 9 expedições no navio de pesquisa Vityaz ao Pacífico Noroeste, e além disso possuem poucas informações sobre elas devido ao seu tamanho variando de poucos milímetros e sua profundidade comum.
A maioria de espécies de Asellota que habitam profundidades rasas à profundas, estão altamente distribuídas no Oceano austral e podem tender à diminuir em direção da zona abissal à zona hadal da Fossa Kurilas-Kamchatka ou Ilhas Kurilas, em direção à bacia abissal isolada das Kurilas, no Mar de Okhotsk e em direção do Fossa do Japão.

Em geral, a anatomia do Asellota é constituída de três regiões principais; o cefalão, o pereon e o pleon. A região cefálica é citada como cabeça, e é seguida de 7 segmentos divididos do pereon, que são chamados comumente de "pereonitos", e seus 7 apêndices são nomeados de "pereópodes". A cabeça também é seguida de 5 segmentos divididos do pleons, e são chamados de "pleonitos" e "pleotelson" (Fusão entre o segmento 6 e o télson), quanto os 5 apêndices do pereon são chamados de "pleópodes". E suas 2 antenas são chamadas comumente de "antênulas".
Pode-se identificar se um espécime é um macho ou feminino: se os oostegitos estiverem presentes o espécime é feminino e se houver um pênis (possivelmente fundido) ao esterno do pereonito 7 ou pleonito 1. Mas uma possível falta desses órgãos reprodutivos, indica que o individuo é juvenil ou imaturo.
Em geral, Asellota possuí uma complexa apomorfia morfológica baseada em uma monofilia filogenética, e isso se compreende pela divergência precoce das espécies dos 2 tipos de ambientes aquáticos, e também ocorre a divergência das linhagens dependendo da profundidade, onde ocorreu a divergência da linhagem das profundidas rasas para a família Munnopsidae baseada em uma monofilia, de altas profundidades. E a monofilia atribuída à subordem Asellota é sustentada linhagem-tronco curta deste grupo.
Os primeiros fósseis de Asellota descritos datam de 2016, quando os dois espécimes de provável gênero masculino do fóssil denominado Fornicaris calligarisi foram descobertos em material solto da formação geológica Dolomia di Forni, na margem do rio Tagliamento, perto da cidade de Forni di Sotto, província de Údine no nordeste da Itália. A formação geológica Dolomia di Forni foi datada do Noriano, no Triássico, e os espécimes do fóssil datados entre aproximadamente 210-215 milhões de anos.
Existem características na morfologia dos espécimes do fóssil; como pedúnculos oculares estreitos e alongados, urópodes diminutos e pereionito primário alargado.