Athyriaceae

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Athyrium filix-femina (ilustração).
Athyrium filix-femina (ilustração).
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Polypodiophyta
Clado: Tracheophyta
Classe: Polypodiopsida
Subclasse: Polypodiidae
Ordem: Polypodiales
Subordem: Aspleniineae
Família: Athyriaceae
Alston
Género-tipo
Athyrium
Géneros
Sinónimos
Athyrium niponicum.
Exemplar de Athyrium filix-femina.

Athyriaceae é uma família de pteridófitos terrestres da ordem Polypodiales que na classificação do Pteridophyte Phylogeny Group de 2016 (PPG I) é colocada na subordem Aspleniineae, agrupando dois géneros. Alternativamente, pode ser tratada como a subfamília Athyrioideae de uma família Aspleniaceae com circunscrição taxonómica muito ampla. A família tem distribuição cosmopolita.

Descrição

A família Athyriaceae agrupa fetos pertencentes à ordem Polypodiales, na Christenhusz et al. 2011 e no sistema PPG I (2016). A família não foi reconhecida pelo sistema predecessor de Smith et al. (2006), que inclui a maioria dos seus géneros em Woodsiaceae.

As espécies de Athyriaceae são terrestres ou litófitas, menos frequentemente aquáticas. Crescem a partir de vários tipos de rizomas, com espécies com rizoma curto ou longo, rasteiro ou ereto, ramificado ou não. A distribuição e evolução dos carácteres fenotípicos na família é complexa, e os géneros têm poucas características morfológicas constantes pelas quais possam ser identificados. Os esporângios têm talos com duas ou três células de largura no meio e contêm esporos monoletes castanhos.

As Athyriaceae apresentam uma distribuição mundial, particularmente o género Athyrium. A maioria das espécies de Athyriaceae são fetos terrestres de tamanho médio, crescendo em zonas de sombra no sub-bosque debaixo de árvores e arbustos.

Taxonomia

A família Athyriaceae foi criada por Arthur H.G. Alston em 1956, mas tem tido uma história variada. Em 2014, os taxonomistas Maarten Christenhusz e Mark Wayne Chase submergiram-na como a subfamília Athyrioideae dentro da família Aspleniaceae, estatuto que é mantido pela base de dados taxonómicos Plants of the World Online. Na classificação filogenética PPG I, de 2016, foi restaurada para o nível taxonómico de família.

A família Athyriaceae é um membro do clado eupolypods II (atualmente a subordem Aspleniineae), na ordem Polypodiales. Está relacionada com outras famílias do clado, como mostra o cladograma seguinte:

 eupolypods II  
 

Cystopteridaceae

 
 
 
 

Rhachidosoraceae

 
 
 

Diplaziopsidaceae

 
 
 

Aspleniaceae

 
 

Hemidictyaceae

 
 
 
 
 
 

Thelypteridaceae

 
 
 

Woodsiaceae

 
 
 
 

Onocleaceae

 
 

Blechnaceae

 
 
 

Athyriaceae

 
 
 
 
 
 

Géneros

Como circunscrita no sistema PPG I, a família Athyriacae contém os seguintes géneros:

A Checklist of Ferns and Lycophytes of the World reconhece três outros géneros, que outras fontes taxonómicas incluem em Athyrium:

Os géneros têm as seguintes relações filogenéticas:

PPG I Fern Tree of Life
 
 

Deparia

 
 
 

Diplazium

 
Athyrium s.l.
 

Anisocampium

 
 
 

Cornopteris

 
 

Athyrium s.s.

 
 
 
 
 
 
Deparioideae

Deparia

 
Athyrioideae
 
 

Ephemeropteris

 
 
 

Anisocampium

 
 
 
 

Pseudathyrium

 
 

Cornopteris

 
 
 

Athyrium

 
 
 
 
 

Diplazium

 
 
 

A classificação mais actualizada é a do PPG I, que veio substituir o sistema proposto por Christenhusz et al. em 2011, (por sua vez baseada no Sistema de classificação das monilófitas de Smith et al., de 2006, 2008); que também fornece uma sequência linear das licófitas e monilófitas:

5 géneros. (Anisocampium, Athyrium, Cornopteris, Deparia, Diplazium) Referências: Kato (1977), Wang et al. (2004).
Nota: Athyriaceae inclui a maioria dos géneros colocados por Smith et al. (2006a, 2008) em Woodsiaceae. A classificação dos géneros necessita de um estudo mais aprofundado, especialmente no contexto da monofilia de Athyrium e Diplazium.

Segundo Christenhusz et al. 2011 (baseada em Smith et al. 2006, 2008); que também fornece uma sequência linear das licófitas e monilófitas.

No passado, as Athyriaceae incluíam Cystopteris e Gymnocarpium (atualmente parte das Dennstaedtiaceae). A família foi incluída na família Woodsiaceae, mas uma família Woodsiaceae definida desta forma pode ser parafilética ao omitir as Onocleaceae e Blechnaceae (em 2006, a evidência não era clara).

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 PPG I (2016). «A community-derived classification for extant lycophytes and ferns». Journal of Systematics and Evolution. 54 (6): 563–603. doi:10.1111/jse.12229Acessível livremente
  2. 1 2 3 Rothfels, Carl J.; Sundue, Michael A.; Kuo, Li-Yaung; Larsson, Anders; Kato, Masahiro; Schuettpelz, Eric; Pryer, Kathleen M. (2012). «A revised family–level classification for eupolypod II ferns (Polypodiidae: Polypodiales)» (PDF). Taxon. 61 (3): 515–533. doi:10.1002/tax.613003. Consultado em 30 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 10 de julho de 2019
  3. 1 2 Christenhusz, Maarten J.M.; Chase, Mark W. (2014). «Trends and concepts in fern classification». Annals of Botany. 113 (9): 571–594. PMC 3936591Acessível livremente. PMID 24532607. doi:10.1093/aob/mct299
  4. 1 2 3 Christenhusz et al. 2011. A linear sequence of extant families and genera of lycophytes and ferns. Phytotaxa 19: 7-54. (pdf)
  5. 1 2 3 Preface to “Linear sequence, classification, synonymy, and bibliography of vascular plants: Lycophytes, ferns, gymnosperms and angiosperms” pdf
  6. 1 2 3 Corrections to Phytotaxa 19: Linear sequence of lycophytes and ferns pdf
  7. 1 2 3 A. R. Smith, K. M. Pryer, E. Schuettpelz, P. Korall, H. Schneider, P. G. Wolf. 2006. "A classification for extant ferns". Taxon 55(3), 705-731 ( pdf)
  8. ↑ «Athyrium Roth». Plants of the World Online. Royal Botanic Gardens, Kew. Consultado em 30 de julho de 2019
  9. ↑ «Athyriaceae Alston», Royal Botanic Gardens, Kew, Plants of the World Online, consultado em 30 de julho de 2019
  10. 1 2 Rothfels, Carl J.; Larsson, Anders; Kuo, Li-Yaung; Korall, Petra; Chiou, Wen-Liang; Pryer, Kathleen M. (2012). «Overcoming Deep Roots, Fast Rates, and Short Internodes to Resolve the Ancient Rapid Radiation of Eupolypod II Ferns». Systematic Biology. 61 (1): 490–509. PMID 22223449. doi:10.1093/sysbio/sys001Acessível livremente
  11. ↑ Lehtonen, Samuli (2011). «Towards Resolving the Complete Fern Tree of Life». PLOS ONE. 6 (10): e24851. Bibcode:2011PLoSO...624851L. PMC 3192703Acessível livremente. PMID 22022365. doi:10.1371/journal.pone.0024851Acessível livremente
  12. ↑ Hassler, Michael; Schmitt, Bernd (novembro 2019). «Athyriaceae». Checklist of Ferns and Lycophytes of the World. 8.11. Consultado em 27 de novembro de 2019. Cópia arquivada em 2 de setembro de 2017
  13. ↑ «Pseudathyrium Newman». Plants of the World Online. Royal Botanic Gardens, Kew. Consultado em 27 de novembro de 2019
  14. ↑ Schuettpelz, Eric; Pryer, Kathleen M. (2007). «Fern phylogeny inferred from 400 leptosporangiate species and three plastid genes» (PDF). Taxon. 56 (4): 1037–1050. JSTOR 25065903. doi:10.2307/25065903. Consultado em 30 de abril de 2012. Cópia arquivada (PDF) em 30 de abril de 2012
  15. ↑ Liu, Yea-Chen; Chiou, Wen-Liang; Kato, Masahiro (2011), «Molecular phylogeny and taxonomy of the fern genus Anisocampium (Athyriaceae)» (PDF), Taxon, 60 (3): 824–830, JSTOR 41317249, doi:10.1002/tax.603014, consultado em 30 de julho de 2019
  16. ↑ Nitta, Joel H.; Schuettpelz, Eric; Ramírez-Barahona, Santiago; Iwasaki, Wataru; et al. (2022). «An Open and Continuously Updated Fern Tree of Life». Frontiers in Plant Science. 13: 909768. PMC 9449725Acessível livremente. PMID 36092417. doi:10.3389/fpls.2022.909768Acessível livremente
  17. ↑ «Tree viewer: interactive visualization of FTOL». FTOL v1.3.0. 2022. Consultado em 12 dezembro 2022
  18. 1 2 Smith, A.R., Pryer, K.M., Schuettpelz, E., Korall, P., Schneider, H., & Wolf, P.G. (2008) Fern classification, pp. 417–467 en: Ranker, T.A., & Haufler, C.H. (eds.), Biology and Evolution of Ferns and Lycophytes. Cambridge , Cambridge University Press.
  19. ↑ Smith, Alan R.; Pryer, Kathleen M.; Schuettpelz, Eric; Korall, Petra; Schneider, Harald; Wolf, Paul G. (2006). «A classification for extant ferns» (PDF). Taxon. 55 (3): 705–731. JSTOR 25065646. doi:10.2307/25065646. Consultado em 26 de fevereiro de 2008. Cópia arquivada (PDF) em 26 de fevereiro de 2008

Bibliografia

Ligações externas