| Tipo de sítio | Site de notícias |
|---|---|
| Proprietário(s) | Cox Enterprises |
| Pessoas-chave | Jim VandeHei (diretor executivo) Mike Allen (editor executivo) Roy Schwartz (presidente) |
| Fundador(es) | Jim VandeHei Mike Allen Roy Schwartz |
| País de origem | Estados Unidos |
| Idioma(s) | inglês |
| Lançamento | 2016 |
| Sede | Arlington, Virgínia, Estados Unidos |
| Endereço eletrônico | axios.com |
| Estado atual | Ativo |
Axios (estilizado como ΛXIOS no logotipo) é um site comercial de notícias dos Estados Unidos, com sede em Arlington, Virgínia. Foi fundado em 2016 e lançado no ano seguinte pelos ex-jornalistas da Politico Jim VandeHei, Mike Allen e Roy Schwartz. O nome do site vem do grego antigo ἄξιος (áxios, "digno").
Os artigos da Axios costumam ser breves para facilitar uma leitura rápida. A maioria tem menos de 300 palavras e usa marcadores. Além das notícias, a Axios produz boletins informativos diários e semanais voltados a setores específicos, entre eles o Axios AM, de Allen, sucessor do boletim Politico Playbook que ele escrevia para o Politico.
Em setembro de 2022, a Cox Enterprises concluiu a aquisição da Axios por US$ 525 milhões.
VandeHei disse que queria que a Axios fosse uma "mistura entre The Economist e o Twitter", o que atraiu críticas. A empresa cobria inicialmente negócios, política, tecnologia, saúde e mídia. VandeHei disse que a Axios se concentraria na "colisão entre a tecnologia e áreas como burocracia, saúde, energia e infraestrutura de transportes". No lançamento, Nicholas Johnston, ex-editor-chefe da Bloomberg L.P., foi nomeado editor-chefe da publicação.
Em 2016, a Axios obteve US$ 10 milhões em uma rodada de financiamento liderada pela Lerer Hippeau Ventures. Entre os investidores estavam a parceira de mídia NBC News, a Emerson Collective de Laurene Powell Jobs, a Greycroft Partners e David e Katherine Bradley, proprietários da Atlantic Media. Em novembro de 2017, a empresa já havia levantado US$ 30 milhões. O plano era se concentrar em "negócios, tecnologia, política e tendências da mídia". A Axios obtém receita com publicidade nativa em formatos curtos e boletins informativos patrocinados. Nos primeiros sete meses, faturou mais de US$ 10 milhões.
Em janeiro de 2017, a Axios contratou Evan Ryan como vice-presidente executiva. Ryan havia sido secretária assistente de Estado para Assuntos Educacionais e Culturais e integrante da equipe do vice-presidente Joe Biden. Em setembro de 2017, a Comscore registrou 6 milhões de visitantes únicos para a Axios. Em novembro daquele ano, a empresa informou ter 200 mil assinantes em 11 boletins, com taxa média de abertura de 52%. No mesmo mês, anunciou que usaria um novo investimento de US$ 20 milhões para ampliar a análise de dados, o desenvolvimento de produtos e o crescimento da audiência, além de aumentar o quadro de funcionários de 89 para 150.
Em março e abril de 2019, o HuffPost e a Wired informaram que a Axios havia pago uma empresa para melhorar sua reputação, fazendo pressão por alterações nos artigos da Wikipédia sobre a Axios e Jonathan Swan.
Em julho de 2020, durante a primeira presidência de Donald Trump, a Axios recebeu US$ 4,8 milhões em empréstimos federais do Paycheck Protection Program para cobrir despesas salariais durante a pandemia de COVID-19. A empresa devolveu o dinheiro mais tarde. VandeHei explicou que os empréstimos haviam se tornado "politicamente polarizadores". Em setembro de 2020, o The Wall Street Journal informou que a Axios caminhava para registrar lucro naquele ano, "apesar da turbulência econômica decorrente do coronavírus, que levou a demissões em massa e cortes salariais em muitos veículos de mídia".
Em maio de 2021, o The Wall Street Journal informou que as negociações de fusão entre a Axios e o The Athletic haviam terminado. O The Athletic optou por buscar um acordo com o The New York Times.
Em 8 de agosto de 2022, a Axios anunciou que havia sido vendida à Cox Enterprises por US$ 525 milhões. Como parte da transação, a Axios separou a Axios HQ, que passou a ser uma empresa de software independente. Em 2022, a empresa tinha 500 funcionários. Pelo acordo, a Cox ficou com 70% da empresa, enquanto os funcionários e fundadores da Axios mantiveram os 30% restantes. A aquisição foi concluída no mês seguinte.
Desde 2021, a Axios lançou uma rede de boletins informativos locais nos Estados Unidos. A empresa também concentrou esforços em ampliar sua área de eventos.
Em março de 2023, a Axios demitiu Ben Montgomery, finalista do Prêmio Pulitzer, depois que ele chamou de "propaganda" um comunicado do Departamento de Educação da Flórida sobre um evento promovido pelo governador Ron DeSantis para "expor a fraude da diversidade, equidade e inclusão no ensino superior".
Em agosto de 2024, a Axios demitiu 50 funcionários, o equivalente a 10% de seu quadro total.
O conteúdo da Axios é desenvolvido para plataformas digitais, como Facebook e Snapchat, além do próprio site. Seus artigos normalmente têm menos de 300 palavras, pois a maior parte do conteúdo é voltada a leituras rápidas e concisas. Fora do site, o conteúdo da Axios é distribuído por boletins informativos sobre política, tecnologia, saúde e outros assuntos. Entre eles está um boletim diário do cofundador Mike Allen, que antes escrevia o boletim Playbook do Politico. Alguns boletins da Axios são gratuitos e outros, pagos. A empresa oferece o serviço de assinatura Axios Pro, que reúne vários boletins pagos, com preços a partir de US$ 599 por ano.
Repórteres da Axios fizeram participações na televisão pela NBC News e pela MSNBC por meio de um acordo fechado com a NBC em 2017. A parceria com a NBCUniversal incluiu participações de Allen no programa Morning Joe, da MSNBC.
Em 2021, a série documental Axios, da HBO, ganhou o Emmy de Notícias e Documentários na categoria de melhor entrevista pela entrevista com o presidente Donald Trump conduzida por Jonathan Swan.
No primeiro trimestre de 2026, a Axios reduziu sua produção de conteúdo em 22%, enquanto o tráfego aumentou 30%. Em maio, a Press Gazette apresentou os números como sinal de uma mudança na abordagem editorial.