| Bertelsmann Music Group | |
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Logotipo final usado de 2002 a 2004 | |
| Empresa detentora | RCA (1985–1986, 50%) General Electric (1986–1987, 50%) Bertelsmann (1985–2004) |
| Fundação | 1985, como RCA/Ariola International 1987, como Bertelsmann Music Group |
| Fechamento | 6 de agosto de 2004 |
| País de origem | Estados Unidos |
| Localização | Nova Iorque, Nova Iorque |
O Bertelsmann Music Group (BMG) foi uma divisão da empresa alemã Bertelsmann. Suas operações de música gravada foram reunidas às da Sony Music na Sony BMG Music Entertainment em 2004, e a Bertelsmann manteve uma participação de 50% na nova companhia. Em 1 de outubro de 2008, a Sony Corporation of America comprou essa participação, e a Sony BMG passou a se chamar Sony Music Entertainment Inc. A Bertelsmann lançou a BMG Rights Management no mesmo mês, dedicada à administração de direitos musicais.
Embora o nome Bertelsmann Music Group tenha sido adotado em 1987, a empresa teve origem na RCA/Ariola International, criada em 1985 para reunir as atividades fonográficas da RCA, por meio da RCA Records, e da Bertelsmann, por meio da Ariola Records e de selos ligados a ela, entre eles a Arista Records. O grupo reunia a BMG Music Publishing, então a terceira maior editora musical do mundo e a maior editora musical independente, e, a partir de agosto de 2004, a participação de 50% da Bertelsmann na Sony BMG, sociedade com a Sony que funcionou até 2008.
Em 1994, a BMG comprou a Casa Ricordi, editora italiana fundada em 1808.
Em março de 1998, a BMG vendeu sua editora de jogos eletrônicos BMG Interactive à Take-Two Interactive. A transação deu à Bertelsmann uma participação de cerca de 16% na Take-Two e transferiu, entre outros ativos, os direitos mundiais de publicação e distribuição de Grand Theft Auto. A Rockstar Games, pertencente à Take-Two, desenvolveu Grand Theft Auto como uma série.
A sociedade entre Sony e Bertelsmann que combinou as divisões de música gravada das duas empresas começou em agosto de 2004, com a criação da Sony BMG Music Entertainment. A fusão reduziu de cinco para quatro o grupo das maiores gravadoras multinacionais. A Sony BMG ficou com 21,5% do mercado mundial de música em 2004. As operações da Sony Music no Japão ficaram fora da sociedade, embora a BMG Music Japan pertencesse integralmente à Sony BMG.
Em março de 2006, a Bertelsmann estudava uma possível venda de sua participação na Sony BMG enquanto procurava levantar recursos com seus ativos de mídia. Em 2008, a Sony Corporation of America comprou a participação de 50% da Bertelsmann. A operação foi avaliada para a Bertelsmann em cerca de US$ 1,5 bilhão, e a companhia voltou a se chamar Sony Music Entertainment Inc. A compra foi concluída em 1 de outubro de 2008.
Ao sair do negócio de música gravada, a Bertelsmann manteve catálogos musicais europeus selecionados que haviam ficado fora da venda da Sony BMG. Esses direitos formaram a base da BMG Rights Management, aberta em outubro de 2008 para administrar direitos de gravações e de edição musical e trabalhar com artistas e compositores.
No Japão, Sony Music e BMG permaneceram separadas enquanto durou a sociedade. A BMG Japan pertencia à Sony BMG, enquanto a Sony Music Entertainment Japan ficava fora da empresa conjunta. Em outubro de 2008, as ações da BMG Japan foram transferidas para a Sony Music Entertainment Japan. Em outubro de 2009, sua divisão doméstica passou à Ariola Japan e a divisão internacional foi incorporada à Sony Music Japan International.
No Brasil, a BMG Ariola fabricou, armazenou e distribuiu CDs da Warner Music Brasil sob contrato. As vendas permaneciam a cargo da Warner, enquanto a BMG também fazia faturamento, análise de crédito e cobrança.
A MCA Records foi representada no país pela BMG/Ariola de 1991 a 1996, antes de se instalar como MCA Music Brasil e adotar o nome Universal Music no ano seguinte.
A BMG Ariola também fabricou e distribuiu LPs e fitas cassete da Som Livre, gravadora do Grupo Globo, entre o fim dos anos 1980 e o começo dos anos 1990.
As unidades abaixo passaram a integrar a Sony Music Entertainment após a compra da participação de 50% da Bertelsmann na Sony BMG:
A BMG Music Publishing, antes chamada RCA Music Publishing, não fez parte da fusão que criou a Sony BMG Music Entertainment. A empresa permaneceu no Bertelsmann Music Group até ser vendida à Universal Music Group por € 1,63 bilhão. O acordo de venda foi anunciado em 2006 e recebeu autorização da Comissão Europeia em 2007, quando a Universal integrou a empresa à Universal Music Publishing Group e retirou de uso o nome BMG. Sua sede ficava no número 245 da Quinta Avenida, em Nova Iorque, e a empresa mantinha 36 escritórios em 25 países.
A BMG Music Publishing controlava mais de um milhão de direitos autorais. Entre os compositores e artistas contratados pela empresa estavam Elvis Presley, Ann Wilson, Todd Terry, Julieta Venegas, Anastacia, Kylie Minogue, Jaguares, Diana Yukawa, Kent, Alcazar, Gloria Trevi, Angélica María, Dido, Lee Ryan, Ai Uemura, Julieta Venegas, the Troubadours, Powderfinger, Nelly, Rammstein, Milli Vanilli, Modern Talking, Slayer, *NSYNC (1997–1999), Shania Twain, Nikki Webster, Ville Valo, Christina Aguilera, Kelly Clarkson, Coldplay, Yellowcard, Hum, Rob Dougan, The All-American Rejects, Clannad, Iron Maiden, Maroon 5, Mayra Verónica, Backyard Babies, Hipster Daddy-O and the Handgrenades, Soda Stereo, Gustavo Cerati, Keane, HARD-Fi, Horace Andy, The Cure, the Killer Barbies, Joss Stone, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Elvis Costello, Paul Weller, Sara Evans, Sneaker Pimps, Take That (1991–1996), Five, Westlife, D-Pryde, Louis Tomlinson, Luke Friend, Mikolas Josef e Yung Gravy.
Por meio da Zomba Music Publishing, a BMG controlava direitos de Linkin Park, Britney Spears, Iron Maiden, 30 Seconds to Mars, R. Kelly, Justin Timberlake, Michael Jackson, Bowling for Soup, Daft Punk, Katatonia, Ne-Yo, Anthrax, Mudvayne e Poison. Os direitos europeus desses artistas passaram a ser controlados pela Concord Music Publishing, por meio da Imagem.
Compositores ligados à empresa escreveram canções que chegaram ao topo das paradas para Mariah Carey, Black Eyed Peas, Kenny Chesney, The Game, Mario, Rascal Flatts, Milli Vanilli, No Doubt, Thomas Anders, Jessica Simpson e 50 Cent. Seu catálogo também abrangia obras gravadas por Bob Dylan, Elvis Presley, Frank Sinatra e Roselyn Sánchez.
A BMG Music Publishing mantinha posições de liderança nos segmentos de música clássica e música cristã contemporânea.
Por meio de contratos internacionais de subedição, a BMG Music Publishing representava em diferentes territórios os catálogos de Famous Music Publishing, Walt Disney, Roadrunner Records, Leiber & Stoller, Fremantle Media, Pete Waterman e Malaco Records.
A BMG Music Publishing comprou a Complete Music em 2006.
A Brentwood-Benson Music Publishing era a editora de música cristã da BMG Music Publishing e controlava mais de 60.000 direitos autorais. Depois da compra pela Universal, passou a se chamar Universal Music Brentwood-Benson. Em 2013, a Brentwood-Benson foi unida à EMI Christian Music Publishing para formar a Capitol CMG Publishing, divisão editorial do Capitol Christian Music Group.
Quando a Sony comprou a participação da Bertelsmann na Sony BMG, a Bertelsmann conservou determinados catálogos musicais europeus e os direitos sobre a marca BMG. Esses ativos formaram a base da BMG Rights Management.
A Bertelsmann fundou a BMG Rights Management em outubro de 2008. Em julho de 2009, formou uma sociedade com a KKR para financiar a expansão da empresa. Em 2013, comprou a participação da KKR, tornando a BMG Rights Management uma subsidiária integral da Bertelsmann. A nova empresa ocupou o lugar do extinto Bertelsmann Music Group nas atividades musicais da Bertelsmann.
Entre 1995 e 2000, empresas do setor musical usaram acordos ilegais de comercialização, entre eles políticas de preço mínimo anunciado, para elevar artificialmente os preços de CDs e encerrar as guerras de preços iniciadas por redes de desconto como Best Buy e Target no começo dos anos 1990.
Um acordo firmado em 2002 envolveu Sony Music, Warner Music, Bertelsmann Music Group, EMI Music e Universal Music Group. Como compensação pela fixação de preços, as empresas concordaram em pagar US$ 67,4 milhões e distribuir US$ 75,7 milhões em CDs a organizações públicas e sem fins lucrativos, sem admitir irregularidades. Estimou-se que os consumidores haviam pago quase US$ 500 milhões a mais, chegando a um acréscimo de US$ 5 por álbum.