| Bertelsmann SE & Co. KGaA | |
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Logotipo usado desde 2011 | |
Sede em Gütersloh | |
| Nome(s) anterior(es) | Bertelsmann AG (1971-2012) |
| Privada | |
| Atividade | Meios de comunicação social |
| Fundação | 1 de julho de 1835 |
| Fundador(es) | Carl Bertelsmann |
| Sede | Gütersloh, Alemanha |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Proprietário(s) | Bertelsmann Stiftung |
| Pessoas-chave |
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| Empregados | 74.607 (2024) |
| Produtos |
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| Subsidiárias |
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| Ativos | € 32,951 bilhões (2024) |
| Receita | € 18,988 bilhões (2024) |
| Lucro | € 1,036 bilhão (2024) |
| Website | bertelsmann |
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Bertelsmann SE & Co. KGaA, mais conhecida como Bertelsmann (pronunciado [ˈbɛʁtl̩sˌman] (ⓘ)), é um grupo empresarial multinacional privado alemão, com sede em Gütersloh, na Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha. É um dos maiores conglomerados de mídia do mundo e atua também no setor de serviços e em tecnologia educacional.
A Bertelsmann foi fundada como editora por Carl Bertelsmann em 1835. Depois da Segunda Guerra Mundial, sob a direção de Reinhard Mohn, a Bertelsmann passou de uma empresa de médio porte a um grande conglomerado, oferecendo livros, televisão, rádio, música, revistas e serviços. Suas principais divisões são RTL Group, Penguin Random House, BMG, Arvato, Bertelsmann Marketing Services, Bertelsmann Education Group e Bertelsmann Investments. A Bertelsmann não tem ações negociadas em bolsa, mas se orienta pelo mercado de capitais, e permanece sob controle principalmente da família Mohn.

A origem do grupo está na C. Bertelsmann Verlag, editora fundada por Carl Bertelsmann em Gütersloh em 1 de julho de 1835. Carl Bertelsmann era ligado ao movimento protestante de avivamento de Minden-Ravensberg e publicava seus escritos. A C. Bertelsmann Verlag, que a princípio se especializou em literatura teológica, ampliou seu catálogo para livros escolares e didáticos. Nas décadas de 1920 e 1930, passou a publicar com frequência cada vez maior obras de ficção de entretenimento.
Na Alemanha Nazista, a editora conquistou uma posição de destaque com as Bertelsmann Volksausgaben, edições populares vendidas a preços baixos. Livros de aventura de guerra tiveram grande êxito comercial, entre eles Fliegerbuch, de Werner von Langsdorff, sobre aviação. Heinrich Mohn pertencia ao círculo de patronos da SS e procurou transformar sua empresa em um modelo de empreendimento nacional-socialista. Na Segunda Guerra Mundial, a C. Bertelsmann Verlag tornou-se uma das principais fornecedoras da Wehrmacht, superando até a Franz Eher, editora central do Partido Nazista. Entre 1939 e 1941, a receita da C. Bertelsmann Verlag cresceu rapidamente. Trabalhadores judeus submetidos a trabalho escravo não foram empregados em Gütersloh, mas em gráficas na Lituânia com as quais a C. Bertelsmann Verlag mantinha cooperação. Em 1944, a Reichsschrifttumskammer fechou a editora para "mobilizar todas as forças para a vitória". Outra causa foi um esquema ilegal envolvendo papel praticado por funcionários da editora, que resultou em julgamento em 1944.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a empresa apresentou-se à autoridade de controle dos Aliados como uma editora cristã que teria participado da resistência ao nazismo e sofrido perseguição. Os vínculos com organizações nacional-socialistas foram inicialmente negados. Quando se tornou público que haviam sido feitas declarações incorretas ou, no mínimo, insuficientes, Heinrich Mohn deixou a direção da editora. Reinhard Mohn, um de seus três filhos, assumiu a C. Bertelsmann Verlag. Hans Heinrich Mohn havia morrido na guerra, e Sigbert Mohn ainda era prisioneiro de guerra. Em 1947, os Aliados concederam à empresa uma licença para publicar. Depois da reforma monetária de 1948, uma retração no comércio livreiro levou a C. Bertelsmann Verlag a outra crise que ameaçou sua existência. Nessas condições, a Bertelsmann lançou em 1950 o Lesering, um clube do livro criado para estimular as vendas. Os clientes encomendavam livros por assinatura e recebiam descontos. O negócio foi se deslocando da edição para a venda de livros, mudança decisiva para a expansão seguinte.
Em 1959, a C. Bertelsmann Verlag passou por uma reorganização. A literatura teológica ficou a cargo da recém-criada Gütersloher Verlagshaus, reunida com a Rufer Verlag. Ficção, poesia e publicações de arte passaram para a Sigbert Mohn Verlag. A C. Bertelsmann Verlag concentrou-se em livros de não ficção, sobretudo dicionários, guias, obras de referência e periódicos. Nas décadas de 1950 e 1960, a Bertelsmann entrou em novas áreas. Em 1956, ingressou no mercado musical com o Bertelsmann Schallplattenring, um clube de discos. Dois anos depois, lançou a Ariola, que se tornou uma das gravadoras alemãs de maior êxito comercial, e quase simultaneamente criou a fábrica de discos Sonopress. Com a Kommissionshaus Buch & Ton, empresa de distribuição de livros e áudio da qual surgiu a Vereinigte Verlagsauslieferung (VVA), a Bertelsmann estabeleceu a base de seus negócios de serviços. Em 1964, a Bertelsmann comprou do Deutsche Bank a já desmembrada UFA e ampliou sua presença no cinema e na televisão. Em 1969, a Bertelsmann adquiriu participação na editora de revistas Gruner + Jahr. Uma fusão com a Axel Springer, planejada na mesma época e para a qual havia sido obtido temporariamente um empréstimo de milhões junto ao Westdeutsche Landesbank, fracassou em 1970.

A partir de 1971, a Bertelsmann passou a funcionar como sociedade anônima, Aktiengesellschaft ou "AG", com o nome Bertelsmann AG. As editoras de livros, que vinham se diversificando, foram reunidas no grupo editorial Verlagsgruppe Bertelsmann no fim da década de 1960. Em 1972, essa empresa mudou-se de Gütersloh para Munique. Divisões centrais permaneceram em Gütersloh, onde um novo edifício de escritórios foi construído em 1976 na sede oficial do grupo. O edifício é a sede da Bertelsmann e recebe o nome de Bertelsmann Corporate Center. O rápido crescimento da empresa trouxe problemas estruturais e financeiros. Na década de 1970, suas necessidades de financiamento chegaram ao ponto mais alto. Entre 1975 e 1980, por exemplo, a rentabilidade sobre as vendas caiu para menos de 1%. A Bertelsmann também enfrentou novas regras regulatórias em seu mercado doméstico, em especial leis sobre fusões empresariais. Grandes aquisições tornaram-se praticamente impossíveis. Ao mesmo tempo, o mercado alemão do Bertelsmann Lesering mostrava sinais crescentes de saturação, enquanto os clubes do livro estrangeiros respondiam pela maior parcela da receita dessa divisão.
A internacionalização iniciada na década de 1960 avançou. A Bertelsmann adquiriu, entre outras participações, ações das editoras Plaza & Janés, sediada em Barcelona, e Bantam Books, de Nova York. A Ariola abriu uma unidade nos Estados Unidos e, em 1979, a Bertelsmann adquiriu a Arista Records da Columbia Pictures. Durante a recessão de 1979-1980, discutiu-se a sucessão de Reinhard Mohn. Em 1981, ele passou ao conselho fiscal. Manfred Fischer, que antes dirigia a Gruner + Jahr, assumiu como presidente e diretor-executivo. Pela primeira vez, a Bertelsmann era dirigida por um executivo que não pertencia à família proprietária. Mark Wössner sucedeu Fischer como presidente e diretor-executivo em 1983. O caso dos diários falsificados de Hitler ocorreu no início de sua gestão e prejudicou a reputação da Gruner + Jahr e da Bertelsmann como um todo.
Mark Wössner aproximou as subsidiárias da sede em Gütersloh. Isso envolveu especialmente o desenvolvimento dos negócios e o controle de gestão. Sob sua direção, a Bertelsmann também adquiriu participação na RTL plus, primeira emissora privada de televisão da Alemanha. Em 1986, comprou participação majoritária na RCA Records e reuniu suas operações no mercado musical no novo Bertelsmann Music Group. A Sonopress, criada em 1958 para fabricar discos, não fazia parte do Bertelsmann Music Group e permaneceu na divisão industrial e de impressão. A empresa também comprou a Doubleday, outra editora conhecida. O grupo ganhou presença internacional e, por algum tempo, foi o maior grupo de mídia do mundo.
No exercício financeiro de 1990/1991, a Bertelsmann tinha mais de 45.000 empregados e vendas anuais de 14,5 bilhões de marcos alemães. Cerca de 63% dos negócios eram realizados fora da Alemanha, e os Estados Unidos eram o principal mercado estrangeiro. Depois da reunificação alemã e do fim da Guerra Fria, a Bertelsmann expandiu-se para a Alemanha Oriental, a Europa Central e o Leste Europeu. Em 1989, por exemplo, a primeira filial do Club Bertelsmann abriu em Dresden. Na década de 1990, a expansão da Internet como meio de comunicação de massa e mudanças na estrutura de propriedade passaram a afetar o desenvolvimento da empresa. Em 1993, Reinhard Mohn transferiu a maioria das participações de capital para a Bertelsmann Stiftung e assumiu a presidência da fundação. A fundação era financiada pelos lucros da empresa.

Em 1994, a Gruner + Jahr adquiriu as revistas do The New York Times, ampliando novamente a presença da Bertelsmann em mercados estrangeiros. A partir de 1995, a Bertelsmann passou a contar com uma divisão de multimídia. Seu núcleo era a AOL Europe, uma joint venture entre a America Online e a Bertelsmann. A Bertelsmann já havia adquirido antes uma participação direta na America Online. A divisão multimídia também reunia mediaWays e Pixelpark. Em 1997, a UFA se fundiu com a Compagnie Luxembourgeoise de Télédiffusion (CLT), formando um grupo de entretenimento sediado em Luxemburgo. A CLT-UFA permitiu à Bertelsmann diversificar fortemente seus negócios. Em 1998, Thomas Middelhoff sucedeu Mark Wössner como presidente e diretor-executivo da Bertelsmann. Middelhoff já integrava o conselho de administração da divisão multimídia. Wössner passou para o conselho fiscal da empresa e também assumiu a presidência da Bertelsmann Stiftung. Em março de 1998, a Bertelsmann vendeu sua editora de jogos eletrônicos BMG Interactive à Take-Two Interactive em troca de 16% das ações da Take-Two.
A mudança na administração coincidiu com a aquisição da Random House. Com a operação, o grupo tornou-se o maior grupo editorial da Anglofonia. A Random House foi fundida à Bantam Doubleday Dell, e a sede mundial das editoras da Bertelsmann foi transferida para Nova York. Em 1999, a Bertelsmann adquiriu a Springer Science+Business Media, que liderava, entre outros, os mercados de publicações de matemática e física. Em 2000, a Bertelsmann encerrou sua joint venture com a AOL Europe. A venda das participações à America Online rendeu bilhões à Bertelsmann. No mesmo ano, a Bertelsmann e a Pearson formaram o RTL Group a partir de suas subsidiárias de televisão. A Bertelsmann começou com uma participação minoritária e aumentou gradualmente sua fatia. Depois, obteve a maioria das ações da RTL por meio de uma troca acionária com o Groupe Bruxelles Lambert (GBL), que recebeu 25,1% da Bertelsmann.
Sob Thomas Middelhoff, a Bertelsmann ampliou seus negócios na Internet. O investimento no Napster recebeu ampla atenção da imprensa. Um dos objetivos da aquisição era conter a distribuição ilegal de material protegido por direitos autorais. Em 2001, porém, o serviço teve de ser fechado devido a disputas judiciais. A indústria musical apresentou várias reivindicações de indenização contra a Bertelsmann. Para financiar a expansão da Bertelsmann, Middelhoff propôs abrir o capital da empresa, ideia que provocou uma divergência profunda com a família Mohn. Em 2002, Gunter Thielen tornou-se presidente e diretor-executivo da Bertelsmann, mudança recebida com críticas por parte da imprensa.
Seguiu-se uma fase de consolidação para resolver problemas nos negócios centrais. A Bertelsmann vendeu empresas de comércio eletrônico deficitárias, entre elas a loja virtual da Barnes & Noble. A Gruner + Jahr vendeu o Berliner Zeitung, e a editora científica BertelsmannSpringer foi separada do grupo. No exercício financeiro de 2003, a Bertelsmann anunciou que reuniria seu negócio musical em uma joint venture com a Sony. Cada empresa ficou com metade das ações. A operação buscava responder à queda nas vendas do mercado musical. Gunter Thielen também iniciou a recompra das ações pertencentes ao Groupe Bruxelles Lambert, e a família Mohn recuperou o controle integral da Bertelsmann em 2006. A operação também foi financiada pela venda do negócio de edição musical ao Universal Music Publishing Group, da Vivendi. Durante a gestão de Thielen, o número de empregados da Bertelsmann ultrapassou 100.000 pela primeira vez.

Em 2008, Hartmut Ostrowski foi nomeado presidente e diretor-executivo. A Bertelsmann vendeu sua participação na Sony BMG, que passou a operar como Sony Music Entertainment. Ainda em 2008, a Bertelsmann adquiriu os direitos da Brockhaus Enzyklopädie, que passou a ser publicada pela Wissen Media Verlag. No fim de 2011, Ostrowski anunciou de forma inesperada que deixaria a Bertelsmann por motivos pessoais não especificados. Em 2012, a Bertelsmann deixou de ser uma AG e adotou sua forma jurídica de sociedade em comandita por ações, Kommanditgesellschaft auf Aktien ou "KGaA", tendo como sócia-gerente uma sociedade anônima europeia, Societas Europaea ou "SE". Thomas Rabe passou a exercer a presidência e a função de diretor-executivo em 2012.
Em 2013, a Bertelsmann colocou parte de suas ações do RTL Group em negociação na bolsa, usando os recursos da venda para financiar a expansão. No mesmo ano, a Penguin Random House tornou-se a maior editora de livros do mundo. A Bertelsmann adquiriu a totalidade da Gruner + Jahr em 2014. Sob Thomas Rabe, o grupo também ampliou seus investimentos em educação. Em 2014, por exemplo, adquiriu a Relias Learning. A empresa passou a integrar o Bertelsmann Education Group, criado em 2015. O Club Bertelsmann foi encerrado, e alguns parceiros de distribuição recorreram à Justiça contra a decisão. Em 2016, as operações de impressão foram reunidas no Bertelsmann Printing Group.
Em 2016, a Bertelsmann diversificou sua base ao adotar uma estrutura com oito divisões. Em 2017, reforçou seus negócios centrais e elevou sua participação na Penguin Random House de 53% para 75%. Com a retirada parcial da Pearson, a Bertelsmann passou a deter uma maioria estratégica de três quartos no grupo editorial.
Mudanças na administração aproximaram a Arvato do grupo. Desde então, os dirigentes dos diferentes "Solution Groups" da divisão respondem diretamente a integrantes do conselho executivo da Bertelsmann. A empresa avaliou opções estratégicas para sua operação de gestão de relacionamento com clientes e, em 2018, criou uma empresa de CRM em cooperação com o Saham Group. A nova empresa, Majorel, tornou-se uma das maiores do setor na Europa, no Oriente Médio e na África.
A expansão na educação avançou em 2018 com a aquisição da empresa norte-americana OnCourse Learning, uma das maiores aquisições do grupo no mercado dos Estados Unidos. A OnCourse Learning oferece educação continuada e aperfeiçoamento profissional por meio de cursos digitais voltados a clientes dos setores de saúde e serviços financeiros. A Bertelsmann financiou dezenas de milhares de bolsas da Udacity em 2017 e 2019 para treinamento avançado de participantes em áreas como big data, computação em nuvem e inteligência artificial.
A Bertelsmann também incentivou maior cooperação entre suas divisões e abriu espaço para projetos com outros grupos de mídia. Um exemplo é a Ad Alliance, lançada em 2017, na qual Mediengruppe RTL Deutschland e Gruner + Jahr reuniram a comercialização de seus espaços publicitários. As áreas de comercialização da editora Der Spiegel, da Axel Springer e da Funke Mediengruppe também aderiram à Ad Alliance, cujo portfólio alcança mais de 99% da população alemã.
Em 2019, a Bertelsmann reforçou a cooperação no mercado alemão de conteúdo com a criação da Content Alliance, dirigida por Julia Jäkel. A iniciativa reúne as redes de televisão e rádio da Mediengruppe RTL Deutschland, a produtora de televisão UFA, a editora Random House, a Gruner + Jahr e a empresa musical BMG. A Bertelsmann Content Alliance desenvolve formatos conjuntos e oferece produtos e serviços a profissionais de criação.
Em 25 de novembro de 2020, foi anunciado que a Bertelsmann compraria a editora norte-americana Simon & Schuster da ViacomCBS por mais de US$ 2 bilhões. A aquisição acabou bloqueada em uma ação antitruste movida pelo governo de Joe Biden. Em 31 de outubro de 2022, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Washington, D.C., decidiu contra a operação. Em 14 de dezembro de 2020, a Bertelsmann iniciou negociações para vender a editora francesa de revistas Prisma Media, divisão da Gruner + Jahr, à Vivendi. A venda foi concluída em 31 de maio de 2021. Em 29 de janeiro de 2021, a Bertelsmann começou a avaliar a venda de sua participação de controle no canal francês M6.
A Bertelsmann tem uma estrutura descentralizada. As divisões trabalham em grande medida de forma independente, enquanto a holding assume tarefas centrais, como as finanças corporativas. Em 2016, a Bertelsmann adotou uma estrutura de oito divisões. Entre elas estão RTL Group, voltado a televisão e rádio, Penguin Random House, na edição de livros, BMG, em direitos musicais, Arvato Group, em serviços, Bertelsmann Education Group, em educação, Bertelsmann Marketing Services, em marketing, e Bertelsmann Investments, em investimentos.

O RTL Group é uma das principais empresas europeias de entretenimento e tem sede em Luxemburgo. Mantém canais comerciais privados de televisão e rádio em diferentes países, entre eles RTL e VOX, na Alemanha. Em 2015, lançou a RTL Digital Hub, unidade dedicada a vídeos para a web. Empresas de produção, entre elas a Fremantle, também integram o RTL Group. Em janeiro de 1997, a Bertelsmann fundiu a UFA, de cinema e televisão, à Compagnie Luxembourgeoise de Télédiffusion (CLT). A fusão da CLT-UFA com a Pearson TV em 2000 deu origem ao RTL Group. A empresa tem ações negociadas em bolsa e pertence majoritariamente à Bertelsmann desde 2001. Depois da venda de ações em 2013, a participação ficou em 75,1%. Em 2024, o RTL Group registrou vendas de € 6,888 bilhões.

A Penguin Random House é a maior editora de livros do mundo. Foi criada em 2013 pela fusão das operações editoriais da Bertelsmann e da Pearson. Com a aquisição da Random House em 1998, a Bertelsmann já havia se tornado a maior editora de livros da Anglofonia. A empresa reúne cerca de 250 editoras em cinco continentes, entre elas Random House, Penguin Books, Doubleday, Knopf e Viking. A alemã Verlagsgruppe Random House, que reúne Goldmann, Heyne e outras editoras e tem sede em Munique, não faz parte da Penguin Random House, embora pertença à mesma divisão da Bertelsmann. A sede principal da Penguin Random House fica na Penguin Random House Tower, em Nova York. Desde 2020, a Bertelsmann detém 100% da empresa. Em 2024, a empresa registrou vendas de € 4,917 bilhões.

A BMG é uma empresa de edição musical com sede em Berlim. Seu catálogo reúne direitos sobre obras de artistas como Céline Dion, Jennifer Lopez, Ronan Keating e Britney Spears. A empresa foi criada em 2008, depois que o grupo deixou o mercado musical. Depois da venda da Sony BMG, a Bertelsmann conservou os direitos de cerca de 200 artistas, principalmente europeus. Em 2024, a BMG obteve receita de € 963 milhões. Em 2009, a KKR ingressou na BMG com participação majoritária de 51%, enquanto a Bertelsmann ficou com 49%. Em 2013, a Bertelsmann voltou a deter a totalidade da BMG, que passou a constituir uma divisão do grupo. Com a combinação entre BMG e Concord, concluída em 1 de setembro de 2026, a Bertelsmann passou a deter 67% da BMG, enquanto afiliadas da Great Mountain Partners ficaram com 33%.

A Arvato é uma prestadora internacional de serviços. A empresa adquiriu sua forma atual em 1999. Naquele ano, os setores industrial e de impressão da Bertelsmann foram reorganizados, com maior peso para os serviços em relação à impressão e à fabricação de máquinas. A Bertelsmann presta serviços desde a década de 1950, entre eles a distribuição de livros para outras editoras. A Vereinigte Verlagsauslieferung (VVA) integra a Arvato. A empresa presta ainda serviços de gestão de relacionamento com o cliente (CRM), gestão da cadeia de suprimentos (SCM), finanças e tecnologia da informação. A sede da Arvato fica em Gütersloh, e a empresa mantém unidades em 22 países. Em 2024, as vendas do Arvato Group chegaram a € 3,871 bilhões.

Em janeiro de 2016, a Bertelsmann reuniu suas operações de impressão digital, offset e rotogravura no Bertelsmann Printing Group. O grupo tornou-se o maior do setor na Europa. Sua sede fica em Gütersloh. O Bertelsmann Printing Group reúne GGP Media, Mohn Media, Prinovis, Sonopress, Vogel Druck, outras empresas e a Be Printers. A Be Printers surgiu em 2012 como uma separação da Arvato destinada a reunir as operações de impressão do grupo. O setor enfrenta há anos a queda das tiragens impressas. Em 2023, o Bertelsmann Printing Group passou a se chamar Bertelsmann Marketing Services. Em 2024, a divisão registrou vendas de € 1,088 bilhão.

O Bertelsmann Education Group atua no setor educacional. Foi criado em 2015 e tem sede em Nova York. Entre suas empresas e instituições estão a Alliant International University e a Relias Learning. A aquisição da Relias Learning em 2014 formou a base do Bertelsmann Education Group e foi a maior aquisição da Bertelsmann desde a compra da Random House. Em 2016, a Relias adquiriu a AHC Media, que passou a se chamar Relias Media. Em 2024, o Bertelsmann Education Group obteve vendas de € 924 milhões.

A divisão Bertelsmann Investments reúne os investimentos da Bertelsmann em empresas emergentes. A Bertelsmann Digital Media Investments tem sede em Gütersloh e, desde 2014, concentra-se principalmente nos Estados Unidos. Há também os fundos Bertelsmann Asia Investments, Bertelsmann Brazil Investments e Bertelsmann India Investments, voltados às regiões de crescimento escolhidas pela holding. A Bertelsmann Investments mantém participações em mais de 100 empresas emergentes, quase todas ligadas à economia digital. Em 2024, suas vendas chegaram a € 563 milhões.
A divisão DirectGroup Bertelsmann operava clubes de venda de livros, lojas virtuais, redes de livrarias e editoras em oito países quando foi extinta como divisão em 2011.
A empresa foi formada em julho de 2000 e era dirigida por Fernando Carro. Seus cerca de 15 milhões de clientes geraram receita de € 1,246 bilhão em 2009.
De 1971 a 2012, a Bertelsmann foi uma sociedade anônima regida pelo direito alemão, uma Aktiengesellschaft. Depois, foi transformada em uma sociedade em comandita por ações, Kommanditgesellschaft auf Aktien. A sócia-gerente é uma sociedade anônima europeia, Societas Europaea. Um dos motivos para a mudança era abrir a empresa a investidores, permitindo que participassem do financiamento da expansão. A imprensa tratou a mudança da forma jurídica como uma "mudança de era", pois ela também permitiria uma abertura de capital. A medida, porém, não foi concretizada. A Bertelsmann atua no mercado de capitais, inclusive por meio da emissão de obrigações. Desde 2001, prepara suas demonstrações financeiras pelas Normas Internacionais de Relatório Financeiro.
A nova forma jurídica não alterou a propriedade da Bertelsmann. Nas décadas de 1970 e 1980, a família Mohn desenvolveu a Bertelsmann Stiftung, que detém a maioria das ações da Bertelsmann desde 1993. Considerações tributárias também estiveram entre os motivos da operação. A estratégia também buscava garantir a continuidade da empresa. A família Mohn detém 19,1% das ações. As fundações Bertelsmann Stiftung, Reinhard Mohn Stiftung e BVG Stiftung somam 80,9%. A Bertelsmann Verwaltungsgesellschaft mbH (BVG) exerce forte controle sobre o grupo ao reunir todos os direitos de voto da família Mohn e das fundações que possuem participações. Em conjunto, essas partes controlam 100% dos votos nas assembleias gerais da Bertelsmann SE & Co. KGaA e de sua sócia-gerente, Bertelsmann Management SE.
A Bertelsmann SE & Co. KGaA é administrada pela Bertelsmann Management SE. Thomas Rabe preside o conselho executivo da Bertelsmann Management SE. Outros integrantes do conselho executivo incluem Markus Dohle, Immanuel Hermreck, Bernd Hirsch e Anke Schäferkordt. Em 2012, a Bertelsmann criou ainda o chamado Group Management Committee, destinado a aconselhar o conselho executivo em assuntos de maior alcance. Parte da imprensa chamou atenção para a quantidade relativamente alta de mulheres nomeadas para esse comitê. A Bertelsmann SE & Co. KGaA e a Bertelsmann Management SE têm conselhos fiscais responsáveis por supervisionar a administração. Em 2013, Christoph Mohn assumiu a presidência dos dois órgãos. Liz Mohn e Brigitte Mohn, da família Mohn, também integram os conselhos fiscais das duas empresas.
Desde a década de 1970, a sede da Bertelsmann fica no distrito de Avenwedde, em Gütersloh. O complexo ocupa cerca de 26.100 m². Os edifícios de escritórios foram construídos em 1976 e ampliados em 1990. Além das instalações corporativas, a sede em Gütersloh abriga a Bertelsmann University, instituição de formação voltada aos executivos do grupo. Em 1992, a Bertelsmann comprou o Bertelsmann Building, em Nova York, e instalou ali sua sede norte-americana. O edifício foi vendido em 2004. O escritório de representação em Berlim abriu em 2003 no Kommandantenhaus, no centro da cidade. A expansão internacional levou à criação de outros escritórios corporativos em Pequim, em 2006, Nova Deli, em 2012, e São Paulo, também em 2012.
Consideradas todas as divisões, a Bertelsmann mantém quase 350 unidades no mundo. A maior parte fica na Europa, de onde vem a maior parcela da receita do grupo. O grupo passou a dedicar atenção crescente aos mercados de Brasil, China e Índia. No Brasil, os esforços se concentraram sobretudo na expansão das atividades de educação. A Bertelsmann atua na China desde 1992, e as divisões do grupo mantêm presença no país. Na Índia, a Bertelsmann concentra parte de seus esforços de crescimento no comércio eletrônico.
Na década de 1990, surgiram questionamentos sobre a atuação da Bertelsmann na Alemanha Nazista. O debate ganhou força após um discurso do presidente e diretor-executivo Thomas Middelhoff, em Nova York, ao receber o prêmio Vernon A. Walters em 1998. Middelhoff apresentou a Bertelsmann como uma das poucas empresas de mídia não judias fechadas pelos nacional-socialistas por supostamente publicar literatura subversiva. Essa interpretação recebeu críticas severas, entre elas as do publicista Hersch Fischler. A controvérsia levou a empresa a criar, em 1998, uma Comissão Histórica Independente, conhecida pela sigla IHC. A comissão foi presidida por Saul Friedländer e teve como outros integrantes Norbert Frei, Trutz Rendtorff e Reinhard Wittmann. A IHC apresentou um relatório provisório em 2000 e publicou seu relatório final em 2002. O documento concluiu, entre outros pontos, que a alegação de que a C. Bertelsmann Verlag teria resistido ao nacional-socialismo era claramente incorreta. Não foi possível comprovar que a empresa tivesse sido "fechada como editora da resistência". O historiador Volker Ullrich escreveu no semanário Die Zeit que a ideia de uma "editora da resistência" não tinha fundamento. Os arquivos da IHC estão disponíveis ao público no arquivo empresarial da Bertelsmann em Gütersloh desde 2003. Em outubro de 2002, o grupo manifestou publicamente pesar por sua "conduta sob os nazistas e pelos esforços posteriores para encobri-la".