| Banco Digimais | |
|---|---|
| Razão social | Banco Digimais S.A. |
| Nome(s) anterior(es) | Banco Renner (1981-2020) |
| Empresa de capital fechado | |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Fundação | 1981 (45 anos) |
| Fundador(es) | Família Renner |
| Sede | Porto Alegre, Rio Grande do Sul |
| Área(s) servida(s) | Possui 7 filiais, em 3 estados |
| Proprietário(s) | Edir Macedo |
| Presidente | Aldemir Bendine |
| Pessoas-chave | Edir Macedo, Cristiano Fraga, Joelson Boeira, Thiago Urbaneja, Fernanda Grecco Alves, Fernando Pajares, João Urbaneja |
| Empregados | 257 colaboradores |
| Clientes | 109 800 |
| Produtos | Conta-corrente, cartões, câmbio, crédito e investimentos |
| Empresa-mãe | Grupo Record |
| Website | www |
Banco Digimais, antigo Banco Renner, é um banco brasileiro inaugurado em 1981 pela família Renner, com sede em Porto Alegre. É de propriedade de Edir Macedo e controlado pelo Grupo Record. A instituição financeira é focada em crédito consignado e financiamento de veículos. Possui 7 filiais, mais de 100 mil clientes e 5 administradores-chave (contando com o Grupo Record), contando com um lucro de quase 1 bilhão de reais em 2016.
O banco é especializado no financiamento de carros, tendo sido apontado como o quarto com a maior taxa de juros em 2025. Em 2026, de acordo com peritos consultados pelo Estadão, estaria realizando manobras financeiras para esconder um prejuízo multimilionário.
Em 25 de outubro de 2009, o grupo de mídia controlador da RecordTV, o Grupo Record, anunciou a aquisição de 40%. Em 2013, o Banco Central confirmou a operação anunciando que Edir Macedo e sua esposa, Ester Bezerra, são investidores estrangeiros, pois têm domicílio no exterior. Mas o percentual estabelecido no decreto subiu de 40% para 49% porque “foram feitos ajustes” desde que as partes decidiram fechar o negócio.
Em julho de 2020, após aval do Banco Central, Edir Macedo comprou o restante da operação do banco que pertencia à família Renner. Na ocasião, havia um plano para mudança de nome da instituição, devido a sua associação com seus proprietários originais e com a varejista Renner, também fundada pelo Grupo A. J. Renner e vendida em 1965. Em 13 de julho, a Sisbacen (sistema de informações do Banco Central) informou oficialmente a mudança de nome para Banco Digimais.
Em janeiro de 2025, o Banco Digimais anunciou um acordo para a transferência de seu controle societário de Edir Macedo para o empresário Maurício Quadrado, ex-executivo do Banco Master. No entanto, a operação foi vetada pelo Banco Central do Brasil em fevereiro de 2026, após a liquidação extrajudicial do Banco Master e do Will Bank. O regulador justificou o veto devido ao agravamento da crise financeira da instituição, que registrou prejuízos acumulados (incluindo cerca de R$ 744 milhões em 2022), e ao risco sistêmico associado a gestores ligados a instituições liquidadas.
Irregularidades de operação vieram à tona, com operações comparadas às de bancos como o Master, incluindo a venda de carteiras de crédito fraudulentas, que acabaram indo parar na justiça. No começo de 2026, estimativas de mercado indicavam que o patrimônio líquido da instituição estava negativo em 8,5 bilhões de reais.
Após a polêmica, o banco foi vendido ao BTG Pactual, que também controla o Banco Pan por um valor não divulgado. O negócio depende da aprovação pelo Banco Central e também pelo CADE. Desde dezembro de 2025, a instituição é presidida por Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras.
Em 23 de junho de 2026, o Banco Digimais foi alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A Justiça Federal em São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens e valores de até R$ 670 milhões dos investigados.
No mesmo dia, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) abriu um processo para investigar o aporte de 90 milhões de reais da Cedae no Banco Digimais, alvo de uma operação da PF.