| Bastet | ||||
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| Nascimento | Adorada em Bubástis | |||
| Parentesco | Rá | |||
| Cônjuge | Ptá | |||
| Filho(a)(s) | Mihos | |||
Bastet (em egípcio: bstt; em copta: Ⲟⲩⲃⲁⲥⲧⲉ; romaniz.: Oubaste) ou Bast, na mitologia egípcia, foi uma deusa felina, cultuada desde ao menos a II dinastia (ca. 2 890 a.C.). É considerada filha do deus Rá, e uma versão mais “dócil” da deusa Sekhmet, que seria sua irmã.
Nos primeiros hieróglifos egípcios, o seu nome parece ter sido bꜣstt. Na escrita egípcia, o segundo -t marca uma desinência feminina, mas normalmente não era pronunciado, e o álefe ꜣ pode ter se movido para uma posição antes da sílaba acentuada, ꜣbst. No primeiro milênio, então, bꜣstt teria sido algo como *Ubaste (<*Ubastat) na língua egípcia, mais tarde se tornando o copta Oubaste.
O culto a Bastet e a Sekhmet foi muito popular no Antigo Egito, o que levou à proliferação de cemitérios de múmias votivas de felinos, com destaque para as cidades de Bubástis, Saqqara, Tebas, Dendera e Abidos. Além disso, também eram usados nos rituais devocionais amuletos e estátuas votivas de gatos, que funcionavam como intermediários entre os humanos e os deuses.
As múmias votivas eram feitas sob encomendas nos templos e santuários devotos aos deuses felinos. Havia uma fazenda de animais e uma necrópole de animais próximo aos templos para este fim. Assim, os gatos eram mortos, geralmente pela quebra do pescoço ou por estrangulamento, secos e enfaixados. Estes corpos dissecados eram depositados em esquifes e em imagens de bronze.
O grande número de devotos durante toda a história egípcia levou a produção de milhares de múmias, que hoje em dia podem ser encontradas em diversos acervos e museus ao redor do mundo, como na Casa Museu Eva Klabin.