É a segunda menor província, ocupando 0,7% da área total do país, e tendo uma população de 157 973 habitantes de acordo com o censo de 2023.
É conhecida desde o século XVIII como o "jardim da Suécia" (Sveriges trädgård).
Como província histórica, Blekinge não possui funções administrativas nem significado político, mas está diariamente presente nos mais variados contextos, como por exemplo em Blekingesjukhuset (Hospital de Blekinge), Blekinge Museum (Museu de Blekinge) e Blekinge Tekniska Högskola (Escola técnica superior de Blekinge).
Etimologia e uso
O topônimo Blekinge deriva de Blek, um nome dinamarquês antigo designando uma "baía com águas tranquilas" no sudoeste da província. Aparece pela primeira vez num texto inglês antigo do século IX como Blecingêg, e está registrado desde o século XII como Blegunc, Blekung, Bleking e Blekinge. Em latim, aparece como Blekingia, Blecingia, Blecongia e Blechingia.
Em textos em português costuma ser usada a forma original Blekinge.
“
Em várias províncias suecas, como Blekinge, por exemplo…
”
Condado atual
A província histórica de Blekinge coincide inteiramente com o atual condado de Blekinge.
A província de Blekinge
O condado da Blekinge
História
Blekinge é mencionada pela primeira vez no século IX pelo mercador e explorador Wulfstan de Hedeby. Segundo ele, a região pertencia à esfera de influência dos Suíones (svear), antepassados dos suecos.
Terá sido cristianizada no século XI, estando então integrada na Arquidiocese de Hamburgo-Bremen. Pertenceu à Dinamarca durante a Idade Média e a Idade Moderna - desde o século XI até o século XVII. Foi anexada na Suécia em 1658 pelo Tratado de Roskilde. Sob o Império Sueco, floresceu e algumas de suas cidades, como Karlskrona e Karlshamn, foram fundadas.
Desde então, perdeu a sua proeminência. O século XIX ficou marcado por um aumento excepcional da população e uma grande emigração sobretudo para os Estados Unidos. Em 1683, foi criado o condado de Blekinge.
Heráldica
O brasão de armas é representado por um carvalho com três coroas, tudo em cor dourada, contra um fundo azul.
Desde o planalto meridional da Suécia até à costa do mar Báltico, apresenta três zonas sucessivas: a região florestal (skogsbygden), com muitas coníferas; a região média (mellanbygden), com campos agrícolas e lagos, salpicados de faias e carvalhos; a região costeira (kustbygden), com muitas praias e ilhas. Os rios Mörrum, Ronneby e Lyckeby, oriundos da Småland, atravessam estas três zonas longitudinalmente, e desaguam no Báltico.
O seu litoral conta com o arquipélago costeiro de Blekinge, com mais de 1 000 ilhas e ilhotas, entre as quais se destaca Sturkö.
Suas principais cidades são Karlskrona (cidade naval), Karlshamn (porto) e Ronneby (cidade termal).
Blekinge é atravessada pela E22, seguindo a orla costeira da Escânia até à Småland. As estradas nacionais Rv 29, Rv 27 e Rv 28 a cortam paralelamente até chegarem à E22.
Uma linha ferroviária, proveniente de Malmo, acompanha a E22 de Sölvesborg a Karlskrona, onde outra linha inflete para norte em direção a Emmaboda, na Småland.
Entre os seus portos, têm especial destaque o porto de mercadorias de Karlshamn, e o porto de passageiros de Karlskrona, com ligação a Gdynia na Polónia.
A economia tradicional de Blekinge estava baseada na pesca, na navegação, na construção naval e na presença da marinha sueca desde o século XVII.
Hoje em dia (2024), as finanças de Blekinge estão sob pressão, tendo a província baixa percentagem de empresários, alto nível de desemprego, baixos lucros empresariais e baixos salários. A maior empresa de região é a Volvo Personvagnar Aktiebolag, com 2 125 postos de trabalho.
↑Correia, Paulo (Primavera de 2025). «Reino da Dinamarca – fichas de país»(PDF) (77). a folha – Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. pp.23–29. ISSN1830-7809. Consultado em 21 de janeiro de 2026
12Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Blekinge». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p.101. 101páginas. ISBN91-0-011462-6
↑Davi Pinheiro de Oliveira, Fábio Freitas Schilling Marquesan. «Gentrificação em Fernando de Noronha». Universidade de Fortaleza. Consultado em 16 de junho de 2020. Durante pesquisas realizadas com corretores imobiliários em Blekinge foi perguntado como era o mercado imobiliário
↑Läckberg, Camilla (2015). «Strömstad 1923». Teia de Cinzas. [S.l.]: Leya. ISBN9722058126. O GRANITO ERA CONSIDERAVELMENTE MAIS DIFÍCIL DE TRABALHAR EM BLEKINGE DO QUE NAS REGIÕES CONTÍGUAS À FRONTEIRA COM A NORUEGA. CONSEQUENTEMENTEOS CANTEIROS DE BLEKINGE GOZAVAM DE...
↑Ernby, Birgitta; Martin GellerstamSven-Göran MalmgrenPer AxelssonThomas Fehrm (2001). «Blekinge län». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p.76. 793páginas. ISBN91-7227-186-8
↑«Blekinge län». Bonniers Compact Lexikon (em sueco). Estocolmo: Bonnier lexikon. 1995–1996. p.113. 1301páginas. ISBN 91-632-0067-8
↑Oliveira, Davi Pinheiro de; Marquesan, Fábio Freitas Schilling (2019). «Gentrificação em Fernando de Noronha»(PDF). Caderno Virtual de Turismo (Universidade Federal do Rio de Janeiro). 19 (1): 103. ISSN1677-6976. Consultado em 16 de setembro de 2024. O Arquipélago de Blekinge se estende por quase toda a costa... de Blekinge, no sudeste da Suécia. As principais ilhas são: Aspö, Hasslö, Tärnö e Sturkö…
↑Ottosson, Mats; Åsa Ottosson (2008). «Blekinge». Upplev Sverige (Conheça a Suécia). En guide till upplevelser i hela landet (em sueco). Estocolmo: Wahlström Widstrand. p.38-48. 527páginas. ISBN9789146215998
↑Åsa Ottosson e Mats Ottosson (2012). «Blekinge». Upplev det bästa i Sverige[Conheça o melhor da Suécia]. Topplistor landskap för landskap (em sueco). Estocolmo: Bonnier Fakta. p.4-7. 118; 106páginas. ISBN9789174242126
↑Björklund, Lasse (2023). «Blekinge». Fånga Sverige (em sueco). Edsbro: SverigeInspiration. p.62. 120páginas. ISBN978-91-527-6191-5
Ernby, Birgitta; Gellerstam, Martin; Malmgren, Sven-Göran; Axelsson, Per; Fehrm, Thomas (2001). «Blekinge». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p.767. ISBN91-7227-186-8 !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
Magnusson, Lars (2005). «Blekinge». Se Sverige. Vägvisare till 650 smultronställen från Ales stenar till Överkalix (em sueco). Estocolmo: Prisma e Svenska turistföreningen. 288páginas. ISBN91-518-4471-0
Ottosson, Åsa; Ottosson, Mats (2012). «Det bästa av Blekinge». Upplev det bästa i Sverige (Conheça o melhor da Suécia). Topplistor landskap för landskap (em sueco). Estocolmo: Bonnier Fakta. 118páginas. ISBN978-91-7424-212-6
Pamp, Bengt (1988). «Namn på länder och landskap». Ortnamnen i Sverige (Nomes de localidades da Suécia) (em sueco). Lunda: Studentlitteratur. 199páginas. ISBN91-44-01535-6
Rydstedt, Bjarne; Andersson, Georg; Bladh, Torsten; Köhler, Per Olof; Thorén, Karl-Gustaf; Larsson, Mona (1987). «Blekinge». Land och liv 1 (em sueco). Estocolmo: Natur och kultur. 216páginas. ISBN91-27-62563-X !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
Sporrong, Ulf (2019). «Förromersk järnålder». Enciclopédia Nacional Sueca (em sueco). Gotemburgo: Universidade de Gotemburgo
Vilborg, Ebbe (2009). «Blekinge». Norstedts svensk-latinska ordbok (Dicionário Norstedts de Sueco-Latim). 28.000 ord och fraser (28 000 palavras e frases) (em sueco). Estocolmo: Academia Norstedts akademiska. 660páginas. ISBN9789172275720
Wahlberg, Mats (2003). «Örebro». Svenskt ortnamnslexikon (Dicionário das localidades suecas) (em sueco). Upsália: Språk- och folkminnesinstitutet e Institutionen för nordiska språk vid Uppsala universitet. ISBN91-7229-020-X
Wedsberg, Malin (1995). Sveriges landskap (Províncias da Suécia) (em sueco). Estocolmo: Almqvist & Wiksell. ISBN91-21-14445-1
Wilde, Jacob (1731). Sueciae - Historia Pragmatica. Estocolmo: Typis Hiftoriogr
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Blekinge