| Bluesky | |
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Logo da Bluesky, em uso desde 2023. | |
Captura de tela da interface de desktop da Bluesky, apresentando o perfil da Wikipédia em inglês, em março de 2025. | |
| Rede social | |
| Fundação | 2021 |
| Fundador(es) | Bluesky, PBLLC |
| Sede | Seattle, Washington, |
| Área(s) servida(s) | Global |
| Proprietário(s) | Jack Dorsey (2021-2024) Bluesky, PBLLC (2024-presente) |
| Presidente | Toni Schneider (interino) |
| Pessoas-chave | Jay Graber Jeremie Miller (criador do Jabber/XMPP) |
| Serviços | Microblog |
| Website | https://bsky.app/ https://bsky.social/ |
Bluesky (abreviada de Bsky), é um serviço de microblog e uma plataforma de mídia social descentralizada, criada por Jack Dorsey, um dos fundadores originais do Twitter. Os usuários tem a liberdade de compartilhar postagens curtas contendo postagens de texto, imagens e vídeos. A Bluesky é propriedade da Bluesky Social PBC, uma corporação sediada nos Estados Unidos.
Uma característica central do serviço é o uso de nomes de domínio como identificadores. Os usuários recebem um identificador de subdomínio genérico após se inscreverem (como @exemplo.bsky.social). Identificadores com o sufixo padrão *.bsky.social redirecionam para a página relevante do usuário quando acessados num navegador. Após se inscreverem, os usuários podem optar por verificar um domínio ou subdomínio. Segundo o site da empresa, o sistema foi projetado para ser um método de verificação da legitimidade e identidade do usuário, semelhante à verificação de URL de página para evitar ataques de phishing ou typosquatting.
A Bluesky começou através de uma iniciativa para desenvolver um protocolo de rede social descentralizado, de forma que múltiplas redes sociais, cada uma com seus próprios sistemas de curadoria e moderação, possam interagir com outras redes sociais por meio de um padrão aberto. Cada rede social que usa o protocolo é um "aplicativo". O protocolo, hoje chamado AT Protocol, não usa tecnologia blockchain.
O Authenticated Data Experiment (ADX), em meados de 2022, foi o primeiro lançamento de protocolo inicial da Bluesky. Ele usa repositórios de dados pessoais, controlados por usuários individuais, que as redes sociais podem opcionalmente suportar. Destina-se a permitir que os usuários compartilhem mensagens ou recursos de engajamento em redes sem afetar a moderação da rede doméstica do usuário, pois os dados são armazenados no repositório de dados pessoais e as redes podem limitar quais mensagens são permitidas.
A Bluesky lançou uma versão simplificada, nominada AT Protocol, em outubro de 2022, junto a uma documentação técnica.
O ex-CEO do Twitter, Jack Dorsey, anunciou pela primeira vez a iniciativa Bluesky em 2019. O CTO da empresa (e posteriormente CEO), Parag Agrawal, era seu gerente, convidando inicialmente membros do grupo de trabalho no início de 2020. O grupo se expandiu com representantes das redes descentralizadas já existentes Mastodon e ActivityPub. O grupo era coordenado através do software de chat Element. Em 2021, o Bluesky anunciou Jay Graber, que havia tido a primeira experiência no ramo de redes sociais com a startup Happening, para se tornar a nova liderança do projeto.
Em 2023, a rede social ganhou adeptos principalmente de usuários do X que estavam insatisfeitos com a aquisição daquela rede social pelo empresário Elon Musk.
Em 4 de maio de 2024, Jack Dorsey, cofundador do X, anunciou a sua renúncia do conselho administrativo do Bluesky. No dia seguinte, a Bluesky confirmou oficialmente a sua saída do conselho. Ele declarou que a plataforma estaria "cometendo os mesmos erros" do X, e apontou críticas referentes às políticas de moderação e à remoção de perfis contendo conotações racistas, após a renuncia de Jack Dorsey, Jay Graber foi anunciada como a nova CEO da Bluesky, que ficou no cargo por quase 2 anos.
Em 30 de agosto de 2024, a Bluesky ganhou um milhão de usuários brasileiros e bateu recordes de interações nos últimos três dias após o bloqueio do X no Brasil. Após o aumento significativo de usuários no país, a ex-CEO então, Jay Graber, assinalou a vontade da sua equipe em fazer da rede "um ótimo lugar para os brasileiros", e anunciou o desenvolvimento de recursos de vídeos e trending topics. Apesar de ter aproveitado o bloqueio do X no Brasil para crescer entre a comunidade de brasileiros, até setembro de 2024 a Bluesky também não dispunha de um representante no país, um dos principais motivos para o bloqueio da rede rival. Como justificativa, a empresa alegou ser uma empresa remota, sem uma sede em lugar algum do mundo.
Em 11 de setembro de 2024, a Bluesky anunciou a implementação do suporte a vídeos na plataforma. Com isso, a plataforma passou a aceitar vídeos com duração de até 60 segundos e nos formatos mp4, mpeg, webm e mov.
No final de janeiro de 2025, a empresa divulgou ter atingido a marca de 30 milhões de usuários e sua base segue crescendo. No mês seguinte o aplicativo Flashes, uma alternativa ao Instagram da Meta, foi disponibilizado para usuários do iPhone. O Flashes é um aplicativo construído sobre o mesmo protocolo do Bluesky, AT Protocol, e chegou primeiro para os usuários do iOS, sendo disponibilizado no dia 24 de fevereiro de 2025 na loja oficial da plataforma.
O lançamento do Flashes remete uma característica interessante: a de atender uma demanda por alternativas de código aberto e descentralizadas às redes sociais tradicionais. O acesso ao aplicativo é feito pelas mesmas credenciais utilizadas no Bluesky.
No dia 9 de março de 2026, Jay Graber anunciou sua renuncia do cargo de CEO da Bluesky, sendo substituída pelo Toni Schneider, atualmente CEO interino da rede social, que também já trabalhou como CEO na Automattic, conhecida por ser a dona do WordPress. Após Jay Graber sair do cargo de CEO, ela continua trabalhando na rede social como executiva-chefe de inovações.
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