| Bruno Vespa | |
|---|---|
Bruno Vespa em 2009 | |
| Nascimento | 27 de maio de 1944 (82 anos) |
| Residência | Roma, Itália |
| Nacionalidade | italiano |
| Cônjuge | Augusta Iannini |
| Filho(a)(s) | Federico, Alessandro |
| Ocupação | Narrador, apresentador, escritor e jornalista |
| Religião | católico |
| Website | www.brunovespa.net/ |
Bruno Paolo Vespa (L'Aquila, 27 de Maio de 1944) é um jornalista, apresentador de televisão e escritor italiano.
Já diretor do TG1, é criador e apresentador do programa de televisão "Porta a Porta", exibido pela Rai 1, a partir de 1996. Desde de 2014, é o diretor editorial da QN Quotidiano Nazionale.
Ele é casado com o magistrado Augusta Iannini, chefe do gabinete legislativo do Ministério da Justiça e nomeada membro da Autoridade Garante della Privacy, com quem teve dois filhos Federico e Alessandro.
Vespa começou a trabalhar desde muito jovem como colaborador para a imprensa local de Abruzzo: com dezasseis anos foi autor de artigos sobre desporto para a sede da Aquila do jornal quotidiano Il Tempo. Em 1962, com dezoito anos, ele torna-se repórter de rádio para a Rai, e em 1968 obteve uma licenciatura em direito (com uma tese sobre a liberdade de imprensa, e terminou em primeiro lugar num concurso nacional para rádio cronistas). Portanto, foi atribuído à equipa editorial do Telejornal unificado e, em seguida, a partir de 1976, do Tg1, no qual tornou-se correspondente especial. Em 1969, deu em direto a notícia de que Pietro Valpreda teria sido o culpado, e não o outro acusado, do massacre de Piazza Fontana. Disto arrependeu-se publicamente, apesar do fato de que à noite, o questor de Roma, foi entrevistado por Vespa para comunicar que o culpado do massacre tinha sido preso.
Entrevistou as principais figuras políticas da década de setenta e oitenta. Lembra-se em especial de uma entrevista feita em 1977 ao cardeal de Cracóvia, Karol Wojtyła, o futuro papa João Paulo II. O mesmo cardeal, tendo-se tornado Papa, ligou-lhe em direto em 1998 durante o programa Porta a Porta dedicado ao vigésimo aniversário do seu pontificado. Um caso sem igual na história do jornalismo internacional.
Em 1977, foi apresentador, juntamente com Arrigo Petacco, da rubrica televisiva de atualidade Tam Tam; em 1978, deu a notícia em directo, durante uma extraordinária edição do TG1 na tarde de 9 de Maio, da descoberta do cadáver de Aldo Moro; no mesmo ano em que se tornou apresentador do Ping Pong, programa de jornalismo com convidados no estúdio, uma espécie de precursor do programa porta-a-porta. Na noite de 2 de agosto de 1980, foi o primeiro a dar a notícia de que o massacre da estação ferroviária de Bolonha não foi o resultado de um acidente, como se acreditava até aquele momento (o que fora comunicado nas primeiras edições de todos os jornais), mas de um atentado feito com uma bomba, da qual Vespa mostrou pela primeira vez a cratera.
No mês de junho de 1984 era o comentador oficial do Tg1 em ocasião do funeral do secretário do Partido Comunista italiano, Enrico Berlinguer, ao vivo na Piazza San Giovanni, em Roma. No período da crise no Iraque-ONU (agosto de 1990-janeiro de 1991) foi o único jornalista italiano que entrevistou Saddam Hussein, apesar de governo italiano ser contrário à realização da entrevista. A partir de 1990 a 1993, foi diretor do TG1.
No período em que dirigia o principal noticiário da televisão estatal, fez declarações públicas que deram muito que falar, nas quais afirmou considerar o partido da Democracia Cristã o seu "editor de referência"; ele foi, portanto, acusado de não considerar as informações de um serviço público, e de produzir informações de acordo com os interesses da partidocracia.
Vespa disse que na realidade, sendo o Parlamento o editor da Rai, um acordo entre os partidos tinha atribuído à DC influência no primeiro canal, ao PSI influência sobre o segundo, e ao PCI sobre o terceiro, como foi confirmado depois por todos.
Desde 1996, lidera o programa de estudos culturais, políticos e de atualidade porta-a-porta, considerado uma das principais sedes do debate político italiano, tanto que tem sido ironicamente definido, pelo Senatore a Vita Giulio Andreotti, "a terceira câmara do parlamento italiano". É aqui que cinco dias antes das eleições políticas italianas de 2001, no dia 8 de Maio de 2001, Silvio Berlusconi, então líder da oposição, assinou o chamado "Contrato com os italianos".
Em 3 de abril de 2006, foi o moderador do segundo confronto televisivo entre o líder do centro-esquerda de Romano Prodi e o Presidente do Conselho de saída Silvio Berlusconi. Em 6 de abril de 2009 conduz um especial porta-a-porta sobre o terremoto que atingiu o Abruzzo: o programa especial abre com um serviço do mesmo Vespa conta, a partir de seu ponto de vista pessoal, o dano criado pelo terremoto em L'aquila, sua cidade natal.
Em ocasião do dia 15 de setembro de 2009 , conduz um especial porta-a-porta sobre a entrega de casas para as vítimas do terremoto de Abruzzo, despertando a ira da oposição de centro-esquerda, que acusam o jornalista de ter feito "propaganda" para o governo Berlusconi. Na realidade, as casas foram construídas em tempo recorde: Vespa, manteve-se sempre da opinião, como muitos outros, de que a gestão da emergência foi excelente, enquanto que a reconstrução do centro histórico ainda no início de 2012, apresentava fortes atrasos.
Em 2009, em 2010 e em 2011,conduz as noites do Prémio Campiello. Em 2011 apresentou em conjunto com Pippo Baudo o programa Centocinquanta, dedicado aos 150 anos da unificação da Itália. No mesmo ano, venceu o prémio Saint Vicent para a carreira, depois de te-lo ganho duas vezes (1978 e 2000) para a televisão. Também ganhou o Prémio Estense pela carreira.
Em 2010, juntamente com o seu filho Federico, começou um colaboração saltuária com a RTL 102.5, onde os dois conduzem um programa de aprofundamento na parte da manhã intitulada Non Stop News: Raccontami.
Vespa foi contestado por ter uma atitude considerada demasiado complacente em relação a política de direita. A polémica tem sido corroborado pela publicação da sua conversa por telefone com o porta-voz do então Ministro dos negócios Estrangeiros, Gianfranco Fini, interceptada pelo ministério público dia 4 de Maio de 2005. Durante o telefonema Vespa discutiu com o Salvatore Sottile - porta-voz - sobre a escolha do contendedor que Fini teria preferido no episódio de Porta a porta: em seguida, foi escolhido Piero Fassino. Despertou uma particular inquietação a frase de Vespa: "O episódio foi feito a sua medida".
Este episódio provocou críticas por parte dos vértices Rai: Claudio Petruccioli pediu uma investigação interna, comentando que "se esse era o andamento, Porta-a-Porta, baseava-se num método journalisticamente miserável". Vespa defendeu-se afirmando que "Com o porta-voz de Fini, tivemos uma cooperação frutuosa. Quando as interceptações serão publicados, na íntegra, irão saltar para fora divergências profundas com ele, e com outros porta-vozes. Típico de quem defende interesses diferentes".
Vespa esteve sempre no centro das polémicas, a respeito de uma tendência do jornalista a ser excessivamente amigável com Silvio Berlusconi. Em ocasião de um episódio especial de 15 de setembro de 2009, com convidado especial o Presidente do Conselho de ministros, os episódios de programas potencialmente concorrentes (Ballarò na Rai 3 e Matrix no Canal 5) foram suspensos e adiados para outra data. Em uma entrevista para Le invasioni barbariche Giorgio Bocca afirma: "Eu não considero Vespa um jornalista, eu considero-o um servo do regime".
Em 2009 causou sensação o seu pedido de aumento de salário de 33%: a partir de 1.200.000 euros, o novo contrato teria previsto um montante de 1.600.000 euros.
Vespa afirmou numa entrevista ao Corriere della Sera que "O Conselho da Rai pediu, e com razão, um aprofundamento. Se se consultarem contas e se fizerem comparações, algumas pequenas limalhas técnicas, são possíveis. Mas eu gostaria de ir além. Em tempos difíceis, temos de ser solidários. Tenho girado em torno de quase a totalidade dos proveitos,conferências e debates do trabalho humanitário. Agora eu gostaria de abdicar de 150 mil euros por ano do meu novo contrato (600 mil euros em quatro anos), se a Rai utilizasse esse valor para dez bolsas de estudo anuais, com o valor de 15 mil euros cada uma para admitir dez jovens, após uma cuidadosa seleção, a um concurso muito sério, como o que, quarenta anos atrás, me levou a mim e a trinta outros colegas para a Rai. Eu gostaria que uma quantidade semelhante (coletiva, não quero empobrecer ninguém...) a subscrevessem juntos, Santoro, Fazio, Dandini, Bignardi, Annunziata, Floris, de forma a atingir as vinte bolsas de estudo. Desde sempre em "Porta a porta" o modesto turn over é feito a olhar para os produtos dos candidatos antes de encontra-los. E muitos, é claro, nem os encontramos. Eu disse aos meus colaboradores: "eu não quero saber para quem vai o vosso voto, mas certifiquem-se de que eu não nunca me aperceba. Eu gostaria que aqueles dez ou vinte jovens fossem escolhidos assim. É um sonho? E eu continuo a perguntar-me: mas por que é que tudo isso só me acontece a mim?".
Gerou uma série de críticas e furor a sua decisão de convidar alguns membros do clã dos Casamonica para o seu programa dia 9 de setembro de 2015.
No mês de junho de 1984 era o comentador oficial do Tg1 em ocasião do funeral do secretário do Partido Comunista italiano, Enrico Berlinguer, ao vivo na Piazza San Giovanni, em Roma. No período da crise no Iraque-ONU (agosto de 1990-janeiro de 1991) foi o único jornalista italiano que entrevistou Saddam Hussein, apesar de governo italiano ser contrário à realização da entrevista. A partir de 1990 a 1993, foi diretor do TG1.
Novamente, dia 7 de Abril de 2016 decide convidar o segundo filho de Totò Riina, já um expoente do primeiro plano da organização mafiosa cosa nostra, despertando a mesma indignação.
Vespa durante a sua carreira jornalística tem sido várias vezes citado ou processado pelo que escreveu ou afirmou. Abaixo encontram-se descritos alguns dos processos que o envolveram:
Em abril de 2015 Vespa patteggia condenado a 10 dias de prisão e 14 000 euros de multa .
| Precedido por Nuccio Fava |
diretor do TG1 1990-1993 |
Sucedido por Albino Longhi |