Busologia é o termo utilizado para designar a atividade, geralmente praticada como hobby, do estudo do ônibus e dos assuntos relacionados a esse tipo de veículo, tais como história, sistemas de transportes, empresas operadoras, políticas públicas, fabricantes de veículos, motores e carrocerias. A busologia desenvolve-se a partir das atividades de colecionismo, desenhos, pinturas e fotografias, além de encontros, exposições e debates ligados ao ônibus.

A área de atuação da busologia inclui:
O que é mais discutido entre os busólogos?
No Brasil, calcula-se que a busologia deva atrair cerca de 13 mil adeptos no Brasil e 45 mil no mundo. A busologia vem se difundindo cada vez mais no país graças à internet, que favorece o encontro de fãs de ônibus em listas de mensagens, fóruns e comunidades virtuais. O grande número de adeptos se dá, também, pela predominância no Brasil do ônibus no transporte público urbano e rodoviário, o que atrai a curiosidade de muitos a respeito desses veículos e das empresas que os operam.
A Busologia começou em meados da década de 70 com alguns poucos amantes da arte. O senhor Augusto Antônio do Santos é conhecido como o "Pai da Busologia", pois é tido como o primeiro busólogo a fotografar ônibus na década de 70 em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitória. O hobby começou pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais e foi se espalhando por outros estados, e também em outros países.
A busologia hoje tem adeptos no Paraguai, Chile, Argentina, Costa Rica, Honduras, México, entre outros locais em todo mundo.
Estima-se que a grande maioria dos busólogos tenha entre 15 e 45 anos, embora, não raro, pessoas de mais idade participem de reuniões e comunidades de busologia. Os mais antigos, aliás, têm grande importância na preservação da história dos ônibus no país.
Esses busólogos citados começaram a praticar do hobbie nas décadas de 1970, 1980 e 1990 e todos eles tem materiais de varias épocas e dos mais variados tipos como catálogos e miniaturas e acervos fotográficos estimados em mais de 100 mil fotos cada um.
Na Região Metropolitana de São Paulo, concentra-se a maior quantidade e variedade de modelos de ônibus urbanos do Brasil em circulação. Considerando os sistemas da SPTrans e da EMTU, mais os sistemas das demais cidades da Grande São Paulo, há cerca de 20.000 ônibus circulando na região diariamente, entre eles o TopBus-Caio/Volvo biarticulado, que foi o maior ônibus do mundo e agora perde para o Neobus Mega BRT biarticulado de Curitiba (Paraná), que tem 28 metros de comprimento contra 27 do Top Bus. Em 2012, foi lançado na Alemanha o AutoTram Extra Grand, que possui 30 metros de comprimento, superando os 28 do Mega BRT curitibano.
Também na cidade de São Paulo, funciona o maior terminal de ônibus rodoviários da América Latina, e o segundo maior do mundo, o Terminal Rodoviário do Tietê, onde busólogos que se dedicam a esse tipo de hobby podem estudar e observar os inúmeros modelos. Próximo ao Tietê, há ainda o único museu dos transportes públicos, o Gaetano Ferrola. A cidade, desse modo, torna-se ambiente favorável para a prática da busologia.
O maior terminal rodoviário da América Latina é também o segundo maior do mundo. Foi inaugurado em 9 de maio de 1982, possui mais de 1.100 partidas diárias, 65 empresas operam nas 135 bilheterias e possui 304 linhas de ônibus.