| Canopo / Canopeia | |
|---|---|
| Dados observacionais (J2000) | |
| Constelação | Quilha (Carina) |
| Asc. reta | 06h 23m 57,11s |
| Declinação | -52° 41′ 44,38″ |
| Magnitude aparente | −0,74 |
| Características | |
| Tipo espectral | A9II |
| Cor (U-B) | 0,10 |
| Cor (B-V) | 0,15 |
| Astrometria | |
| Velocidade radial | 20,3 km/s |
| Mov. próprio (AR) | 19,93 mas/a |
| Mov. próprio (DEC) | 23,24 mas/a |
| Paralaxe | 10,55 ± 0,56 mas |
| Distância | 310 ± 20 anos-luz 95 ± 5 pc |
| Magnitude absoluta | −5,34 ± 0,13 (bolométrica) |
| Detalhes | |
| Massa | 8,0 ± 0,3 M☉ |
| Raio | 71 ± 4 R☉ |
| Gravidade superficial | log g = 1,64 ± 0,05 cgs |
| Luminosidade | 10700 L☉ |
| Temperatura | 6998 K |
| Metalicidade | [Fe/H] = -0,04 |
| Rotação | v sin i = 8,0 km/s |
| Idade | 40 milhões de Ga |
| Outras denominações | |
| Suhel, Suhail, Suhayl, Alpha Carinae, CPD-52 914, FK5 245, HR 2326, HD 45348, HIP 30438, SAO 234480. | |
| Localização | |
Canopus (pronunciação (PE) no AFI: /kɐnopu/) ou Canopeia (FO 1943: Canopéia) (Canopus, α Car, α Carinae, Alpha Carinae) é a estrela mais brilhante da constelação de Carina e a segunda estrela mais brilhante do céu noturno, com a magnitude aparente de −0,72.
Canopus é uma estrela supergigante branco-amarelada. Localizada no hemisfério celeste sul, com uma declinação de −52° 42' (2000) e uma ascensão reta de 06h24.0m, é visível do Polo Sul até o Meio-Oeste dos Estados Unidos e a costa africana do Mar Mediterrâneo.
Canopus está, segundo o satélite Hipparcos, a 310 anos-luz (96 parsecs) de nosso sistema solar (baseado na medida de paralaxe de 10,43 ± 0,53 arcseg). Antes de Hipparcos, a distância estimada da estrela tinha uma ampla variação que ia de 1200 anos-luz até próximo a 96 anos-luz; se os dados fossem corretos, Canopus seria uma das estrelas mais poderosas de nossa galáxia. Como é, ela é cerca de 20.000 vezes mais brilhante que o Sol. É muito mais luminosa , intrinsecamente, que a estrela solitária que parece brilhar mais que ela vista da Terra — Sirius que é apenas 22 vezes mais luminosa que nosso sol, e depende de estar muito mais próxima de nós para superar sua rival em magnitude aparente. Na realidade, para uma grande fração de estrelas nas proximidades da posição estelar, Canopus é a "estrela mais brilhante no céu".
A dificuldade em medir a distância de Canopus se deveu a sua incomum natureza. A classificação normal para Canopus é F0 Ia, e luminosidades classe F para supergigantes são raras e não bem entendidas; elas precisam ser estrelas no processo de evolução ou estarem longe do estado de gigante vermelha. Isto tornou difícil adivinhar qual a luminosidade intrinseca é ela e quão longe ela deve estar. Medição direta foi o único modo de resolver o problema, e como estava muito distante para ser feita pelas observações de paralaxe com base na terra, uma distância mais precisa teve que esperar até o surgimento da Era das explorações espaciais .
Para alguém vivendo no hemisfério norte, mas a uma distância suficiente para ver a estrela, ela serviu para indicar a posição do Pólo Sul. Isto naturalmente até que a bússola surgisse e se tornasse de uso comum.
Nos tempos modernos, foi achado outro uso de navegação para ela. Devido a seu brilho e posição fora do plano orbital de nosso sistema solar (o último ser em contraste a posição de Sírio), Canopus é frequentemente utilizada pelas sondas espaciais americanas para fins de navegação, usando uma câmera especial conhecida como uma "Canopus Star Tracker" em conjunto com uma "Sun Tracker".
O nome "Canopus" tem duas derivações comuns, ambas listadas na mitologia estelar de Richard Hinckley Allen, Star Names: Their Lore and Meaning; que pode ser uma questão de conjectura. Uma vem da lenda da Guerra de Troia. Como a constelação Carina faz parte da agora obsoleta, gigantesca constelação de Argo Navis, que representava o navio utilizado por Jasão e os Argonautas, à estrela mais brilhante da constelação foi dado o nome do piloto do navio da lenda grega — Canopus foi o piloto do navio de Menelau em sua expedição para reaver Helena de Troia depois dela ter sido levada por Páris.
A outra etimologia do nome é que ele teria vindo do copta egípcio Kahi Nub ("Terra dourada"), referindo-se a cor avermelhada como ela aparecia no horizonte do Egito. Há também um antigo porto egípcio em ruínas, Canopus, que aparentemente deve ter recebido o nome da estrela, localizado na foz do Nilo; onde ocorreu a Batalha do Nilo.
Ou poderia ser que o piloto, do lendário rei espartano Menelau, recebeu este nome devido ao porto, e o porto tenha se chamado "Chão dourado" devido às valiosas cargas que passaram por ele e seu cais e os lucros conseguidos lá por seus comerciantes.
O estado de Goiás está representado na bandeira brasileira pela estrela Canopus.
Na mitologia guanche da ilha de Tenerife (Espanha), a estrela Canopus estava ligada à deusa Chaxiraxi.