Catu | |
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Centro da cidade Avenida Padre Cupertino na década de 1950. Imagem aérea da Igreja Católica e da Praça Duque de Caxias Prédio da prefeitura | |
| Hino | |
| Lema | Terra Manans (Latim: "Terra Profunda") |
| Gentílico | catuense |
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| Coordenadas: 12° 21′ 10″ S, 38° 22′ 44″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Bahia |
| Municípios limítrofes | Alagoinhas, Pojuca, São Sebastião do Passé, Araças, Teodoro Sampaio e Terra Nova |
| Distância até a capital | km |
| Fundação | 26 de Junho de 1868 |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Narlison Borges de Sales (PT, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 416,216 km² |
| Altitude | 126 m |
| População | |
| • Total (2024) | 50 153 hab. |
| Densidade | 120,5 hab./km² |
| Clima | Não disponível |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 48110-000 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,677 — médio |
| Gini (PNUD/2010) | 0,55 |
| PIB (IBGE/2021) | R$ 695 390,53 mil |
| • Per capita (IBGE/2021) | R$ 12 592,64 |
| Sítio | www.catu.ba.gov.br (Prefeitura) www.catu.ba.leg.br (Câmara) |
Catu é um município brasileiro do estado da Bahia, conhecido anteriormente como Sant'Ana do Catu. Está localizado na região nordeste do estado, na área de influência da cidade de Alagoinhas, fazendo parte da Mesorregião Metropolitana de Salvador.
O nome da cidade de Catu deriva do Tupi-Guarani "Katu" que no idioma quer dizer "Bom", "Agradável", "Bonito" ou "Coisa boa", podendo ser interpretada a tradução como "Lugar bonito". O nome era originalmente Sant'Ana do Catu, em homenagem à padroeira da cidade Santa Ana, que logo depois foi retirado do nome do município simplificando seu nome para apenas Catu, preservando somente a referência indígena do nome.
Quando Pedro Álvares Cabral chegou às terras do Brasil com sua esquadra, no território do atual município de Catu habitavam os indígenas patachós e tupiniquins. Esses grupos posteriormente migraram para os sertões, afastando-se da avançada colonização portuguesa. A área onde foi fundada a cidade de Catu fazia parte das sesmarias pertencentes ao Conde da Ponte, atraindo grande número de colonos. Em 1872, a povoação registrou crescimento com a chegada de novos colonos vindos de outras regiões do Recôncavo, que se transferiram com suas famílias e contribuíram com seu trabalho para o desenvolvimento local.
Foi elevada à condição de vila pela Lei Provincial nº 1.058, de 26 de junho de 1868, com o nome de Santana do Catu, desmembrada do território da Vila de São Francisco. Sua instalação ocorreu em 6 de março de 1877, com a posse dos vereadores e eleição do presidente da Câmara. Foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual nº 979, de 29 de julho de 1913, mantendo a mesma denominação. O nome Santana do Catu foi simplificado para Catu pelo Decreto Estadual nº 7.455, de 23 de junho de 1931, ratificado pelo Decreto nº 7.479, de 8 de julho do mesmo ano. Ganhou status de cidade em 30 de março de 1938. Pelo Decreto Estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, o município passou a ser formado por três distritos: Catu (sede), Bela Flor (antigo São Miguel) e Sítio Novo.
Formação administrativa
Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Catu era de 51.077. Sua população, conforme as estimativas do IBGE de 2024, era de 55 222 habitantes.
Inicialmente em 1911, o município de Catu era formado pelos distritos de:
• Sant'Ana do Catu (sede)
• Pojuca
• São Miguel
Sant'Ana do Catu, após ser elevado à condição de cidade, em 1913 desmembra o distrito de Pojuca, o qual se torna uma vila. Depois disso a cidade passa a ser formada por apenas os distritos de Sant'Ana do Catu e São Miguel.
A partir de 1° de julho de 1950, cria-se o distrito de Sítio Novo e São Miguel passa a ser denominado como Bela Flor, e então o município é constituído pelos distritos e comunidades de:
Distritos:
• Catu (sede)
• Bela Flor (ex-São Miguel)
• Sítio Novo
Comunidades:
• Dois Riachos
• Paraíba
• Pedras
• Quarenta Estanques
• Rio Vermelho
• Varões
A economia de Catu é composta pelos setores de serviços, administração pública, indústria e agropecuária. Em 2021, o produto interno bruto (PIB) do município foi de R$ 695,391 mil e o PIB per capita era de R$ 12.592,64.
Os dados do PIB municipal são produzidos pelo IBGE e consolidados, no âmbito estadual, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que disponibiliza séries com valor adicionado bruto, PIB e PIB per capita dos municípios baianos.
O setor de serviços e a administração pública respondem por parte relevante da geração de renda no município, enquanto a agropecuária e a indústria também integram a estrutura econômica local. A atividade agropecuária municipal inclui a criação de animais e o cultivo de produtos agrícolas, embora a participação do setor no PIB seja inferior à dos serviços e da administração pública.
Em 2024, as receitas brutas realizadas pela Prefeitura Municipal de Catu totalizaram R$ 260.773.165,87.
A rede pública de saúde de Catu é administrada pela Secretaria Municipal de Saúde (SESAU). O município conta com unidades básicas de saúde distribuídas em seus bairros e distritos, além de serviços voltados à atenção primária e à reabilitação. Em 2025, a Prefeitura reinaugurou a Unidade Básica de Saúde do bairro Santa Rita, equipamento requalificado que atende usuários cadastrados na Estratégia Saúde da Família. O município também inaugurou o TEAcolhe, centro especializado de reabilitação destinado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
A educação básica no município é oferecida por redes municipal, estadual e privada. A administração municipal mantém unidades de educação infantil e ensino fundamental, enquanto o ensino médio é atendido sobretudo pela rede estadual. Dados do Censo Escolar estão disponíveis para os anos de 2022, 2023 e 2024, permitindo acompanhar matrículas, docentes e estabelecimentos de ensino no município.
O abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a drenagem urbana e o manejo de resíduos sólidos integram os serviços de saneamento básico do município. Segundo dados compilados pelo Instituto Água e Saneamento, Catu apresentava acesso elevado ao abastecimento de água, embora o esgotamento sanitário e o manejo de resíduos ainda representem desafios para a universalização dos serviços. O município possui Plano Municipal de Saneamento Básico, instrumento que orienta o planejamento dos serviços na cidade.
Catu é atravessada pela BR-110, rodovia federal que liga a região metropolitana de Salvador ao norte da Bahia, passando por municípios como Alagoinhas. A via constitui um dos principais eixos de circulação de pessoas e cargas no território. Há também projetos federais de adequação de capacidade, segurança viária e eliminação de segmentos críticos na BR-110/BA, no trecho entre Alagoinhas e a região de Catu.
