Inhambupe

Inhambupe
Hino
LemaConstruindo cidadania
Gentílicoinhambupense
Localização de Inhambupe na Bahia
Localização de Inhambupe na Bahia
Localização de Inhambupe na Bahia
Inhambupe está localizado em: Brasil
Inhambupe
Localização de Inhambupe no Brasil
Mapa de Inhambupe
Coordenadas: 11° 47′ 02″ S, 38° 21′ 10″ O
PaísBrasil
Unidade federativaBahia
Municípios limítrofesAlagoinhas, Aramari, Aporá, Sátiro Dias, Olindina, Crisópolis, Entre Rios e Água Fria.
Distância até a capital153 km
Fundação1570 (456 anos)
Governo
 • Prefeito(a)Fortunato Silva Costa (PSD, 2021–2024)
Área
 • Total 1 082,283 km²
População
 • Total (2024) 35 397 hab.
Densidade32,7 hab./km²
ClimaNão disponível
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010)0,565 — baixo
PIB (IBGE/2021)R$ 625 798,72 mil
 • Per capita (IBGE/2021)R$ 15 368,34
Sítioinhambupe.ba.gov.br (Prefeitura)

Inhambupe é um município brasileiro do estado da Bahia.

Topônimo

"Inhambupe" é uma palavra proveniente da língua tupi, significando "no rio dos inhambus", através da junção de ïnã'bu, "inhambu", 'y , "água, rio" e pe, "em".

História

Inhambupe é uma cidade, atualmente situada no Litoral Norte do Agreste da Bahia, a 153 KM da capital, Salvador.

Antes de tornar-se Vila, a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, fundada em 1718. Pertencia à Vila de São João Batista da Água Fria.

Formação Territorial

A ocupação do território que corresponde a uma parte do atual município de Inhambupe aconteceu durante o processo de avanço da colonização portuguesa para o interior da Capitania da Bahia. Em torno da Capela do Divino Espírito Santo formou-se o principal núcleo de povoamento dessa área do sertão, inicialmente dependente da Vila de São João Batista da Água Fria, da qual precisava para questões civis, judiciais e religiosas.

Em 1718, foi criada a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, dando maior autonomia religiosa ao povoado e fortalecendo-o como centro da organização religiosa local. Em 1757, o vigário Joaquim de Sant’Ana informou às autoridades que a freguesia possuía três capelas filiais: Santo Antônio das Lagoinhas, Nossa Senhora dos Prazeres e Nossa Senhora da Conceição do Sobrado, mostrando a ampliação de sua área de influência. Ao longo do século XVIII, a freguesia apresentou crescimento populacional, acompanhado pela expansão das lavouras de fumo e de outras atividades agrícolas, principalmente nas décadas de 1780 e 1790. Esse crescimento da população e da economia, junto à distância entre as duas localidades, tornou a dependência administrativa em relação à Vila de São João Batista da Água Fria cada vez menos adequada para atender às necessidades locais.

Em 1798, o governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal, autorizou a criação da Vila do Inhambupe. A medida foi justificada pelas dificuldades de comunicação com a sede de Água Fria e pela necessidade de dar à localidade uma administração própria. Com a elevação à categoria de vila, Inhambupe tornou-se sede do município, adquirindo autonomia política e administrativa

Após sua instalação como vila, Inhambupe ampliou sua área territorial sobre diversos povoados, entre eles Alagoinhas e Entre Rios Durante o século XIX, a Vila de Inhambupe possuía três freguesias: a Freguesia do Divino Espírito Santo de Inhambupe, sede da vila; a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Aporá; e a Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Entre Rios. Ao longo dos anos, sucessivas separações de partes de seu território deram origem a novos municípios, processo que contribuiu para a formação territorial da região correspondente ao atual Agreste baiano.

Tem origem na língua tupi “ïnã’bu-pe” cujo significado remete ao rio “Inhambus”, uma espécie de ave silvestre.

Referências

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  13. 1 2 3 SOUZA, Marília de Jesus. A família escrava entre a legitimidade e a ilegitimidade: Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima (1824-1831). 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus II, Alagoinhas, 2018, p.  22.
  14. 1 2 SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA. EVOLUÇÃO TERRITORIAL E ADMINISTRATIVA DO ESTADO DA BAHIA: um breve histórico. SALVADOR: SEI, 2001, p. 97. (ISBN: 85-85976-37-3)
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  16. ↑ Tavares, Marilze; Rodrigues-Pereira, Renato (6 de outubro de 2024). «toponímia de origem tupi na Região Geográfica Intermediária de Rio Verde (GO)». Revista de Estudos da Linguagem. 31 (1): 51–76. ISSN 2237-2083. doi:10.17851/2237-2083.31.1.51-76
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