| Chora Menino | |
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| Bairro de São Paulo | |
| Cemitério e ao fundo edifícios do bairro. | |
| Imigração predominante | |
| Distrito | Santana |
| Subprefeitura | Santana/Tucuruvi |
| Região Administrativa | Nordeste |
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Chora Menino é um bairro da Zona Norte da cidade de São Paulo, situado no distrito de Santana e administrado pela Subprefeitura de Santana-Tucuruvi. A denominação é reconhecida pela legislação municipal, que ainda no início do século XXI identificava logradouros localizados no “Bairro Chora Menino, Distrito de Santana”. A historiadora Maria Celestina Teixeira Mendes Torres incluiu Chora Menino entre os bairros formados a partir do antigo território de Santana, ao lado de localidades como Imirim, Santa Teresinha, Carandiru e Jardim São Paulo.
O topônimo já estava consolidado pelo menos no começo do século XX. Em 1908, uma lei municipal descreveu uma rua que partia da Rua Alfredo Pujol e seguia até o “bairro do Chora Menino”, então pertencente ao subdistrito de Santana.
A formação do bairro esteve relacionada à ocupação da antiga Fazenda de Sant'Ana e ao parcelamento do Núcleo Colonial de Santana, criado no final do século XIX para receber imigrantes e incentivar o cultivo de pequenas propriedades ao norte do rio Tietê. Uma planta de 1906 registrava 68 lotes no núcleo colonial. O lote número 68, de formato triangular, correspondia ao local em que seria construída a estação Chora Menino, nas proximidades da atual Rua Cônego Manuel Vaz. Parte dessa rua acompanhou o antigo traçado do Tramway da Cantareira, ferrovia que teve papel importante na ocupação e na urbanização da região.
Outro elemento importante para a identidade local foi o Cemitério de Santana, inaugurado em 1897 e historicamente conhecido como Cemitério do Chora Menino. Implantado em uma área então pouco urbanizada do Alto de Santana, o cemitério atendia moradores, trabalhadores rurais e sitiantes estabelecidos na porção setentrional do município. Até a inauguração do Cemitério do Tremembé, em 1933, era o principal local de sepultamento destinado à população dessa parte da cidade. A associação entre o cemitério e o bairro permaneceu ao longo do tempo. Atualmente, o equipamento municipal situado na Rua Nova dos Portugueses conserva oficialmente a denominação “Cemitério Santana (Chora Menino)”.
O transporte ferroviário contribuiu para integrar Chora Menino às demais localidades da Zona Norte. Antes da existência de uma estação formal, passageiros já utilizavam um apeadeiro do Tramway da Cantareira na região. A estação Chora Menino foi inaugurada em 1917 e, posteriormente, passou a se chamar Santa Teresinha. A mudança de nome acompanhou a consolidação do bairro vizinho de Santa Teresinha, mas não eliminou o uso da denominação Chora Menino para a área mais próxima do cemitério e do antigo núcleo colonial.

Durante as primeiras décadas do século XX, os moradores reivindicaram melhorias urbanas e maior integração com o restante da cidade. Em 1919, foram apresentados pedidos para que a linha de bondes que atendia Santana fosse prolongada até a entrada do cemitério, atravessando Chora Menino. A empresa responsável alegou falta de materiais, custos elevados e número reduzido de habitantes, e o prolongamento não foi executado. Naquele mesmo ano, o bairro recebeu iluminação elétrica, enquanto seus moradores também solicitavam abastecimento de água, coleta de esgoto, alinhamento de vias e melhorias nas estradas locais.
Na atualidade, Chora Menino permanece como uma denominação tradicional utilizada para identificar parte do distrito de Santana, embora não constitua uma unidade administrativa com limites próprios. A legislação municipal de 2003 reconheceu expressamente a existência do “Bairro Chora Menino, Distrito de Santana” ao denominar a Praça 1º Tenente PM Júlio César Santos Corpas. Entretanto, os cadastros públicos também associam alguns equipamentos identificados com o nome Chora Menino aos bairros vizinhos. O cadastro da SP Regula, por exemplo, apresenta o Cemitério Santana — ou Cemitério Chora Menino — com endereço no Imirim, enquanto documentos da Secretaria Municipal da Saúde situam a UBS Chora Menino em Santa Teresinha. Essa diversidade cadastral reflete a sobreposição entre os bairros tradicionais de Chora Menino, Santa Teresinha e Imirim.
A oferta de serviços públicos contribui para a permanência do topônimo. A Unidade Básica de Saúde Chora Menino integra a rede da Supervisão Técnica de Saúde Santana. Além dos atendimentos de atenção básica, a unidade aparece nos programas municipais de atividades comunitárias e práticas corporais. Na mesma rua localiza-se a Escola Estadual Professor Rômulo Pero, além da Faculdade Mozarteum de São Paulo.
A mobilidade depende principalmente das linhas de ônibus que percorrem a Avenida Imirim, a Rua Nova dos Portugueses e outras vias do entorno. Entre os serviços disponíveis encontra-se a linha 971T-10, operada no trajeto entre Vila Santa Maria e a Estação Santana da Linha 1–Azul do Metrô de São Paulo, com passagem pela Avenida Imirim. Em operações especiais realizadas para o feriado de Finados, a SPTrans também identifica linhas que passam pelas proximidades do cemitério e estabelecem ligações com a Estação Santana, a Estação Jaraguá, o Terminal Cachoeirinha e o Shopping Center Norte.
O Cemitério de Santana continua sendo o principal marco associado ao bairro. A denominação oficial “Cemitério Santana (Chora Menino)” preserva a memória do antigo núcleo de povoamento, mesmo quando seu endereço é cadastrado como pertencente ao Imirim.