| CitySpire | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Tipo | Misto |
| Arquiteto | Murphy/Jahn |
| Engenheiro | Robert Rosenwasser Associates |
| Início da construção | 1985 |
| Fim da construção | 1990 |
| Inauguração | 1987 |
| Proprietário(a) | Tishman Speyer |
| Dimensões | |
| Altura | 248,1 m |
| Andares | 73 |
| Subsolos | 2 |
| Elevadores | 10 |
| Área | 77 110 m² |
| Geografia | |
| País | |
| Localização | Manhattan, Nova Iorque, Nova Iorque |
| Coordenadas | 40° 45′ 51″ N, 73° 58′ 47″ O |
![]() | |
O CitySpire é um arranha-céu de uso misto localizado no bairro de Midtown Manhattan da cidade de Nova Iorque, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Foi projetado pela firma de arquitetura Murphy/Jahn e sua construção começou em 1985, sendo inaugurado em 1987. O edifício tem 248 metros de altura com uma área de 77 mil metros quadrados espalhados por 73 andares. O CitySpire foi desenvolvido pelo incorporador Ian Bruce Eichner em um terreno adjacente ao New York City Center. Era a segunda torre de concreto mais alta dos Estados Unidos na época que foi finalizada, atrás apenas da Sears Tower em Chicago.
O edifício foi proposto por Eichner em 1984 depois de ter adquirido os direitos aéreos do City Center e feito aprimoramentos ao teatro para duplicar a área da torre. A construção começou no ano seguinte e o edifício chegou ao topo em junho de 1987. Uma controvérsia surgiu por o CitySpire ter excedido sua altura aprovada em três ou quatro metros, com Eichner concordando em adicionar um estúdio de dança para compensar a altura extra, porém este espaço nunca foi construído. A construção foi terminada em 1990 e no ano seguinte o prédio entrou em execução hipotecária. Desde então o edifício já passou por vários proprietários.
O CitySpire possui uma planta baixa octogonal e no seu ápice há um domo cujo projeto foi inspirado no vizinho City Center. A fachada é feita de pedra com janelas de vidro, existindo recuos no 23º, 46º e 52º andares. A entrada principal fica na Rua 56, porém também há uma entrada na Rua 55, com as duas estando conectadas para formar uma passagem aberta ao público. Os primeiros 22 ou 23 andares são para uso comercial, com os restantes sendo ocupados por apartamentos de luxo, que são maiores nos andares superiores. A cobertura abrange três andares. Há também um andar mecânico e dois níveis de subsolo.
O CitySpire está localizado no número 150 da Rua 56 Oeste, entre a Sexta Avenida e Sétima Avenida, três quarteirões ao sul do Central Park no bairro de Midtown Manhattan em Nova Iorque, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos. O terreno do edifício tem uma área total de 2 251,7 metros quadrados e 225,5 metros de comprimento na Rua 56. Tem 61 metros de profundidade estendendo-se ao sul em direção da Rua 55, porém apenas uma pequena seção realmente chega na Rua 55.
O prédio está diretamente ao oeste do New York City Center e do 125 West 55th Street. Ao norte estão o Carnegie Hall, a Carnegie Hall Tower, o Russian Tea Room e a Metropolitan Tower. Outros edifícios próximos incluem o 140 West 57th Street, o 130 West 57th Street e o Thompson Central Park New York Hotel ao nordeste, bem como o 1345 Avenue of the Americas ao sudeste.
O bairro historicamente fazia parte de um eixo artístico ao redor de uma seção de dois quarteirões da Rua 57 Oeste entre a Sexta Avenida e a Broadway. O eixo se desenvolveu entre o final do século XIX e início do século XX, após a inauguração do Carnegie Hall na Sétima Avenida em 1891. Vários edifícios na área foram construídos como residências para artistas e músicos, como o 130 e 140 West 57th Street, o Rodin Studios e o The Osborne, bem como os já demolidos Sherwood Studio Building e The Rembrandt. Além disso, a área abrigava as sedes de organizações como a Sociedade Americana de Belas Artes, o Clube Lotos e a Sociedade Americana de Engenheiros Civis. O eixo artístico foi praticamente todo substituído no século XXI pela Ala dos Bilionários, uma série de arranha-céus residenciais de luxo próximos da extremidade sul do Central Park. O local onde hoje está o CitySpire era ocupado por seis lotes vazios entre os números 132–158 da Rua 56 Oeste e um no número 137 da Rua 55 Oeste. Estes lotes foram adquiridos na década de 1970 por Richard M. Chapman, que demoliu as construções que existiam ali.
O New York City Center foi inaugurado em 1924 como o Templo Mecca, uma casa de adoração para os Shriners. O edifício foi adquirido pelo governo municipal em 1943 e transformado em um teatro. O City Center passou em 1982 por uma pequena renovação no saguão e espço da orquestra. Outros melhoramentos foram planejados para ampliar o palco, armazenamento e áreas de varanda. A Comissão de Preservação de Marcos Históricos de Nova Iorque designou o City Center como um marco da cidade em 1983; consequentemente, qualquer grandes alterações ao teatro precisavam da aprovação da comissão. Ao mesmo tempo, Ian Bruce Eichner comprou o terreno vizinho de Chapman por dezoito milhões de dólares. Ele também comprou um estacionamento, cujo dono só concordou em vender contanto que um estacionamento substituto fosse construído.

Eichner anunciou em maio de 1984 que construiria no terreno um arranha-céu de 72 andares projetado pela firma Murphy/Jahn. O edifício teria 22 andares de escritórios e 49 residenciais. Teria um formato octogonal com recuos e um telhado em domo. Um elemento importante do empreendimento era a proposta de Eichner para comprar os direitos aéreos não utilizados acima do City Center. A expectativa era que a venda gerasse de dez a catorze milhões de dólares para a Ópera da Cidade de Nova Iorque, o Balé da Cidade de Nova Iorque e ao Teatro de Dança da Rua 55, este último um sublocatário do City Center. A proposta de venda dos direitos aéreos foi criticada tanto por seu baixo valor quanto pela fato de que permitiria um edifício excessivamente alto. A então chamada City Center Tower era um dos vários empreendimentos planejados para a área na época, com a Metropolitan Tower e a Carnegie Hall Tower também já tendo sido anunciadas.
A transferência dos direitos aéreos precisava da aprovação de várias agências municipais. O Conselho de Estimativas da Cidade de Nova Iorque votou em agosto a favor da venda. Uma audiência sobre a proposta estava programada para novembro na Comissão de Preservação de Marcos, porém uma controvérsia não relacionada sobre outro candidato a marco histórico tomou todo o tempo que tinha sido destinado para a discussão dos direitos aéreos. Um "certificado de adequação" foi concedido ao projeto pela comissão em janeiro de 1985, o que permitia que a comissão se candidatasse para uma permissão de zoneamento especial da Comissão de Planejamento da Cidade de Nova Iorque para a transferência dos direitos aéreos. Várias outras agências precisavam ainda aprovar o edifício em si. Alguns elementos da City Center Tower acabaram reduzidos por conta de objeções de membros do Conselho de Estimativas e Comissão de Planejamento. Esta última agência aprovou o projeto da torre em junho, enquanto o Conselho de Estimativas deu sua aprovação em agosto.
O edifício foi aprovado para uma altura de aproximadamente 240 metros. A City Center Tower seria o edifício residencial mais alto de Nova Iorque, porém Eichner chegou a falar que um estudo "provava" que a torre não projetaria sombras na rua. Ele descreveu o prédio como um "arranha-céu quintessencial de Nova Iorque", comparando-o com os edifícios de escritórios de vidro "sem distinção" nas Avenidas Madison e Park. Eichner recebeu 157,5 milhões de dólares em financiamento para a construção. Tanto Eichner quanto seu advogado Howard Horenstein doaram milhares de dólares ao prefeito Ed Koch, que votou a favor da torre. Essas doações foram investigadas em 1987.
O derramamento de concreto já estava em andamento quando a City Center Tower foi aprovada pelo Conselho de Estimativas. O projeto passou a ser chamado de CitySpire em meados de 1986, quando o European American Bank arrendou oito dos andares de escritórios. A construção enfrentou várias controvérsias relacionadas com segurança. Susan Guszynski da Joffrey Ballet, uma das inquilinas do City Center, escreveu um carta ao Departamento de Edifícios da Cidade de Nova Iorque no final de 1986 alegando que três membros da equipe da Joffrey tinham sido atingidos por concreto despencado do prédio no espaço de uma semana de outubro. O Departamento de Edifícios depois disso recebeu outras quatro reclamações por queda de objetos, incluindo uma em que um pedaço da fachada caiu do telhado. Vizinhos também processaram o edifício afirmando que sua construção levou ao acúmulo de detritos e vários incidentes. Um vizinho afirmou que recebeu ameaças de morte depois de reclamar na polícia sobre janelas quebradas, enquanto outra foi suspostamente estuprada depois do agressor ter entrado em seu apartamento usando os andaimes do CitySpire.
Uma campanha de divulgação para as unidades residenciais começou em março de 1987, com propagandas na televisão estreladas por celebridades como Dick Cavett, Carol Channing, Lauren Hutton, Robert Joffrey, Lynn Redgrave e Tommy Tune. Mesmo assim, apenas sessenta de 340 apartamentos estavam vendidos em agosto. Esse número baixo de vendas foi atribuído a uma escassez de apartamentos pequenos, bem como a localização do CitySpire em um bairro tradicionalmente comercial. Reclamações também foram direcionadas para as propagandas por terem apenas pessoas brancas; o diretor da equipe de publicidade do edifício afirmou que estavam apenas mirando no público-alvo mais provável de comprar os apartamentos. Horenstein negou que as propagandas tinham a intenção de desencorajar minorias.

O edifício chegou ao topo em meados de 1987. O CitySpire ultrapassou sua altura aprovada por 3,4 ou 4,3 metros. Uma diferença de 91 centímetros foi erro de cálculo de dois métodos diferentes de medir altura, mas o restante veio de uma decisão de Eichner de adicionar 51 milímetros de cimento às lajes de todos os andares com o objetivo de reforçá-las. A estrutura precisou passar por uma segunda revisão pública do Conselho de Estimativas, do Conselho Comunitário 5 de Manhattan e da Comissão de Planejamento. Eichner concordou em paralisar os trabalhos estruturais do prédio, porém considerou o excesso de altura como "de nenhuma consequência para ninguém". Eichner e autoridades discutiram em novembro um acordo em que Eichner daria mais dinheiro para as artes em troca de manter a altura adicional. Cento e sessenta e quatro apartamentos já tinham sido vendidos até o final de 1987, enquanto alguns dos espaços comerciais já estavam ocupados. Os preços residenciais do CitySpire permaneceram relativamente baixos desde a Segunda-feira Negra dois meses antes.
Autoridades do Conselho Comunitário 5 votaram contra permitir a altura adicional em protesto contra a lei de zoneamento. A Comissão de Planejamento também rejeitou a altura extra em dezembro, afirmando que Eichner poderia ter tentado outras opções, incluindo reduzir as alturas dos tetos, para ficar dentro do limite. Sylvia Deutsch, a presidente da comissão, rejeitou a oferta de Eichner de adicionar comodidades não relacionadas e pagar um adicional a cidade em dinheiro vivo, mas ela também rejeitou reclamações de vizinhos que eram contra o projeto por outros motivos não relacionados. A cidade e Eichner chegaram a um possível acordo em abril de 1988 em que o empreendedor concordaria em construir 670 metros quadrados de estúdios de dança acima da galeria de pedestres e reduzir alguns detalhes da fachada. O acordo dependia do domo não ser finalizado e ainda não tinha sido ratificado pela Comissão de Planejamento e Conselho de Estimativas. Deutsch disse que o acordo era "razoável", porém alguns grupos comunitários acharam que isso estabeleceria um precedente para incorporadores que excedessem seus limites de altura, com alguns membros da comissão se opondo especificamente ao projeto arquitetônico.
Foi permitido em meados de 1988 que moradores dos andares inferiores se mudassem, porém os andares superiores ainda não tinham seu certificado de ocupação. O domo foi finalizado em agosto de 1988 em uma aparente violação do acordo. O Conselho Comunitário 5 notificou o Departamento de Edifícios sobre as obras ilegais, porém o domo já estava pronto quando a ordem para a paralisação dos trabalhos foi emitida. Koch ordenou em novembro que o domo fosse desmontado. As faixas salientes do domo foram parcialmente removidas para que o limite de altura fosse excedido em apenas 46 centímetros. O City Center processou no mesmo mês, alegando que Eichner não renovou o teatro como prometido. O City Center queria uma liminar que proibisse o CitySpire de receber um certificado de ocupação para os últimos vinte andares até que as renovações ocorressem. A Suprema Corte de Nova Iorque negou a liminar, com a cidade permitindo a abertura do 51º ao 63º andares. O Conselho Comunitário 5 "exigiu" que a cidade negasse uma permissão de zoneamento especial por conta da altura extra.
A remoção do domo era apenas temporária aguardando a aprovação de uma variação de zoneamento por meio do Procedimento Uniforme de Revisão do Uso do Solo, que foi concedido em janeiro de 1989. A Comissão de Planejamento votou por permitir a finalização do domo em troca de estúdios de dança na base. O Conselho de Estimativas continuou a debater se os estúdios de dança eram uma punição adequada para Eichner. O conselho votou 6–5 em março por permitir os estúdios de dança como uma punição apropriada. O acordo sobre a altura teve a oposição do corregedor Harrison J. Goldin, que afirmou que Eichner estava violando a lei, e de críticos que achavam que os estúdios, que mediriam 6,4 por 18,3 metros, eram muito pequenos. O domo foi danificado por um incêndio em maio, que investigadores determinaram que foi criminoso. Eichner ainda não tinha terminado as renovações do City Center como tinha prometido, enquanto a galeria de pedestres ainda não estava aberta.
Eichner já tinha até o início de 1989 vendido 280 apartamentos e três quartos dos espaços de escritórios, com o edifício sendo finalizado em 1990. Os estúdios de dança deveriam ter sido finalizados em setembro de 1989, mas foi só em meados de 1990 que Eichner pediu permissão para construi-los. Segundo Horenstein, as obras ainda não tinham começado porque os planos precisavam ser aprovados por várias agências. Cinquenta apartamentos ainda faltavam serem vendidos, bem como os vinte por cento restante do espaço comercial. Dez desses apartamentos ficavam nos andares superiores e só poderiam ser finalizados depois da construção dos estúdios de dança.

Eichner, pouco depois da finalização do CitySpire, estava simultaneamente negociando empréstimos de construção com seus credores, que incluíam o Citibank e o European American Bank. Ele também devia 3,7 milhões de dólares em impostos, com a cidade processando-o em julho para tentar reaver essa quantia. O European American Bank desafiou em outubro de 1990 a garantia por trás de cinquenta milhões de dólares em empréstimos de construção. O banco executou a hipoteca dos empréstimos no mês seguinte. O Departamento de Proteção Ambiental da Cidade de Nova Iorque multou o edifício em dezembro por violações de barulho, fazendo do CitySpire o primeiro prédio citado individualmente pelo departamento por questões de poluição sonora. O departamento tinha recebido centenas de reclamações sobre um assobio alto que era audível há vários quarteirões de distância; esse barulho era causado pelo vento soprando pelas trapeiras do domo. Vizinhos chegaram a relatar que não conseguiam dormir durante a noite por causa do barulho. O acadêmico Monroe Price opinou que "a comunidade deve tentar compreender o que o edifício está tentando dizer", enquanto a revista Progressive Architecture disse que "Numa era menos restritiva, poderíamos aguardar com expectativa os planos dos incorporadores imobiliários para o 'Centro dos Sinos de Vento' ou a 'Praça Um Kazoo'".
O juiz Gerald Denaro do Conselho de Controle Ambiental, em audiência de fevereiro de 1991, ordenou um estudo sobre o barulho do domo. O CitySpire podia ser penalizado com multa de 880 dólares caso fosse considerado culpado. A Associação da Rua 56 Oeste, a proprietária legal do edifício, pediu no final do mês pela proteção de falência do Capítulo 11. A associação, uma parceria limitada em que Eichner era sócio geral, foi processada pelo European American Bank e pelo Scotiabank. A associação também enfrentou um processo de administração judicial, pois não tinha pago as taxas condominiais dos apartamentos em condomínio. Os procedimentos de falência absolveram Eichner de ter de pagar onze milhões de dólares em impostos, com o escritório de vendas residenciais do edifício fechando por um ano.
Denaro decidiu em abril que o CitySpire era culpado de violar a lei de ruído e multou o agente de gestão em 220 dólares. Um juiz federal determinou em setembro que o código da cidade sobre barulho era muito vago para ser aplicado, fazendo com que o Conselho da Cidade de Nova Iorque elaborasse uma lei que definisse barulho de forma mais rígida. O conselho de gestores do edifício afirmou em maio de 1992 que o assobio seria resolvido em algumas semanas. Enquanto isso, os procedimentos de falência paralisaram por conta de um imposto sobre ganhos de capital de 324 mil dólares. Um plano de reorganização foi finalmente aprovado em setembro, dezoito meses depois do pedido de falência. O barulho do domo parou em outubro e os administradores judiciais pagaram 2,1 milhões de dólares à cidade como penalidade em vez de renovarem os estúdios do City Center. Os administradores também buscaram isenção da obrigação de construir estúdios acima da galeria de pedestres, que ainda não tinha sido finalizada.

Euram, uma subsidiária da ABN AMRO, a empresa-mãe da European American Bank, assumiu a seção residencial e renovou 75 unidades vazias. O Scotiabank renomeou a seção comercial como Midland Tower. A Euram começou a divulgar os apartamentos vazios em maio de 1993; dez unidades foram vendidas em um mês, enquanto todos os condomínios foram vendidos até o ano seguinte. Eichner manteve escritórios no CitySpire. As questões financeiras e de barulho já tinham sido resolvidas, porém os estúdios e galeria, condições para que o edifício mantivesse sua altura, ainda não tinham sido finalizados em 1995. A galeria estava coberta de lixo e bloqueada com arame farpado e painéis de madeira, mas os donos planejavam renová-la. Os estúdios acima da galeria foram abandonados e em vez disso os donos optaram por criar espaços de ensaio adicionais no City Center.
Joseph Neumann e a Credit Suisse First Boston compraram o CitySpire por volta de 1996 por 38 milhões de dólares. Uma oferta de cinquenta milhões tinha sido recebida, mas Neumann e a First Boston conseguiram comprar o edifício por um valor menor depois de derrotarem uma proposta de Henry Elghanayan. O CitySpire na época devia 1,9 milhões de dólares em impostos para o governo municipal. Os donos dos escritórios, compostos pelo First Boston e investidores externos, bem como os donos dos condomínios residenciais, pagaram o preço de um milhão de dólares da renovação da galeria de pedestres. A galeria foi finalmente completada no final de 1997. O jornalista David W. Dunlap escreveu no The New York Times na ocasião da inauguração que tinha demorado sete anos entre a autorização da Primeira Ferrovia Transcontinental e o fim de sua construção, porém demorou doze anos entre a aprovação da galeria e sua abertura. A inauguração da galeria finalizou o conjunto de passagens entre as Ruas 51 e 57. Além disso, alguns espaços de escritórios foram convertidos em escritórios "pré-fabricados".
Os escritórios foram comprados em 2001 pelo fundo de investimentos GIC, que arrendou espaços para a Windels Marx, GE Capital e The Recording Academy. Nesse mesmo ano, a Lehman Brothers e Morgan Stanley concederam uma hipoteca de novecentos milhões de dólares para a GIC pelos escritórios do CitySpire e outras propriedades. Os escritórios foram comprados em 2004 pela Tishman Speyer, que adquiriu uma participação de 51 por cento, enquanto a GIC ficou com os 49 por cento restantes.
A Tishman Speyer e um fundo de pensão não identificado compraram o CitySpire em 2012 junto com vários outros edifícios como parte de um portfólio imobiliário avaliado em 1,6 bilhão de dólares. Nesse mesmo ano, a Douglas Elliman colocou a venda um apartamento de cobertura por cem milhões de dólares, que seria a residência mais cara da cidade caso tivesse sido vendida. Algumas ofertas foram recebidas, mas o dono da cobertura tirou a unidade do mercado e a colocou a venda ele mesmo, mas a retirou novamente em 2015. Nesta altura, a maioria dos apartamentos do CitySpire, mais de sessenta por cento, estavam sendo usados como residências secundárias de seus donos em vez de primárias. Os ocupantes comerciais do edifício em meados de 2021 incluíam a New York Road Runners, Windels Marx e Caleres.
O CitySpire, também chamado de CitySpire Center, foi projetado pela Murphy/Jahn e desenvolvido por Ian Bruce Eichner. Foi construído pela Tishman, com a Robert Rosenwasser Associates sendo a engenheira estrutural. O edifício tem 248,1 metros de altura com 73 andares e dois subsolos; a armação de concreto interna tem 240 metros de altura. O CitySpire era o segundo edifício de concreto mais alto dos Estados Unidos quando foi finalizado, atrás da Sears Tower em Chicago.

O CitySpire foi projetado desde o princípio como uma torre de formato octogonal com extensões no leste e oeste. Há três recuos a leste e oeste da fachada localizados no 23º, 46º e 62º andares. A maior parte do edifício não tem mais de 24 metros de largura. Os andares superiores algumas vezes balançam durante tempestades fortes por o prédio ser tão estreito.
A proposta original era que a parte central da torre seria revistada de pedra, enquanto as extensões seriam de vidro. Na realidade, toda a fachada do prédio é feita de "pérola lunar" sardenha que foi cortada em lajes de 21 milímetros, cada uma tendo aproximadamente 73 quilogramas por metro quadrado. Cada laje está presa à armação de alumínio do muro cortina por todos os lados, sendo sustentadas apenas pelo muro cortina. Os painéis de pedra foram todos pré-fabricados e são isolados com painéis de fibra de vidro com 67 milímetros de espessura, bem como com juntas de neopreno e encalque de silicone. Os recuos do 46º e 62º andares foram projetadas com parapeitos de aço e concreto, que tiveram seus tamanhos reduzidos como parte de um acordo jurídico de 1988 sobre a altura do edifício. Eichner não gostava dos parapeitos, chegando a sugerir que os moradores do 46º andar "podem olhar para aquilo e saber que estão olhando para uma parede em vez do Central Park, para que Helmut Jahn possa ficar tranquilo sabendo que sua 'integridade artística' está intacta".
O telhado tem um domo revestido de cobre que, como proposto, teria quatro metros de altura. O domo foi instalado em 1988 e tinha oito faixas de aço, cada uma com 6,1 metros de comprimento e 320 quilogramas. Cada faixa tinha três seções. O domo tem trapeiras e foi projetado com uma superfície verde. O vento criava um barulho alto de assobio quando passava pelas trapeiras, com isto tendo sido consertado em 1992 com a remoção de painéis alternados. Paul Sachner da Architectural Record comparou o domo com aquele do Capitólio Estadual do Nebraska, já Paul Goldberger do The New York Times disse que a intenção era que o domo lembrasse o City Center.
A superestrutura interna do CitySpire é feita de concreto. Ela contém nove sistemas estruturais diferentes por causa dos espaços de uso misto do edifício, já que um esquema unificado de colunas seria impossível para as disposições dos apartamentos. Além disso, por Eichner querer maximizar as vistas para a cidade ao redor, seções resistentes ao vento precisaram ser colocadas no interior. Os andares inferiores, na maior parte usados como escritórios, foram projetados como uma rede de colunas de concreto que permitiam flexibilidade para os espaços comerciais. Nos andares inferiores também há algumas seções de painéis de concreto retangulares que são escalonadas em vários níveis para criar uma estrutura diagonal de proteção contra o vento. Os andares superiores foram projetados como um sistema estrutural de "parede de cisalhamento/tubo aberto", em que as paredes de cisalhamento se estendem do núcleo do elevador no centro da torre até se conectarem com as colunas de sustentação externas.
O CitySpire tem uma área interna de aproximadamente 77,1 mil metros quadrados, com dez elevadores subindo do térreo ao último andar. O terreno onde foi construído tinha sido originalmente zoneado para permitir até 34 andares sem modificações. Dado o tamanho do terreno, isto permitira no máximo 33,7 mil metros quadrados de espaço. Eichner comprou os direitos aéreos não utilizados acima do City Center, que ocupava apenas uma pequena quantidade do seu espaço máximo permitido; isto permitiria uma torre de sessenta andares. Além disso, Eichner recebeu permissão de aumentar o coeficiente de aproveitamento de seu edifício em vinte por cento em troca de renovações no City Center. Isto concedeu 11,9 mil metros quadrados a mais. Estas adições permitiram que o CitySpire fosse duas vezes maior do que normalmente teria sido.
A numeração interna dos andares pula os números treze e 25, assim há fisicamente apenas 73 andares, porém o último andar é numerado como 75. Os primeiros 22 ou 23 são para uso comercial, com os restantes ocupados por apartamentos de luxo, bem como um andar de serviço. O edifício foi projetado com detalhes elaborados, incluindo até os botões dos elevadores, que Jahn redesenhou para três botões por fileira depois de Eichner achar que dois por fileira era desagradável.

Uma galeria pública de pedestres entre as Ruas 55 e 56 foi incluída na base do CitySpire como parte de sua construção. É uma de nove passagens que formam a Avenida 6½, um conjunto de passagens que vão da Rua 51 até a Rua 57 entre a Sexta e Sétima Avenidas. Foi construída como "conexão através do quarteirão" sob o Distrito Especial de Midtown, criado em 1982. A galeria só foi aberta em 1997, vários anos depois do fim da construção do edifício, principalmente por causa da execução hipotecária do prédio e outras disputas do início da década de 1990. A galeria foi projetada pelo arquiteto Brennan Beer Gorman e possui paredes de granito e um teto com 7,6 metros de altura. A passagem é decorada em um estilo art déco com pôsteres de teatro nas paredes. O espaço tem iluminação em recesso no teto e lâmpadas nas paredes, mas não há nenhuma espécie de bancos já que a passagem foi projetada puramente para o trânsito de pedestres.
Os saguões dos escritórios e dos apartamentos são separados. O saguão residencial fica no número 150 da Rua 56 Oeste e tem um teto em forma de cúpula e também painéis de madeira. O saguão dos escritórios fica no número 156 da mesma rua. Também há um bar chamado Carnegie Club, antes chamado de Carnegie Bar and Books. Este fica no térreo e tem um teto de 7,6 metros de altura com um mezanino. Também há uma garagem e um café na base do edifício. Foi planejado que o CitySpire tivesse 28,3 mil metros quadrados de espaço para escritórios. Cada andar de escritório de forma geral mede 59 por 24 metros, com recortes poligonais em cada canto.
O edifício foi proposto com 355 condomínios residenciais de luxo, porém foi construído com 339 ou 340. Segundo o Departamento de Planejamento Urbano da Cidade de Nova Iorque, há 340 condomínios no CitySpire, dos quais 337 são unidades residenciais. Aproximadamente cem dos apartamentos foram construídos com um dormitório, com o resto tendo dois ou mais. Muitas das unidades residenciais são separadas umas da outra pelas paredes de cisalhamento. Por conta dos recuos do exterior, os andares 47 a 61 medem 48 por 24 metros, enquanto os andares de 63 a 69 são octógonos com 24 metros de largura.
Os apartamentos variam em tamanho e arranjo, mas muitas da unidades tem varandas de 6,1 metros. Por exemplo, um apartamento estúdio tem uma sala de estar, cozinha e varada. Algumas unidades de um dormitório também têm salas de estar e jantar com paredes anguladas. Alguns dos apartamentos de dois dormitórios possuem vestíbulo com uma sala de estar/jantar, cozinhas e dormitórios. Também há unidades duplex com cozinhas, salas de estar e salas de jantar no andar inferior, bem como os quartos no andar superior. Um dos maiores duplexes, no 65º e 66º andares, tem quatro dormitórios, uma área de estar/jantar com biblioteca e área de café da manhã, uma sala familiar e uma varanda medindo treze por onze metros. As unidades em geral são maiores nos andares superiores, chegando a duzentos metros quadrados abaixo da cobertura.
Eichner originalmente planejava ocupar a cobertura no alto do CitySpire, mas nunca chegou a morar na unidade. A cobertura foi comprada em 1993 como um "espaço bruto" pelo incorporador imobiliário Steven Klar por aproximadamente 4,5 milhões de dólares; o apartamento ocupa do 72º ao 75º andares, porém a parte no 72º andar é uma suíte para hóspedes. Klar contratou Juan Pablo Molyneux para criar um novo projeto para a cobertura durante um período de dois anos e meio. O quarto principal ocupa um andar inteiro, sendo revestido de mármore verde com elementos de bronze e mogno. A cobertura também tem um vestíbulo colunado clássico, uma grande sala de jantar com lustre, um armário de vinhos com espaço para até mil garrafas e um elevador particular. Molyneux pessoalmente não gostou do projeto, chegando a chamá-lo de um "terror", mas isto foi porque Molyneux aparentemente nunca visitou o apartamento em pessoa, tendo sido dispensado do trabalho antes do projeto ser finalizado.
O edifício foi divulgado na época da sua construção com comodidades como o SpireCard, uma conta de crédito na qual cada residente podia solicitar um serviço de luxo mediante o pagamento de uma taxa. Também foi divulgado com uma sala de mídia contendo uma televisão com uma tela grande, um salão com bar e um centro de negócios com máquinas de cotação de ação e telex. As comodidades modernas incluem salões de festa e conferência, uma área de jogos e uma academia com piscina.
Paul Goldberger, quando o CitySpire estava sendo planejado, elogiou Jahn por incluir elementos de projeto inspirados no City Center e outros arranha-céus de Nova Iorque. Entretanto, ele também disse que o projeto foi "apenas parcialmente bem sucedido em termos de seu relacionamento com o próprio edifício do City Center", especialmente pois os domos de ambos os prédios raramente são visíveis ao mesmo tempo. Harry Berkowitz do Newsday descreveu o projeto como um de vários criados por arquitetos que "pouco se interessam pela ideia de se ajustarem a um bairro". Paul M. Sachner escreveu no Architectural Record que os planos "exemplificam a qualidade de 'historicista de alta tecnologia'" das obras da Murphy/Jahn, mas comentou que "muitos questionam a adequação de um edifício de 70 andares" em um terreno tão estreito.
Após a construção, Goldberg achou que o CitySpire parecia pior do que as vizinhas Carnagie Hall Tower e Metropolitan Tower, mesmo tendo parecido melhor em imagens conceituais. Esses três arranha-céus ficaram conhecidos como "Trio de Diapasões" por suas formas e proximidade um dos outro. John McPhee da The New Yorker afirmou em 2003 que os edifícios "parecem três pauzinhos segurando incongruentemente um blini de coquetel", pois cercam a pequena Russian Tea Room.
A construção gerou discussões sobre a transfência de direitos aéreos de marcos históricos da cidade, como o City Center, a fim de arrecadar dinheiro para sua manutenção. Laurie Beckelman, a diretora executiva do Conservatório de Marcos Históricos de Nova Iorque, afirmou que "nós salvamos [os marcos da cidade] ao colocá-los fora de contexto" ao permitirem as transferências, enquanto o gerente Joan E. Ramer do Conselho Comunitário 5 disse que "vender um recurso valioso da cidade sem entender as consequências é simplesmente irresponsável". Martin Gallent, ex-comissário de planejamento urbano, afirmou que exceções de zoneamento permitiram que Midtown Manhattan se tornasse "excessivamente denso". Goldberg, após o acordo sobre a altura, comentou que "O que impede outro incorporador de adicionar sete metros ao seu prédio e oferecer a construção de dois estúdios de dança?" Ele também chamou o CitySpire de um "caso da cidade vender seu direito de nascença por um prato de lentilhas".