Este artigo ou se(c)ção trata de uma operação policial recente. |
| Operação Compliance Zero | |
|---|---|
Logo do Banco Master | |
| Local do crime | Brasil |
| Data | 18 de novembro de 2025 |
| Tipo de crime | Corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, organização criminosa, emissão de títulos de crédito falsos, descumprimento de práticas de governança, acesso indevido a sistemas informatizados e recebimento de vantagem indevida |
| Promotor | Ministério Público Federal |
| Situação | em andamento |
A Operação Compliance Zero é uma investigação em andamento realizada pela Polícia Federal do Brasil, no âmbito do caso que foi denominado na mídia como "escândalo do Banco Master". As investigações tiveram início em 2024 a pedido do Ministério Público Federal, e foi deflagrada em 18 de novembro de 2025 com a prisão de Daniel Vorcaro; até maio de 2026, já havia cumprido sete fases operacionais.
Seu nome foi dado em relação ao fato de que, embora tecnicamente reguladas, auditadas e supervisonadas, as operações financeiras do Banco Master não estavam sujeitas a qualquer "mecanismo real de controle interno" (daí, o termo "compliance zero").
Em suas diversas fases, a Compliance Zero investigou crimes de emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta, manipulação de mercado, uso irregular de fundos de investimento, corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, invasão de sistemas informatizados e descumprimento de práticas de governança. Escândalo com cifras na casa das dezenas de bilhões de reais, sendo chamado de "a maior fraude bancária registrada no país", o envolvimento de inúmeras personalidades da política, judiciário e empresariado nacional, provocou certa cautela por parte da mídia corporativa, que até mesmo buscou rotular o caso como "suprapartidário" ou "pluripartidário". A GloboNews, todavia, destoou desta atitude com a exibição de um quadro "no estilo Power Point", exibido no programa Estúdio i do dia 20 de março de 2026, onde tentava relacionar o principal nome do escândalo, Daniel Vorcaro, com o PT e o presidente do Brasil, Lula da Silva. Diante da repercussão negativa, em 23 de março a GloboNews pediu desculpas públicas, através da apresentadora Andréia Sadi. Semanas depois, em entrevista, o próprio presidente Lula classificou o episódio como "antijornalismo".
Embora ainda em andamento, as investigações já evidenciaram a existência de ligações entre o crime organizado e o poder político no Brasil, bem como vínculos com personalidades dos três poderes da república. O banqueiro Daniel Vorcaro, o primeiro a ser preso na operação, revelou estar disposto a fazer uma delação premiada e teria iniciado negociações junto a PF e a PGR, o primeiro passo para colaborar com as autoridades, mas aparentemente as tratativas não foram adiante, pois em 18 de maio de 2026 Vorcaro voltou para a carceragem comum da Superintendência da Polícia Federal, sem direito a qualquer regalia. Preso em 16 de abril de 2026, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também manifestou interesse em colaborar com a justiça. Dentre os pontos que Costa poderá esclarecer e que são do interesse da Polícia Federal, estão: a natureza das relações entre o ex-governador do DF Ibaneis Rocha e da governadora Celina Leão com Daniel Vorcaro, no tocante às operações envolvendo Master e BRB; e o caráter das negociações com deputados distritais, que autorizaram o BRB, por 14 votos a 7, a "adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do capital social do Banco Master", a despeito de protestos da oposição, que denunciava o risco de "um prejuízo bilionário ao BRB".
As operações irregulares do Banco Master já vinham chamando a atenção da Polícia Federal desde pelo menos 2023, quando dois inquéritos foram abertos pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF, em São Paulo. Em resposta a um pedido de esclarecimentos enviado em 4 de março de 2024 pelo delegado federal Gleydson Machado Calheiros ao Banco Central (BC), sobre supostas ilicitudes cometidas pelo Master, o BC manifestou-se em 2 de julho, informando que não havia necessidade de abertura de qualquer procedimento administrativo, e que todas as suspeitas relatadas já seriam do seu conhecimento desde 2023, nada tendo sido comprovado. Dentre os pontos levantados por Calheiros, constava o de que o empresário Nelson Tanure seria o verdadeiro controlador do Master, através de "uma cadeia de operações societárias e de valores mobiliários, com recursos originados na empresa Aventtti Strategic Partners, sediada nas Bahamas" (um conhecido paraíso fiscal). Quatro meses após o envio deste ofício, o Banco Central fez com que Vorcaro assinasse um termo de compromisso, onde assegurava que faria correções na gestão do Master.
O então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não quis se manifestar sobre o ocorrido, mas pessoas ligadas a ele teriam justificado que a denúncia foi recebida e respondida pelo Departamento de Atendimento Institucional do BC, não chegando assim ao seu conhecimento ou da direção da instituição. Posteriormente, novas investigações da Polícia Federal revelaram que dois servidores do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de Fiscalização, e Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária, haviam prestado "consultoria" informal a Daniel Vorcaro mediante pagamento, vazando informações sigilosas para ele.
A Operação Compliance Zero foi oficialmente deflagrada em 18 de novembro de 2025, quando cumpriram-se cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, e destinavam-se a investigar crimes de gestão fraudulenta e temerária e organização criminosa, dentre outros. Daniel Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar para Dubai em seu jato particular, avaliado em 200 milhões de reais. Um sócio de Vorcaro, Augusto Lima, também foi preso, e Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, foi afastado do cargo.
Em 14 de janeiro de 2026, a Operação entrou em sua segunda fase, cumprindo 42 mandados de busca e apreensão e determinando o bloqueio de bens ultrapassando 5,7 bilhões de reais. Nesta fase, o foco das investigações ampliou-se para incluir "fundos de investimento que teriam sido usados para movimentar recursos e ocultar prejuízos". Esses fundos estariam ligados à Reag Investimentos, de João Carlos Mansur, fundador e ex-excutivo da gestora. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag, que então funcionava sob a razão social CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A Reag também aparece em outro inquérito da Polícia Federal, no âmbito da Operação Carbono Oculto, que investigou fundos de investimentos usados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavagem de dinheiro.
Também foi preso temporariamente nesta fase o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e ligado à Igreja Batista da Lagoinha. Zettel foi solto no mesmo dia, por ordem do ministro do STF Dias Toffoli.
O empresário Nelson Tanure foi alvo nessa fase da operação. Tanure foi abordado quando se preparava para embarcar em um voo para Curitiba, no Paraná, e teve o celular apreendido.
Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi alvo da segunda fase de operação, fugiu da sua residência, em um carrinho de golfe em Trancoso, destino turístico do extremo sul da Bahia. A fuga aconteceu poucos minutos antes da chegada de agentes da PF. Segundo a PF, um homem foi flagrado pelo sistema de segurança fugindo da polícia em um carrinho de golfe e estava com roupas semelhantes às de Felipe Vorcaro.
A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 4 de março de 2026. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que havia permanecido 11 dias preso na primeira fase e foi solto por decisão do TRF-1, voltou novamente para a prisão, por ordem do ministro André Mendonça do STF. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, em São Paulo e Minas Gerais, com afastamento de investigados e bloqueio de 22 bilhões de reais "de ativos ligados ao grupo" sob averiguação, e apuradas "suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos".
Fabiano Zettel e Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, chamado de "Sicário" por Vorcaro, também foram presos nesta data pela Polícia Federal. "Sicário", que foi levado para uma cela da superintendência da PF em Belo Horizonte, teria tentado tirar a própria vida poucas horas após a prisão, vindo a falecer posteriormente.
Em 16 de abril de 2026, verificou-se a quarta fase da operação, com o cumprimento de dois mandados de prisão e 7 de busca e apreensão, no Distrito Federal e São Paulo, por determinação do ministro André Mendonça. Foram presos Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, "por suspeita de permitir operações sem lastro com o Banco Master e de descumprir práticas de governança" e o advogado Daniel Monteiro, que segundo a PF, atuaria como "operador dos pagamentos" de Daniel Vorcaro.
As trocas de mensagens entre Paulo Henrique e Vorcaro, registradas pela PF, relatam que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, levou a esposa para avaliar apartamentos que seriam oferecidos a ele pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. As investigações da PF apontam que Paulo Henrique Costa recebeu pelo menos seis imóveis de Daniel Vorcaro. Os empreendimentos são avaliados em cerca de 146 milhões de reais e dois deles estão sediados em Brasília.
A quarta fase da operação da PF aponta que materiais apreendidos e dados telemáticos indicam a existência de um esquema estruturado de produção massificada de documentos artificiais no Banco Master.
Em 7 de maio de 2026, ocorreu a quinta fase da operação, com um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão, nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. O senador Ciro Nogueira tornou-se investigado nesta fase, "como destinatário central das vantagens indevidas e como agente público que teria utilizado o mandato parlamentar a favor de Vorcaro", bem como o seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, que terá que usar tornozeleira eletrônica e não poderá se comunicar com outros investigados. Um primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, foi preso em Minas Gerais; Felipe Vorcaro chegou a ser procurado na segunda fase da operação, mas evadiu-se antes da chegada da polícia.
No dia 14 de maio de 2026, a PF deflagrou a sexta fase da operação com o cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva (inclusive do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro) e 17 de busca e apreensão. O objetivo é aprofundar as investigações sobre suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos. Também foi preso nessa fase da operação um agente da polícia federal na ativa, e foi afastada uma delegada da instituição suspeitos de vazar informações sigilosas ao grupo de Vorcaro.
Em 19 de maio de 2026, a PF deflagrou a sétima fase da operação, em Porto Velho, Rondônia, cumprindo dois mandados de busca e apreensão. O objetivo seria "apurar suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à investigação". Um dos envolvidos seria um perito da própria PF, afastado preventivamente da função pública.
Em 26 de maio de 2026, foi deflagrada a oitava fase da operação, para "apurar a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro – Rioprevidência", cumprindo dez mandados de busca e apreensão, no Rio de Janeiro e em Brasília. Esta investigação dá sequência às apurações da Operação Barco de Papel, que "que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado que totalizaram cerca de 970 milhões de reais, entre outubro de 2023 e julho de 2024". Nesta fase, a investigação concentra-se em "aplicações de 2,01 bilhões de reais, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de 3 bilhões de reais transferidos do Rioprevidência".
Um dos investigados é o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apontado como "alinhamento político" e de "relação pessoal" com Daniel Vorcaro. Castro já havia sido alvo de outra investigação da Polícia Federal em 15 de maio, no cumprimento da Operação Sem Refino, que investiga fraudes fiscais na Refit, antiga refinaria de Manguinhos. Em março de 2026, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já havia apontado indícios de transações suspeitas envolvendo a Refit e o Master.
Em 18 de junho de 2026, a Polícia Federal deflagou a nona fase da operação, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal, além do cumprimento de diversas medidas cautelares. Esta fase visou "apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional". Os principais investigados na nona fase foram o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal, e o banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno.
Em 9 de julho de 2026, foi deflagrada a décima fase da operação, cumprindo dois mandados de busca e apreensão em Brasília por presumida atuação coordenada em redes sociais visando descredibilizar a atuação do Banco Central. O principal visado nesta fase foi o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MiThi, e que intermediou o patrocínio de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
Em suas diversas fases, a Operação Compliance Zero prendeu vários acusados, alguns dos quais foram liberados posteriormente por decisão judicial, mas que ainda seguem sob investigação. A tabela abaixo relaciona todos os indiciados cujos nomes foram divulgados pela imprensa, independentemente de terem ou não sido presos durante a operação.
| Nome | Ocupação | Envolvimento | Situação atual |
|---|---|---|---|
| Alberto Felix de Oliveira Neto | Funcionário do Banco Master | Superintendente executivo de Tesouraria | Preso preventivamente na primeira fase da operação |
| Anderson Wander da Silva Lima | Agente da PF | Realizar consultas indevidas em sistemas internos | Preso preventivamente na sexta fase |
| André Felipe de Oliveira Seixas Maia | Empresário (diretor da Tirreno e sócio da Cartos FintechCarga) | Segundo a PF, a Tirreno seria uma empresa de fachada que teria vendido ao "Banco Master 12 bilhões de reais em créditos de dívidas inexistentes. Esses títulos teriam sido revendidos ao Banco de Brasília". | Preso temporariamente e liberado |
| Andréa Lima Novaes | Diretora da PKL One | Prima de Augusto Lima, núcleo de Jaques Wagner | Investigada na nona fase |
| Ângelo Antônio Ribeiro da Silva | Empresário | Consta como um dos sócios do Banco Master | Preso preventivamente na primeira fase |
| Augusto Ferreira Lima | Empresário | Ex-CEO do Master, ex-dono do Banco Pleno | Preso preventivamente na primeira fase e investigado na nona fase |
| Belline Santana | Servidor público | Ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, agia como "uma espécie de empregado e consultor" de Daniel Vorcaro | Afastamento da função e colocação de tornozeleira eletrônica |
| Ciro Nogueira | Senador (Progressistas) | Acusado de "suposta conduta (...) em favor do banqueiro [Daniel Vorcaro], em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas" | Investigado na quinta fase |
| Cláudio Castro | Ex-governador do RJ (PL) | Suspeito de facilitar a transferência de fundos do Rioprevidência para o Master | Investigado na oitava fase |
| Daniel Bueno Vorcaro | Empresário | Presidente do Banco Master e líder da organização criminosa | Preso preventivamente na primeira e terceira fase |
| Daniel Monteiro | Advogado | Monteiro seria o responsável "por toda a estrutura jurídica do esquema investigado no banco Master" | Preso preventivamente |
| Dario Oswaldo Garcia | Funcionário do BRB | Diretor financeiro do BRB | Afastado do cargo por 60 dias |
| David Henrique Alves | Membro do grupo "Os Meninos" | Líder do núcleo tecnológico do grupo | Mandado de prisão preventivamente na sexta fase, atualmente foragido |
| David Lopes Monteiro | Operador empresarial e jurídico | Envolvido na aquisição do apartamento por Jaques Wagner | Investigado na nona fase |
| Deivis Marcon Antunes | Ex-presidente do Rioprevidência | Envolvido com transferências de fundos do Rioprevidência para o Master | Investigado na oitava fase |
| Eduardo Mendonça Sodré Martins | Gestor | Enteado de Jaques Wagner, é gestor da da BN Financeira, empresa ligada ao núcleo familiar do senador | Investigado na nona fase |
| Eucherio Lerner Rodrigues | Ex-diretor do Rioprevidência | Envolvido com transferências de fundos do Rioprevidência para o Master | Investigado na oitava fase |
| Fabiano Campos Zettel | Empresário e pastor | Zettel seria o responsável por "realizar pagamentos e orientar núcleo de intimidação" criado por Vorcaro | Preso preventivamente |
| Fernanda Pereira da Silva Machado | Ex-gerente de controle interno e auditoria do RioPrevidência | Envolvida com transferências de fundos do Rioprevidência para o Master | Investigada na oitava fase |
| Francisco José Pereira da Silva | Agente da PF aposentado | Repassar de informações sigilosas ao grupo "A Turma" | Medidas cautelares |
| Felipe Cançado Vorcaro | Empresário | Primo de Daniel Vorcaro, seria o responsável pela "gestão de pagamentos mensais ao senador Ciro Nogueira" | Preso temporariamente |
| Guilherme Henrique Sodré Martins | Associado a Jaques Wagner | Pai de Eduardo Sodré | Investigado na nona fase |
| Henrique Souza e Silva Peretto | Empresário (sócio da Tirreno e da Cartos FintechCarga) | V. André Felipe de Oliveira Seixas Maia | Preso temporariamente e liberado na primeira fase |
| Henrique Moura Vorcaro | Empresário | "Demandante, beneficiário e operador financeiro" do grupo denominado "A Turma" | Preso preventivamente na sexta fase |
| Jaques Wagner | Senador (PT) | Investigação analisa a aquisição de um apartamento de 2,4 milhões de reais através de terceiros, repasses a empresas ligadas ao senador e familiares, e indícios de atuação parlamentar em favor do Banco Master | Investigado na nona fase |
| Luiz Antonio Lombardi | Diretor da Epítome S.A. | Responsável pela compra formal do apartamento de Jaques Wagner | Investigado na nona fase |
| Luiz Antônio Bull | Funcionário do Banco Master | Diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia | Preso preventivamente |
| Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão | Funcionário de Vorcaro | Conhecido como "Sicário", foi apontado como integrante da milícia privada denominada "A Turma" | Após ser preso, veio a falecer na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte |
| Manoel Mendes Rodrigues | Operador do jogo do bicho | Articulador de ações intimidatórias no Rio de Janeiro | Preso preventivamente na sexta fase |
| Marilson Roseno da Silva | Policial federal aposentado | Responsável pelo monitoramento de adversários de Vorcaro | Preso preventivamente e recebia informações vazadas ilegalmente mesmo após ser preso |
| Paulo Henrique Costa | Presidente do Banco de Brasília (BRB) | Autorizou operações possivelmente fraudulentes no valor de R$ 12,2 bilhões, em benefício do Master | Preso preventivamente na quarta fase |
| Paulo Sérgio de Souza Neves | Servidor público | Ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, em 2016, autorizou a compra do Banco Máxima (rebatizado como Master) por Vorcaro | Afastamento da função e colocação de tornozeleira eletrônica |
| Pedro Pinheiro Guerra Leal | Ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência | Envolvido com transferências de fundos do Rioprevidência para o Master | Investigado na oitava fase |
| Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima | Empresário | Irmão de Ciro Nogueira, esteve envolvido em transações financeiras com Felipe Vorcaro | Colocação de tornozeleira eletrônica na quinta fase |
| Ricardo Siqueira Rodrigues | Lobista e empresário | Captador de fundos do Rioprevidência para o Master | Investigado na oitava fase |
| Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos | Hacker | Integrante do núcleo "Os Meninos" de monitoramento telemático ilegal | Preso preventivamente na sexta fase |
| Sebastião Monteiro Júnior | Policial federal aposentado | Vazar informações sigilosas para o grupo "A Turma" | Preso preventivamente na sexta fase |
| Thiago Miranda Silva | Publicitário | Dono da Agência MiThi e ex-CEO do Grupo Léo Dias; foi citado como criador do "Projeto DV", "que contratava influenciadores e cooptava jornalistas para defender o Banco Master". | Investigado na décima fase. |
| Valéria Vieira Pereira da Silva | Delegada da PF | Vazar informações sigilosas da corporação | Afastada do cargo na sexta fase |
| Victor Lima Sedlmaier | Membro do grupo "Os Meninos" | Operador auxiliar do braço digital do grupo, "Os Meninos" | Preso preventivamente na sexta fase, ficou foragido e foi preso em Dubai |
Em 22 de maio de 2026, o advogado de Daniel Vorcaro, que assumiu desde março do mesmo ano, deixou a defesa do banqueiro após a PF rejeitar a proposta de delação premiada do dono do Master.
Em 16 de setembro de 2026, a defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro também preso, pediu a revogação da prisão e que o presidente da Corte, Edson Fachin, destrave processo no STF.