Jaques Wagner | |
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Foto oficial de Jaques Wagner | |
| Senador pela Bahia | |
| Período | 1º de fevereiro de 2019 até a atualidade |
| Legislaturas | |
| Secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia | |
| Período | 21 de janeiro de 2017 a 6 de abril de 2018 |
| Governador | Rui Costa |
| Antecessor(a) | Jorge Hereda |
| Sucessor(a) | Paulo Guimarães |
| 46.º Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República do Brasil | |
| Período | 2 de outubro de 2015 a 16 março de 2016 |
| Presidente | Dilma Rousseff |
| Antecessor(a) | Aloizio Mercadante |
| Sucessor(a) | Luiz Inácio Lula da Silva (posse suspensa) |
| 8.º Ministro da Defesa do Brasil | |
| Período | 1º de janeiro de 2015 a 2 de outubro de 2015 |
| Presidente | Dilma Rousseff |
| Antecessor(a) | Celso Amorim |
| Sucessor(a) | Aldo Rebelo |
| 44.º Governador da Bahia | |
| Período | 1º de janeiro de 2007 a 1.º de janeiro de 2015 |
| Vice-governador | Edmundo Pereira Santos (2007–2011) Otto Alencar (2011–2015) |
| Antecessor(a) | Paulo Souto |
| Sucessor(a) | Rui Costa |
| 1.º Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil | |
| Período | 20 de julho de 2005 a 31 de março de 2006 |
| Presidente | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Antecessor(a) | Cargo criado |
| Sucessor(a) | Tarso Genro |
| 53º Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil | |
| Período | 1º de janeiro de 2003 a 23 de janeiro de 2004 |
| Presidente | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Antecessor(a) | Paulo Jobim Filho |
| Sucessor(a) | Ricardo Berzoini |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Jaques Wagner |
| Nascimento | 16 de março de 1951 (75 anos) Rio de Janeiro, Distrito Federal, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro |
| Prêmio(s) | Ordem do Mérito da Defesa |
| Cônjuge | Beth Wagner (div.) Fátima Mendonça |
| Partido | PT (1980–presente) |
| Religião | Judaísmo |
| Profissão | Político e sindicalista |
Jaques Wagner (Rio de Janeiro, 16 de março de 1951) é um sindicalista e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores. É senador pela Bahia desde 2019 e foi reeleito nas eleições de 2026 para o mandato de 2027 a 2035.
Antes de chegar ao Senado, exerceu três mandatos de deputado federal e governou a Bahia de 2007 a 2014. Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, chefiou o Ministério do Trabalho e Emprego, a Secretaria de Relações Institucionais, o Ministério da Defesa e a Casa Civil.
Filho de Joseph Wagner e Cypa Perla Wagner, imigrantes judeus poloneses, estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro de 1962 a 1968. Em 1969, ingressou no curso de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde participou do movimento estudantil, mas deixou a graduação em 1973.
Mudou-se para Salvador em 1974 e, dois anos depois, começou a trabalhar como caldeireiro em Candeias. Trabalhou também como técnico de manutenção no Polo Industrial de Camaçari, onde passou a atuar no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia, o Sindiquímica. Foi diretor do sindicato e o presidiu entre 1987 e 1989. É casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça e tem três filhos.
Wagner ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores na Bahia em 1980 e participou da criação da Central Única dos Trabalhadores no estado, tendo sido o primeiro presidente estadual dessas organizações. Sua atuação sindical e partidária foi acompanhada pelos órgãos de informação da ditadura militar.
Eleito deputado federal em 1990 e reeleito em 1994 e 1998, exerceu o cargo de 1991 a 2003. Disputou a prefeitura de Camaçari em 2000 e o governo da Bahia em 2002, sem ser eleito. Na disputa estadual, recebeu 2.057.022 votos, equivalentes a 38,47% dos votos válidos, e ficou em segundo lugar, atrás de Paulo Souto.
No primeiro governo Lula, assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego em janeiro de 2003 e permaneceu no cargo até janeiro de 2004. Em 27 de janeiro de 2004, tomou posse na Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão da Presidência da República.
Entre 2005 e 2006, chefiou a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação do governo com o Congresso Nacional. Em novembro de 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Defesa.

Nas eleições de 2006, venceu Paulo Souto no primeiro turno, com 3.242.336 votos e 52,89% dos votos válidos. Assumiu o governo em 1º de janeiro de 2007 e permaneceu no cargo até 31 de dezembro de 2014.

Foi reeleito em 2010, também no primeiro turno, com 4.101.270 votos e 63,83% dos votos válidos.
Durante sua gestão, foi inaugurado o Hospital do Subúrbio, em Salvador, em setembro de 2010. Foi a primeira parceria público-privada do país na área hospitalar, com atendimento gratuito. Nesse modelo, o governo estadual construiu o hospital e contratou um consórcio privado para equipá-lo e administrar os serviços. A concessão recebeu críticas de Inalba Fontenelle, presidente do sindicato dos trabalhadores em saúde da Bahia, que a considerou uma forma de privatização da saúde pública.
Em 2012, o governo enfrentou a greve da Polícia Militar e uma paralisação dos professores da rede estadual que durou 115 dias, encerrada em agosto. O colunista Felipe Patury avaliou que as paralisações desgastaram o governo e prejudicaram o PT na eleição municipal de Salvador.
Durante a paralisação dos policiais, entre 31 de janeiro e 11 de fevereiro, ocorreram 180 homicídios em Salvador e na região metropolitana, em um balanço preliminar da Secretaria de Segurança Pública. Gravações divulgadas durante a greve levaram a acusações de planejamento de atos de vandalismo contra lideranças do movimento, entre elas Marco Prisco. Wagner defendeu a atuação de seu governo durante a paralisação e afirmou que havia evitado uma ação policial que pudesse causar mortes.
Na greve policial de abril de 2014, Wagner solicitou o envio da Força Nacional de Segurança Pública ao estado. Durante a paralisação, entre 15 e 17 de abril, ocorreram 59 homicídios e 156 roubos de carros em Salvador e na região metropolitana. Prisco foi preso em 18 de abril.

Em dezembro de 2014, Dilma Rousseff o escolheu para substituir Celso Amorim no Ministério da Defesa, a partir de janeiro de 2015. Em 2 de outubro de 2015, passou a chefiar a Casa Civil, substituindo Aloizio Mercadante durante uma reforma ministerial.
Com o anúncio da nomeação de Lula para a Casa Civil, em março de 2016, Wagner passou a chefiar o Gabinete Pessoal da Presidência da República, cargo que recebeu status de ministério. Foi exonerado em 12 de maio de 2016, quando Dilma foi afastada da Presidência.
Em janeiro de 2017, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia no governo de Rui Costa, na qual permaneceu até 2018.
Na eleição presidencial de 2018, defendeu que o PT apoiasse Ciro Gomes, mas participou da campanha de Fernando Haddad, candidato escolhido pelo partido. Disputou uma das duas vagas da Bahia no Senado e foi eleito com 4.253.331 votos, ou 35,71% dos votos válidos, junto com Ângelo Coronel.
Em 2021, apresentou seu nome para disputar novamente o governo da Bahia, mas retirou a pré-candidatura em fevereiro de 2022. Em janeiro de 2023, foi nomeado líder do governo Lula no Senado, função que exerceu até junho de 2026.
Em 4 de outubro de 2026, foi reeleito senador, ao lado de Rui Costa. Com 98,4% das urnas apuradas, tinha 3.907.885 votos, equivalentes a 27,6% dos votos válidos.
Em 18 de junho de 2026, Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso do Banco Master. A Polícia Federal apurava a suspeita de que teria recebido um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões destinados a uma empresa de familiares em troca de atuação política favorável ao banco. Wagner negou irregularidades.
A investigação examinava suas relações com Augusto Lima e sua atuação em propostas sobre crédito consignado, a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e a tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília. Sua defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação da autorização para a operação.
Nas buscas, foram apreendidos US$ 49 mil e 13 relógios em Brasília, além de US$ 16.795, 39.675 euros e R$ 16.500 em Salvador. Wagner afirmou que os dólares vinham de diárias recebidas em viagens oficiais pelo Senado e que os relógios haviam sido adquiridos ao longo dos anos.
Em 24 de junho, após uma reunião com Lula, deixou a liderança do governo no Senado. Declarou que pretendia provar sua inocência e dedicar-se às campanhas de Lula, de Jerônimo Rodrigues e à sua própria reeleição. Seu depoimento, previsto para agosto, foi adiado a pedido da defesa, que alegou não ter acesso integral ao processo.
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | % dos votos válidos | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | Estaduais na Bahia | PT | Governador | 2 057 022 | 38,47% | Não eleito | |
| 2006 | Estaduais na Bahia | PT | Governador | 3 242 336 | 52,89% | Eleito | |
| 2010 | Estaduais na Bahia | PT | Governador | 4 101 270 | 63,83% | Reeleito | |
| 2018 | Estaduais na Bahia | PT | Senador | 4 253 331 | 35,71% | Eleito | |
| 2026 | Estaduais na Bahia | PT | Senador | 3 907 885↑ | 27,6% | Reeleito |