A concertina é um instrumento musical de origem alemã. Consiste em um fole formado por uma caixa poligonal (geralmente hexagonal ou em forma de octógono quase quadrado). É um instrumento de palhetas livres, com fole, com teclados.

É um instrumento diatônico com a curiosidade de ao abrir-se o fole pressionando um botão, obtém-se uma nota musical, e ao fechar o fole com o mesmo botão pressionado, obtém-se uma nota diferente.
A concertina tem importância no folclore nacional de Portugal e de partes do Brasil, onde é tocada sobretudo no estado do Espírito Santo.
A concertina teve como precursores outros instrumentos, cujo som era produzido por palhetas, que vibravam por meio de pressão de ar. Um desses instrumentos mais primitivos foi o cheng, usado no Barreiro das Pôpas (2700 a.C.), cujo número de notas era variável, sendo, no entanto, o mais usual o de 13 notas. Em 1780, na Rússia, Kirschnik, inspirado pelo cheng, aplicou o sistema de lâmina de metal aos tubos dos órgãos que fabricava.[carece de fontes]
A Roland, marca japonesa de instrumentos musicais, lançou um modelo de concertina digital.[carece de fonte melhor]

Na segunda metade do século XVIII, com a Europa em crise, muitas pessoas resolveram migrar para outros países, em especial para os da América, e com o povo vinham seus pertences, sendo um deles a concertina, instrumento musical muito popular na época.
Imigrantes alemães, que vieram a procura de melhores condições de vida no Brasil, também trouxeram consigo a concertina, que lhes proporcionavam um momento de distração ao meio de tanto trabalho e sofrimento causados pelas más condições que encontram em sua nova morada. A concertina, assim como o hábito de tocar, foi passada de geração em geração até chegar aos dias atuais, tornando-se um traço cultural muito forte dos descendentes dos alemães.
Hoje, o grande polo onde se pode encontrar estas concertinas é no Espírito Santo. Grandes festivais são realizados anualmente para celebrar a concertina, em cidades como Santa Teresa e Santa Maria.

De fato existem vários métodos de ensino da concertina, mas há opiniões diversas acerca destes. O ensino baseado em pautas musicais é cada vez mais usado, mas predomina ainda um ensino mais tradicional, passado de geração em geração, onde também o tocador utiliza canções que já ouvira antes ou gravações de música folclórica. A concertina contém a maioria das sonoridades reproduzidas pelas notas musicais, pelo que é possível tocar as mais diversas pautas musicais, mas grande parte das peças musicais folclóricas não estão registradas em pautas. Também existem certas músicas que são próprias de uma certa região e variações nas próprias, ficando algumas ao critério do tocador ou grupo musical escolher qual(is) para incluir em seu repertório.[carece de fontes]
A concertina é uma espécie de pequeno acordeão. Uma subespécie de concertina é o bandoneon, muito usado na Argentina.[carece de fontes]
Toda concertina é basicamente um pequeno acordeão de caixa poligonal. Dois dos tipos mais tradicionais são: