Crotalíneos

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Crotalus horridus, em detalhe exibindo a fosseta loreal típica dos crotalídeos
Crotalus horridus, em detalhe exibindo a fosseta loreal típica dos crotalídeos
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Subclasse: Diapsida
Superordem: Lepidosauria
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Infraordem: Alethinophidia
Parvordem: Caenophidia
Família: Viperidae
Subfamília: Crotalinae
Oppel, 1811
Espécie-tipo
Crotalus horridus
Linnaeus, 1758
Géneros
Ver texto.
Sinónimos
  • Crotalini Oppel, 1811
  • Crotales Cuvier, 1817
  • Crotalidae Gay, 1825
  • Crotaloidae Fitzinger, 1826
  • Cophiadae Boie, 1827
  • Crotaloidei Eichwald, 1831
  • Crotalina Bonaparte, 1831
  • Bothrophes Fitzinger, 1843
  • Crotalinae Cope, 1860
  • Teleuraspides Cope, 1871
  • Crotalida Strauch, 1873
  • Bothrophera Garman, 1884
  • Cophiinae Cope, 1895
  • Lachesinae Cope, 1900
  • Lachesinii Smith, Smith & Sawin, 1977
  • Agkistrodontinii Hoge & Romano-Hoge, 1981
  • Agkistrodontini Hoge & Romano-Hoge, 1983
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Os Crotalíneos (Crotalinae) por vezes chamados de crotalídeos e pelo nome vulgar de cobra-covinha ou víboras-de-fosseta são uma subfamília de serpentes peçonhentas pertencentes á família dos Viperídeos. No passado essas víboras costumavam ser classificadas numa família própria: Crotalidae. Entretanto, atualmente a monofilia dos viperíneos e os crotalíneos é bem estudada, com ambos tratados como subfamílias de Viperidae, respectivamente. Atualmente a subfamília é representada por 23 gêneros e cerca de 155 espécies reconhecidas. Como os demais viperídeos, são considerados animais de interesse médico, sendo importantes causadoras de acidentes ofídicos ao longo de sua faixa de ocorrência.

Os crotalídeos variam bastante em tamanho, desde a diminuta víbora-de-nariz-corcunda (Hypnale hypnale), que cresce até um comprimento total de 30–45 cm até o porte soberbo da surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta), conhecida por atingir um comprimento total máximo de 3,65 m.

Os crotalíneos distinguem dos demais viperídeos porque todos os membros desta subfamília partilham uma sinapomorfia em comum – um orifício externo profundo na região loreal, entre o olho e a narina, em cada lado da cabeça denominado fosseta loreal sendo órgãos detectores térmicos de radiação infravermelha extremamente sensíveis, que as auxilia a localizar e talvez até mesmo avaliar o tamanho de potenciais presas endotérmicas das quais se alimentam. Outra carcaterísticas única é a presença de um músculo especializado para inoculação de peçonha, chamado muscularis pterigoidius glandulae, localizado entre a glândula de veneno e o ectopterigóide. A contração deste músculo, juntamente com a do músculo muscularis compressor glandulae, ejeta o veneno para fora da glândula.

Evolução

Os restos fósseis mais antigos conhecidos de crotalíneos são do início do Mioceno do Nebraska, EUA. Hipotetiza-se que os crotalíneos tenham uma origem asiática antes de, eventualmente, se expandirem e colonizarem as Américas. Durante o final do Mioceno, crotalíneos chegaram até o leste da Europa, onde atualmente não são mais encontrados.

Distribuição geográfica e habitat

Crotalíneos são ocorrem na América e regiões da Ásia. Na Ásia, ocorrem no Japão, Taiwan, Indonésia, Índia peninsular, Nepal e Sri Lanka. Na América, os crotalíneos ocorrem a partir do sul do Canadá e extendem seu alcance até o extremo sul da Argentina. São os únicos viperídeos americanos.

Ao longo de sua ditribuição, habitam uma ampla gama de ambientes que variam de desertos áridos (ex: Crotalus cerastes, Crotalus scutulatus) a florestas tropicais (ex: Lachesis, Bothriechis, Bothrops,Trimeresurus) e de altitude (ex: Atropoides, Cerrophidion,Tropidolaemus,Gloydius). Podem ser arborícolas ou terrícolas, e pelo menos uma espécie, Agkistrodon piscivorus, é semiaquática. O recorde de altitude é compartilhado por Crotalus triseriatus, no México, e Gloydius strauchi na China, ambos encontrados a mais de 4.000 m acima do nível do mar.

Comportamento

A maioria dos crotalíneos tem hábitos crepusculares e noturnos, preferindo evitar altas temperaturas diurnas e caçar quando suas presas favoritas também estão ativas no mesmo período, embora também existam espécies com maior atividade diurna. Sendo predadores de emboscada, os crotalíneos normalmente esperam pacientemente em algum local que uma presa potencial utilize. Pelo menos uma espécie, a arborícola Gloydius shedaoensis da China, é documentada por selecionar um local específico de emboscada e retornar a ele todos os anos a tempo da migração de primaveril das aves. Estudos indicam que as serpentes desta espécie aprendem a calibrar a precisão de seus ataques ao longo do tempo. Acredita-se também que as fossetas sensíveis ao calor das cobras auxiliem na localização de áreas mais frescas para descanso.

Reprodução

Com poucas exceções, os crotalíneos são majoritariamente vivíparos, o que significa que os embriões se desenvolvem no interior do corpo materno até que os filhotes estejam prontos para eclodir, quando emergem como jovens funcionalmente independentes. Dentre os gêneros ovíparos estão Lachesis, Deinagkistrodon, Calloselasma, Ovophis, Protobothrops e algumas espécies dogênero Trimeresurus. O tamanho das ninhadas varia de dois filhotes para espécies muito pequenas, até 80 para a jararaca Bothrops atrox, que está entre as serpentes vivíparas mais prolíficas. Jovens crotalíneos têm caudas de cores vivas que contrastam dramaticamente com o resto do corpo. Sabe-se que essas caudas são usadas por várias espécies em um comportamento conhecido como engodo caudal; as cobras jovens fazem movimentos vermiformes com suas caudas para atrair presas desavisadas até o raio de ataque. . Em certas espécies, principalmente arborícolas, os adultos retêm a coloração e o comportamento de engodo caudal

Géneros

Ver também

Referências

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  2. ↑ Mehrtens JM (1987). Living Snakes of the World in Color. New York: Sterling Publishers. 480 pp. ISBN 0-8069-6460-X.
  3. ↑ Sometimes spelled "pitvipers" – Campbell & Lamar, 2004
  4. ↑ Nicolae Sfetcu (1990). "Reptiles - Crocodiles, Alligators, Lizards, Snakes, Turtles" (em inglês). [S.l.]: Nicolae Sfetcu. ISBN 9781470933203. Cópia arquivada em 29 de maio de 2025
  5. ↑ «Crotalinae» (em inglês). ITIS (www.itis.gov)
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  7. ↑ «The first European pit viper from the Miocene of Ukraine - Acta Palaeontologica Polonica». www.app.pan.pl. Consultado em 21 de fevereiro de 2024
  8. 1 2 (em inglês)«Crotalinae - Pit Vipers». Encyclopedia of Life. Cópia arquivada em 25 de outubro de 2018
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  13. ↑ Heatwole, H.; Davison, Elizabeth (1976). «A Review of Caudal Luring in Snakes with Notes on Its Occurrence in the Saharan Sand Viper, Cerastes vipera». Herpetologica. 32 (3): 332–336. JSTOR 3891463. Consultado em 24 de agosto de 2021
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  16. ↑ Andrade, D. V., Marques, O. A., Gavira, R. S., Barbo, F. E., Zacariotti, R. L., & Sazima, I. (2010). Tail luring by the golden lancehead (Bothrops insularis), an island endemic snake from south-eastern Brazil. South American Journal of Herpetology, 5(3), 175-180.
  17. ↑ «Crotalinae, Reptile Database». Cópia arquivada em 11 de dezembro de 2025

Ver também

Ligações externas

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