| Cubismo | |
|---|---|
| Cubisme | |
Mulher com baldes (1913), de Tadeusz Makowski | |
| Histórico | |
| Período | 1907 – década de 1920 |
| Local de origem | |
| Manifesto | Du "Cubisme", 1912, de Albert Gleizes e Jean Metzinger |
| Características | |
| Fragmentação das formas, representação simultânea de múltiplos pontos de vista, ruptura com a perspectiva tradicional e valorização das formas geométricas. Rejeição à mimesis e busca pela estrutura intelectual da imagem. | |
| Relações artísticas | |
| Influenciado por | Paul Cézanne, Arte africana, Pós-impressionismo |
| Reação a | Realismo, Impressionismo, Naturalismo |
| Influenciou | Futurismo, Construtivismo, Expressionismo, Abstracionismo geométrico, cubofuturismo |
| Vertentes | Cubismos analítico, sintético, cézanniano, checo |
| Artistas notáveis | |
| Le Corbusier | |
| Jacques Lipchitz, Alexander Archipenko, Henri Laurens | |
| Pablo Picasso, Georges Braque, Juan Gris, Fernand Léger, Jean Metzinger, Albert Gleizes, Piet Mondrian | |
| Guillaume Apollinaire, Blaise Cendrars, Pierre Reverdy | |
| Obras notáveis | |
| Les Demoiselles d'Avignon (1907) – Picasso Poste cubista (1913) – Emil Králíček Guernica (quadro) (1937) – Picasso Natureza-morta com Vaso de Gengibre II (1912) - Mondrian | |
O cubismo é um movimento artístico que surgiu no século XX, nas artes plásticas, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque e tendo se expandido para a literatura e a poesia pela influência de escritores como John dos Passos e Vladimir Maiakovski. O quadro "Les demoiselles d'Avignon", de Picasso, 1907 é conhecido como marco inicial do cubismo. Nele ficam evidentes as referências a máscaras africanas, que inspiraram a fase inicial do cubismo, juntamente com a obra de Paul Cézanne.
O cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.
Historicamente o cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.
De acordo com o negociante de arte Wilhelm Uhde, o termo cubismo é um neologismo inventado por Max Jacob, que participou, em junho de 1907, juntamente com Pablo Picasso e a sua companheira Fernande Olivier, Guillaume Apollinaire e Marie Laurencin, em reuniões animadas pelo haxixe e pelos discursos do matemático Maurice Princet. Em 1908, durante uma reflexão, Henri Matisse qualificou como cubista o quadro de Georges Braque, Maisons à l'Estaque (1907–1908). A ideia foi então retransmitida pelo crítico de arte Louis Vauxcelles, que, para descrever essas habitações geométricas, falou de "pequenos cubos". Anteriormente, num contexto semelhante, o crítico Louis Chassevent, no seu artigo de 1906 sobre Les Artistes indépendants, definiu Jean Metzinger como "um mosaísta como Signac, mas ele é tão preciso no corte dos cubos de cores que parecem ter sido fabricados por uma máquina".

O uso generalizado do termo cubismo data de 1911, principalmente em referência a Metzinger, Gleizes, Delaunay e Léger. Nesse mesmo ano, o poeta e crítico Guillaume Apollinaire aceitou o termo em nome de um grupo de artistas convidados a expor nos Indépendants de Bruxelas. Du "Cubisme", escrito por Albert Gleizes e Jean Metzinger, foi publicado em 1912 com o objetivo de dissipar a confusão em torno do termo e servir como uma defesa fundamental do cubismo, que causara escândalo público após o Salon des indépendants de 1911 e o Salon d'automne de 1912. Ao clarificar os objetivos dos artistas, esta obra constitui o primeiro tratado teórico sobre o cubismo e permanece como o mais claro e inteligível. O resultado, que não foi apenas uma colaboração entre os dois autores, reflete as discussões do círculo de artistas que se reunia em Puteaux e Courbevoie. Reflete também as atitudes dos artistas de Passy, que incluíam Picabia e os irmãos Duchamp, para quem alguns trechos foram lidos antes da publicação. O conceito desenvolvido em Du “Cubisme” — observar um objeto a partir de diferentes pontos no espaço ao mesmo tempo, ou seja, mover-se em torno dele para apreendê-lo a partir de vários ângulos sucessivos fundidos numa única imagem (pontos de vista múltiplos, a perspectiva móvel ou simultaneidade) — é hoje um fenómeno geralmente reconhecido como característico do cubismo. O manifesto Du “Cubisme” de Metzinger e Gleizes foi seguido, em 1913, por Les Peintres cubistes. Méditations esthétiques, uma coleção de reflexões e comentários de Guillaume Apollinaire. Apollinaire esteve intimamente associado a Picasso desde 1905 e a Braque desde 1907, mas também deu igual atenção a artistas como Metzinger, Gleizes, Delaunay, Picabia e Duchamp.
Desta última fase decorrem dois movimentos:

|arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda) 🔗