Daniel Daio | |
|---|---|
| 3.º Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe | |
| Período | 7 de fevereiro de 1991 a 19 de maio de 1992 |
| Presidentes | Manuel Pinto da Costa Leonel Mário d'Alva Miguel Trovoada |
| Antecessor(a) | Celestino Rocha da Costa |
| Sucessor(a) | Norberto Costa Alegre |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 1947 (79 anos) São Tomé e Príncipe |
Daniel Lima dos Santos Daio (São Tomé e Príncipe, 1947) é um militar e político são-tomense.
Entre 1991 e 1992, foi primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, representando o Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão (PCD-GR).
Nascido em 1947, Daniel Daio serviu no Exército Português e combateu, por essa tropa colonial, na Guerra de Independência de Angola.
Em 1975 deixou a tropa colonial e afiliou-se à Associação Cívica Pró-MLSTP, mas não possuía posição de destaque e nem mesmo chegou a estar entre os que foram perseguidos politicamente pelo ala do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) agrupada na figura de Manuel Pinto da Costa.
A partir de maio de 1975 foi integrado na Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe, sendo designado Comandante da Polícia, colaborando na repressão e expulsão dos "Cívicos" (tendência marxista-leninista do MLSTP).
Após a independência, foi nomeado Ministro da Administração Pública e depois Ministro da Defesa e Segurança Nacional. Ao comandar essa pasta, foi um dos responsáveis por derrotar a tentativa de golpe de Estado em 1978, relizando a prisão de Albertino Bragança Neto (um dos alegados articuladores).
Em 1982, entregou seus cargos no Bureau político do MLSTP após entrar em desacordos com o Presidente Manuel Pinto da Costa. Mais tarde, ainda na década de 1980, foi reintegrado ao MLSTP após convite de Pinto da Costa.
No final de 1989, a facção liberal-pragmática do MLSTP, da qual Daniel Daio era um dos líderes, então já dominante no partido, iniciou a pressão pela transição para um sistema multipartidário burguês, depois de longos debates numa conferência nacional do partido. Aproveitando a própria conferência, a maior parte da facção liberal-pragmática, liderada por Guadalupe de Ceita, Daniel Daio, Alda Bandeira e Filinto Costa Alegre, fundam o Grupo de Reflexão. Daio foi um dos pivôs do desligamento de Ceita do GR já em maio de 1990. Em 3 e 4 de novembro de 1990, o GR realizou seu primeiro Congresso Nacional, com 600 participantes. Nesse congresso, alterou sua denominação para "Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão" (PCD-GR). Leonel Mário d'Alva tornou-se o presidente do partido e Daniel Daio o secretário-geral.
Na condição de cabeça de lista do PCD-GR, Daio venceu as eleições legislativas de 1991, com 54,4% dos votos, obtendo 33 assentos no parlamento. Tornou-se primeiro-ministro em 7 de fevereiro. Rompeu com a planificação econômica socialista e seguiu à risca a cartilha neoliberal imposta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial, demitindo trabalhadores, promovendo um fortíssimo arrocho salarial e abrindo os mercados santomenses à concorrência dos produtos externos. Isso desmantelou o setor produtivo nacional, com os preços dos bens e necessidades subindo fortemente, ocorrendo a desvalorização da dobra em 40%. Imensas greves, protestos massivos e pedidos de demissão ocorreram contra seu governo. Porém, o fato definidor para sua queda foi a posição tomada pelo PCD-GR, em abril de 1992, por uma revisão da constituição para reduzir os poderes presidenciais. O Presidente Miguel Trovoada respondeu demitindo imediatamente a Daio. Em 16 de maio de 1992 deixou o cargo e o cargo foi sucedido por Norberto Costa Alegre. Seu curto mandato como primeiro-ministro teve a característica peculiar de ter três presidentes.
Em fevereiro de 1993, renunciou ao cargo de secretário-geral de seu partido PCD-GR.
| Precedido por Celestino Rocha da Costa |
Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe 1991 – 1992 |
Sucedido por Norberto Costa Alegre |