Pepsi Challenge (em português: Desafio Pepsi) é uma promoção de marketing realizada continuamente nos Estados Unidos pela PepsiCo desde 1975. Também é o nome de uma corrida de esqui cross country realizada na Giant's Ridge Ski Area em Biwabik, no estado americano do Minnesota, evento patrocinado pela Pepsi.
O desafio foi originalmente realizado em forma de teste cego de paladar [en]. Um representante da PepsiCo ficava próximo a uma mesa em shopping centers, galerias e outros espaços públicos, com dois copos de cor branca, um deles contendo Pepsi e o outro contendo Coca-Cola. Os consumidores eram incentivados a experimentar ambos os refrigerantes de cola, e escolher qual dos dois preferiam. O representante então revelava qual refrigerante a pessoa experimentou, Coca ou Pepsi. Os resultados do teste levaram a um consenso de que a Pepsi era preferida por mais americanos, o que levou as pessoas a começarem a afirmar que a Pepsi era melhor do que a Coca-Cola. O Pepsi Challenge tem, desde então, aparecido em muitas das peças e campanhas publicitárias da Pepsi para a televisão.

O Pepsi Challenge se tornaria uma campanha de marketing responsável por mudar os rumos da "Guerra das Colas". Sua origem remonta a um cenário de frustração para a PepsiCo, no sul dos Estados Unidos, especialmente no Texas.
Em meados da década de 1970, enquanto a Pepsi avançava em outras regiões dos Estados Unidos, no Texas ela ocupava um distante terceiro lugar, com apenas 6% do mercado, atrás da Coca-Cola (35%) e da Dr Pepper (25%). Diante da recusa de grandes redes de supermercados em Dallas em dar destaque ao produto, Larry Smith, um dos executivos da PepsiCo, decidiu que uma abordagem mais agressiva e direta seria necessária para tentar resolver a questão.
Ignorando a resistência das agências de publicidade de Nova Iorque, que acreditavam que uma campanha comparativa pudesse prejudicar a imagem da marca, Smith contratou o texano Bob Stanford para criar uma estratégia local. Stanford organizou uma série de testes cegos de paladar [en], nos quais os participantes eram convidados a beber dois copos de refrigerante de cola sem identificação e escolhiam o seu favorito. Para a surpresa dos executivos da marca, os testes iniciais revelaram que 52% das pessoas preferiam a Pepsi, incluindo consumidores que se declaravam fiéis à Coca-Cola.
Lançada oficialmente na televisão em maio de 1975, na região de Dallas-Fort Worth, a campanha exibia as reações espontâneas de consumidores surpresos ao descobrirem que haviam escolhido a Pepsi. O sucesso foi imediato, e resultou em um aumento significativo nas vendas locais. Quando John Sculley assumiu a presidência da Pepsi-Cola em 1977, decidiu que levaria o desafio aos níveis nacional e internacional.
Tornando-se uma sensação global, o Pepsi Challenge forçou a Coca-Cola a adotar uma posição defensiva. A empresa de Atlanta chegou a realizar seus próprios testes internos, apenas para descobrir que os resultados apresentados pela Pepsi eram reais. A campanha ajudou a Pepsi a ultrapassar a Coca-Cola em vendas em supermercados norte-americanos pela primeira vez, abalando a confiança da rival em sua própria fórmula secreta e pavimentando o caminho para o polêmico lançamento da New Coke, em 1985.
O sucesso da estratégia de venda da Pepsi — comparando seu refrigerante a um "estilo de vida" — impressionou até mesmo Steve Jobs, que em 1983 recrutou Sculley para a Apple, para que ele pudesse aplicar princípios semelhantes no marketing do computador Macintosh. A abordagem influenciou a criação da chamada "Geração Apple", tratando o computador como uma escolha de vida e não apenas um produto técnico.

Em seu livro "Blink: A decisão num piscar de olhos", de 2005, o autor e jornalista canadense Malcolm Gladwell apresenta evidências que sugerem que o sucesso da Pepsi sobre a Coca-Cola no Pepsi Challenge é resultado da natureza falha do método do "teste de gole". Sua pesquisa demonstra que as pessoas que participam de um teste deste gênero geralmente preferirão a mais doce entre duas bebidas se tiverem que se basear em um único gole, mesmo que prefiram uma bebida menos doce ao longo de uma lata inteira. Adicionalmente, ao longo do desafio, o copo com Pepsi era frequentemente etiquetado com a letra "M", enquanto que o copo com Coca-Cola recebia a letra "Q", sugerindo que a preferência entre as duas letras também poderia direcionar alguns dos resultados.
Quando a preferência em testes cegos é comparada com testes onde copos estão identificados com etiquetas arbitrárias, como "S" ou "L", ou nomes de marcas, os índices de preferência mudam. Descobertas científicas de fato suportam uma diferença perceptível entre Coca-Cola e Pepsi, mas não entre Pepsi e a RC Cola.
Em seu livro "Bad Habits", o humorista Dave Barry descreve o Pepsi Challenge como "a tentativa contínua e equivocada da Pepsi de convencer o público em geral de que Coca-Cola e Pepsi não são a mesma coisa, o que, obviamente, são".
Em 2015 a Pepsi relançou o Pepsi Challenge nas redes sociais. Como parte de uma longa promoção naquele ano, a empresa contratou várias celebridades como embaixadores para anunciarem seu produto em suas contas, utilizando a hashtag #PepsiChallenge.
Em 2025 a Pepsi anunciou que reviveria o Pepsi Challenge novamente, começando em Nova Orleães com o Super Bowl LIX. No mês de março daquele ano, iniciaram uma campanha de alcance nacional em grandes cidades como Los Angeles, Dallas e Houston. Entretanto, ao invés dos sabores originais, o desafio incluiu as variações sem açúcar dos dois refrigerantes: Pepsi Zero e Coca-Cola Zero. Em 2026, o Pepsi Challenge foi destaque em um comercial de TV durante o Super Bowl LX, onde o urso-polar da Coca-Cola escolheu Pepsi ao invés da Coca-Cola.
Em 1981, a Pepsi realizou um concurso chamado "Pepsi Challenge Payoff" (em português: Recompensa do Desafio Pepsi), que entregaria um grande prêmio a qualquer um que conseguisse juntar tampinhas de garrafa Pepsi que soletrassem a palavra “Challenge".