Arquidiocese de Goa e Damão Archidiœcesis Goanus et Damanensis | |
|---|---|
Catedral de Santa Catarina | |
| Localização | |
| País | Índia |
| Território | Goa, Dadrá e Nagar Aveli e Damão e Diu |
| Dioceses sufragâneas | Diocese de Sindhudurg |
| Estatísticas | |
| População | 2 292 420 642 561 católicos |
| Área | 4194 km² |
| Paróquias | 174 |
| Sacerdotes | 716 |
| Informação | |
| Rito | romano |
| Estabelecida | 31 de janeiro de 1533 (493 anos) |
| Elevação a arquidiocese | 4 de fevereiro de 1558 (468 anos) (unificação com a Diocese de Damão em 1 de maio de 1928) |
| Catedral | Sé de Santa Catarina |
| Padroeiro(a) | São Francisco Xavier |
| Liderança | |
| Arcebispo | Filipe Neri Ferrão |
| Bispo auxiliar | Simião Purificação Fernandes |
| Vigário-geral | José Remedios Fernandes |
| Jurisdição | Sé Metropolitana Primacial |
| Sítio oficial | |
| https://archgoadaman.com | |
| dados em catholic-hierarchy.org | |
A Arquidiocese de Goa e Damão (em latim: Archidiœcesis Goanus et Damanensis) é uma arquidiocese da Igreja Católica na Índia. É a mais antiga diocese em atividade no Oriente, sendo suas origens vinculadas à chegada dos portugueses à costa do Malabar. O arcebispo de Goa e Damão também utiliza o título de Primaz das Índias ou Primaz do Oriente e honorificamente recebe o título de Patriarca das Índias Orientais.
Seu atual arcebispo metropolita é desde 2004 o cardeal Filipe Neri Ferrão. A sé episcopal da arquidiocese é a Sé de Santa Catarina, em Velha Goa e a sua concatedral é o Santuário de Nossa Senhora dos Mares, em Damão. A sua basílica menor é a Basílica do Bom Jesus, em Goa. Estão sob sua jurisdição eclesiástica as igrejas e conventos de Goa.
A arquidiocese compreende os seguintes territórios na Índia: o estado de Goa e o território da União de Dadrá e Nagar Aveli e Damão e Diu. O território da arquidiocese está subdividido em 174 paróquias, servidas por 716 padres.

Após a conquista de Goa, por Afonso de Albuquerque, em 1510, o rei Dom D. Manuel I mandou construir uma capela em homenagem a Santa Catarina, consagrada padroeira da cidade, em 1518. Para o governo dos cristãos na região, mandou Duarte Nunes, O.P., bispo titular de Laodiceia, que governou até 1527. Sucedeu-lhe Dom Fernando Vaqueiro, O.F.M., que governou o lugar de 1529 a 1535.
D. João III então encomendou a construção de uma catedral em Goa e dessa forma conseguiu do papa Clemente VII a ereção da Diocese de Goa em 31 de janeiro de 1533, pela bula papal Romani Pontificis Circumspectio. A jurisdição da nova diocese estendia-se então desde o cabo da Boa Esperança até à China e Japão. Em 3 de novembro de 1534 a ereção da diocese foi confirmada pela bula Aequum reputamus do Papa Paulo III, pois a morte de Clemente VII havia impedido a publicação da bula de ereção. A diocese era originalmente sufragânea da arquidiocese do Funchal.
A pedido da Regência em nome de D. Sebastião, em 4 de fevereiro de 1557 o papa Paulo IV separou a Diocese de Goa da Província Eclesiástica de Lisboa e elevou-a a arquidiocese metropolitana, tendo por sufragâneas as dioceses de Cochim e Malaca. Com o decorrer do tempo outras dioceses foram incluídas na área Metropolitana de Goa: Macau, Funay no Japão, Cranganor e Meliapor na Índia, Nanquim e Pequim na China, Moçambique em África e ainda Damão.
Por breve de 13 de dezembro de1572 o Papa Gregório XIII concedeu ao arcebispo de Goa o título de Primaz do Oriente. Em 1857, Goa havia ganho diversas dioceses sufragâneas no subcontinente indiano mas retinha apenas Macau e Moçambique fora da referida zona geográfica.
Em 23 de janeiro de 1886, o papa Leão XIII, por meio da constituição apostólica Humanae Salutis Auctor, investiu o Arcebispo de Goa com o título de Patriarca ad honorem das Índias Orientais. No mesmo ano, a Arquidiocese de Cranganor, criada pelo breve Multa praeclare do papa Gregório XVI em 24 de abril de 1838, foi dissolvida e o título anexado ao da Diocese de Damão, criada por meio da bula Humanae salutis do papa Leão XIII e dissolvida em 1 de maio de 1928 com a bula Inter Apostolicam e anexada à Arquidiocese de Goa. Desde essa data, o arcebispo passou a ser chamado por Arcebispo de Goa e Damão, possuindo também as designações de Patriarca das Índias Orientais e Arcebispo Titular de Cranganore.
Em 1940, Díli foi elevada a diocese e colocada como sufragânea de Goa ao passo que Moçambique foi no mesmo ano desmembrada da Arquidiocese Metropolitana. Em 1953 a Arquidiocese de Goa perdeu as dioceses sufragâneas de Cochim, Meliampor e Canara no seguimento da reorganização territorial eclesiástica do novo estado indiano.
A 18 de dezembro de 1961, a União Indiana invadiu os territórios de Goa, Damão e Diu e no ano seguinte o Arcebispo Patriarca Dom José Vieira de Alvernaz abandonou o território. Em 1965, o território de Diu foi confiado à Sociedade Missionária de São Francisco Xavier. A complexa questão da invasão da Índia Portuguesa, levou a que a Santa Sé apenas em 1975 tenha aceite a resignação do último Patriarca, colocando a Arquidiocese de Goa diretamente subordinada à Santa Sé. As dioceses de Macau e Díli foram também desmembradas da província eclesiástica e colocadas também diretamente subordinadas à Santa Sé.
Pela bula "Quoniam Archdioecesi" de 30 de janeiro de 1978, o papa Paulo VI nomeou Raul Nicolau Gonçalves para arcebispo de Goa e Damão com o título "ad honorem" de Patriarca das Índias Orientais. Pela bula "Inter Gravissimas" de 12 de dezembro de 2003, o papa João Paulo II nomeou Filipe Neri do Rosário Ferrão como novo arcebispo de Goa e Damão concedendo-lhe igualmente "ad honorem" o título de Patriarca. A atribuição do título de Patriarca não é obrigatória sendo uma prerrogativa do Santo Padre.
A Arquidiocese de Goa e Damão permaneceu até 25 de novembro de 2006 como apenas arquidiocese imediatamente submetida à Santa Sé, já que se tratava de um arcebispo que não era metropolita, uma vez que a arquidiocese não tinha dioceses sufragâneas desde 1 de janeiro de 1975, quando as dioceses de Macau e de Díli foram separadas dela. Em 25 de novembro de 2006, o papa Bento XVI resolveu esta questão, com a bula Cum Christi Evangelii, ao tornar a Diocese de Sindhudurg uma sufragânea de Goa e Damão, que, juntos, formaram uma nova província eclesiástica.




| Nome | Período | Notas | |
|---|---|---|---|
| Arcebispos | |||
| 34º | Filipe Neri do Rosário Ferrão | 2004– atual | atual arcebispo, cardeal |
| 33º | Raul Nicolau Gonçalves | 1978–2004 | primeiro goês arcebispo |
| 32º | José Vieira Alvernaz | 1953–1975 | último arcebispo do período português |
| 31º | José da Costa Nunes | 1940–1953 | Depois cardeal |
| 30º | Teotónio Vieira de Castro | 1929–1940 | |
| 29º | Mateus de Oliveira Xavier | 1909–1929 | |
| 28º | António Sebastião Valente | 1882-1908 | primeiro Patriarca das Índias Orientais |
| 27º | Aires de Ornelas e Vasconcelos | 1875-1880 | |
| 26º | João Crisóstomo de Amorim Pessoa | 1862-1874 | depois arcebispo de Braga |
| 25º | José Maria da Silva Torres | 1844-1851 | |
| 24º | Frei Manuel de São Galdino, O.F.M. | 1812-1831 | |
| 23º | Frei Manuel de Santa Catarina, O.C.D. | 1784-1812 | |
| 22º | Frei Francisco da Assunção e Brito, O.S.A. | 1773-1783 | |
| 21º | António Brum da Silveira | 1750-1773 | |
| 20º | Frei Lourenço de Santa Maria e Melo, O.F.M. | 1741-1750 | Depois arcebispo-bispo de Faro |
| 19º | Frei Eugénio de Trigueiros, O.S.A. | 1741 | Faleceu antes da posse. |
| 18º | Frei Inácio de Santa Teresa, O.S.A. | 1721-1740 | |
| 17º | Sebastião de Andrade Pessanha | 1715-1721 | |
| 16º | Frei Agostinho da Anunciação, O. Cristo | 1690-1713 | |
| 15º | Frei Alberto de São Gonçalo da Silva, O.S.A. | 1686-1688 | |
| 14º | Manuel de Sousa Meneses | 1680-1684 | |
| 13º | Frei António Brandão, O.Cist. | 1674-1678 | |
| 12º | Frei Cristóvão da Silveira, O.S.A. | 1670-1673 | |
| 11º | Frei Francisco dos Mártires, O.F.M. | 1635-1652 | |
| 10º | Frei Manuel Teles de Brito, O.P. | 1631-1633 | |
| 9º | Frei Sebastião de São Pedro, O.S.A. | 1624-1629 | |
| 8º | Frei Cristóvão de Sá e Lisboa, O.S.H. | 1612-1622 | |
| 7º | Frei Aleixo de Meneses | 1595-1612 | Depois arcebispo de Braga e vice-rei de Portugal |
| 6º | Frei Mateus de Medina, O. Carm. | 1588-1593 | |
| 5º | Frei João Vicente da Fonseca, O.P. | 1583-1586 | |
| 4º | Frei Henrique de Távora e Brito, O.P. | 1578-1581 | |
| 3º | Gaspar Jorge de Leão Pereira | 1571-1576 | Reconduzido |
| 2º | Frei Jorge Temudo, O.P. | 1567-1571 | |
| 1º | Gaspar Jorge de Leão Pereira | 1558-1567 | |
| Arcebispos coadjutores | |||
| José Vieira Alvernaz | 1950-1953 | ||
| Manuel de São Galdino, O.F.M. | 1804-1812 | ||
| Bispos | |||
| - | Simião Purificação Fernandes | 2024- | Bispo auxiliar |
| - | Filipe do Rosário Ferrão | 1993-2004 | Bispo auxiliar |
| - | Raul Nicolau Gonçalves | 1967-1978 | Bispo auxiliar |
| - | Francisco Xavier da Piedade Rebelo | 1963-1966 | Bispo auxiliar, administrador apostólico sede plena entre 1966 e 1972. |
| - | Manuel Maria Ferreira da Silva | 1931-1940 | Bispo auxiliar, depois superior geral da Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas |
| - | António Joaquim de Medeiros | 1882-1884 | Bispo auxiliar, depois bispo de Macau |
| - | Tomás Gomes de Almeida | 1879-1883 | Bispo auxiliar, depois bispo da Guarda |
| - | Joaquim de Santa Rita Botelho | 1851 - ???? | Bispo de Cochim, vigário capitular e governador do arcebispado de Goa |
| - | Pedro da Silva | 1688-1690 | Bispo de Cochim, como administrador apostólico |
| - | Frei Miguel da Cruz Rangel, O.P. | 1634-1635 | Bispo de Cochim, como administrador apostólico |
| - | Frei João da Rocha | 1630-1631 | bispo titular de Hierapolis, como administrador apostólico |
| - | Domingos Torrado, O.E.S.A. | 1605-1612 | Bispo auxiliar, bispo-titular de Fisicula |
| - | Diogo da Conceição de Araújo, O.E.S.A. | 1595-1597 | Bispo auxiliar, bispo titular de Calama |
| - | André de Santa Maria, O.F.M. | 1593-1595 | Bispo de Cochim, como administrador apostólico |
| - | Jorge de Santa Luzia, O.P. | 1559-1560 | Bispo de Malaca, como administrador apostólico |
| 2º | Frei João Afonso de Albuquerque, O.F.M. | 1539-1553 | |
| 1º | Francisco de Melo | 1533-1536 | Primeiro bispo de Goa, não chegou a tomar posse. |
| Padres e freis administradores | |||
| - | António João de Ataíde | 1839-1844 | padre |
| - | António Feliciano de Santa Rita Carvalho | 1837-1839 | vigário capitular e governador do arcebispado de Goa |
| - | Paulo António Dias da Conceição | 1835-1837 | padre, administrador da Sé |
| - | José Paulo da Costa Pereira de Almeida | 1831-1835 | padre, Deão da Sé |
| - | Gonçalo Veloso | 1629 - 1630 | vigário capitular |
| - | Frei Domingos da Trindade | 1612 | governador |