| Disgrafia | |
|---|---|
| Especialidade | neurologia, psicomotricidade, terapia ocupacional |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-10 | F81.1, R48.8 |
| CID-9 | 315.2, 784.61, 784.69 |
| MedlinePlus | 001543 |
| MeSH | D000381 |
Disgrafia é um transtorno na habilidade para escrever primeiramente em termos de caligrafia, mas também em termos de coerência.
A disgrafia pode incluir qualquer dos seguintes dificuldades:
As causas subjacentes do distúrbio não são totalmente compreendidas, mas sabe-se que a disgrafia tem causas genéticas. Mais especificamente, é um problema de memória de trabalho causado por disfunção neurodesenvolvimental específica. Na disgrafia, os indivíduos não conseguem desenvolver conexões normais entre diferentes regiões do cérebro necessárias para a escrita. Pessoas com disgrafia têm dificuldade em lembrar e dominar automaticamente a sequência de movimentos motores necessários para escrever letras ou números. A disgrafia também se deve em parte a problemas subjacentes na codificação ortográfica, no loop ortográfico e na saída grafomotora (os movimentos que resultam na escrita) pelas mãos, dedos e funções executivas envolvidas na escrita de letras. O loop ortográfico ocorre quando as palavras escritas são armazenadas no olho da mente, conectadas por meio do movimento sequencial dos dedos para a saída motora pela mão com feedback do olho.
Histórico familiar de dificuldades específicas de aprendizagem pode desempenhar um papel. Crianças com disfagia do desenvolvimento, disgrafia do desenvolvimento e dislexia do desenvolvimento podem ter maior probabilidade de ter familiares com uma dessas condições. Estudos genéticos sugerem que tarefas de função executiva verbal, habilidades ortográficas e capacidade de soletração podem ter uma base genética. Genes nos cromossomos 6 e 15 podem desempenhar algum papel com dificuldade de aprendizagem, pois estão associados a leitura mais fraca, ortografia mais fraca e menor consciência fonêmica.
Esse diagnóstico se refere somente a transtorno da escrita, de origens funcionais, que surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afectivo, sem lesão cerebral, problemas de visão ou escolarização inadequada. Logo, quando uma criança não está aprendendo a escrever é importante examinar se a acuidade visual, coordenação motora grossa e didática são adequados para a idade. Pediatras e psicólogos podem fazer esse diagnóstico com testes de desenho, planejamento e ortografia para determinar onde está a dificuldade.
Não desenvolver a linguagem escrita pode ser um sintoma precoce de autismo ou de deficiência intelectual.
O tratamento pode ser feito com apoio escolar por um pedagogo ou terapeuta ocupacional que vai investigar a causa da dificuldade e instruir o educando a desenvolver técnicas para superá-las.
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