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| Afasia | |
|---|---|
| As causas mais comuns são AVC, tumor cerebral e traumatismo craniano. | |
| Especialidade | neurologia, neuropsicologia, patologias da fala, linguagem e auditivas |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | MA80.0 |
| CID-10 | F80.0,F80.2, G31.0 e R47.0 |
| CID-9 | 315.31, 784.3, 438.11 |
| DiseasesDB | 4024 |
| MedlinePlus | 003204 |
| eMedicine | neuro/437 |
| MeSH | D001037 |
A afasia (do grego ἀφασία, a (não / ausência) + fasia (falar), "sem fala") é um distúrbio na formulação e compreensão da linguagem. Uma alteração da função da linguagem, depois de ter sido adquirida de maneira normal e não causada por dificuldade intelectual. Também descrita como um distúrbio adquirido da linguagem causado por lesão cerebral que pode comprometer a leitura e a escrita, afetando significativamente a comunicação e a participação social do indivíduo.
Existe 3 fatores que determinam o tipo de afasia:
Nem todas as afasias são não fluentes, ou seja, existem pacientes (por exemplo com afasia de Wernicke) que apresentam um discurso fluente, sem pausas nem alterações sintácticas mas com paragramatismo.
Geralmente está relacionado a uma lesão ao lado esquerdo do cérebro em destros em áreas responsáveis pela compreensão da linguagem como a Área de Broca, Área de Wernicke, Giro supramarginal e Giro angular.
Caracteriza-se por dificuldade em se expressar verbalmente e compreender o que está sendo dito. Podem levar a um discurso vago ou vazio caracterizado por longos circunlóquios e pelo uso excessivo de referências indefinidas como "coisa" ou "aquilo". Em alguns casos pode apresentar para um comprometimento grave da linguagem escrita e falada e da repetição da linguagem.

Existem diversas possíveis causas para a afasia, dentre elas:
As afasias são estudadas tanto pela neuropsicologia, pela medicina e pela linguística sendo o tratamento interdisciplinar.
A classificação das afasias faz-se através de provas de avaliação específica que avaliam normalmente a fluência do discurso, a capacidade de compreensão, repetição e nomeação. Estas alterações podem ocorrer ao nível fonético, sintático, semântico ou pragmático do processamento da linguagem. O clínico especialista na terapia com pacientes afásicos é o terapeuta da fala, ou fonoaudiólogo.
Segundo a neuropsicologia, distinguem-se dois grandes grupos de afasias, cada uma das suas variedades referindo-se a lesões cerebrais de localização precisa: o grupo das afasias de expressão e o grupo das afasias sensoriais ou de recepção.
Segundo a neuropsicologia, além da classificação das afasias em afasia fluente ou não fluente, podemos classificá-las em:
• Afasia de Expressão (motora, não fluente) caracteriza-se na dificuldade em produzir fala enquanto a compreensão da linguagem é pouco afetada. A fala do paciente geralmente é lenta e fragmentada. Embora o indivíduo saiba o que deseja comunicar, tem grandes dificuldades para expressar por meio da fala e da escrita.
• Afasia de recepção (sensorial, fluente): caracteriza-se pela dificuldade em compreender a linguagem, embora o paciente seja capaz de produzir fala. No entanto, a fala do paciente geralmente faz sentido apenas para o próprio paciente, sendo incompreensível para os outros.
As afasias de expressão compreendem essencialmente:
Segundo o linguista Roman Jakobson, os distúrbios da fala podem afetar em graus diversos a capacidade de combinar e selecionar as unidades linguísticas.
Os sintomas da afasia variam de acordo com a gravidade da lesão e do tipo de afasia porém uma lista não exaustiva de sintoma seria:
De acordo com o documento DSM-5 TR (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition), afasia - que é tratada como uma das possíveis causas de transtorno de fala - pode ser diagnosticado através dos seguintes critérios:
Existem alguns métodos para diagnosticar um paciente com afasia:
No tratamento da afasia alguns fatores devem ser considerados como:
Contudo, o tratamento efetivo da afasia é complicado, havendo discordância sobre efetividade e métodos mesmo nos dias atuais devido às diversas variáveis envolvidas na condição. Em 1890, Bateman sugeriu que a reeducação poderia ser uma forma eficaz para tratar essa condição, entretanto, como não existe uma fórmula pré-definida devido aos diversos fatores envolvidos, o foco e, por consequência, a efetividade pode variar de tratamento a tratamento (inclusive, até mesmo dizer o quão efetivo foi pode ser difícil).
O paciente deverá consultar com um neurologista, que posteriormente indicará a melhor terapêutica. Quanto mais rápido entrar em processo terapêutico, melhor será sua capacidade de recuperação das habilidades linguísticas.Não existe tratamento medicamentoso que seja eficaz para o tratamento de afasia.