Zoofilia

 Nota: Para polinização biótica em que o pólen das flores é transferido por animais, veja Zoofilia (polinização).
Zoofilia
Ilustração de Édouard-Henri Avril para De Figuris Veneris.
Classificação e recursos externos
CID-10F658
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Zoofilia, do grego ζωον (zôon, "animal") e φιλία (filia, "amizade" ou "amor"), é uma parafilia definida pela atração ou envolvimento sexual de humanos com animais de outras espécies. Tais indivíduos são chamados zoófilos. Os termos zoossexual e zoossexualidade descrevem toda a gama de orientação humana/animal. Um outro termo, bestialidade, se refere ao ato sexual entre um humano e um animal não-humano.

Enquanto a zoofilia é legal em alguns países, não é explicitamente aceita, e na maioria dos países atos sexuais com animais são ilegais, sob as leis de abuso animal e crueldade contra os animais, e menos comum, crime contra a natureza. Há pessoas que não veem a zoofilia como antiético desde que não haja dano ou crueldade contra o animal, mas esta visão não é largamente compartilhada, pois a maioria defende que os animais, assim como as crianças, não são capazes de consentir emocionalmente tal ato.

No Brasil, essa prática é bem documentada em áreas rurais, onde muitas vezes é encarada como uma questão cultural ou uma "travessura" de juventude para afirmar a virilidade.

Um estudo inédito coordenado pelo urologista Stênio de Cássio Zequi, que envolveu homens que cresceram na zona rural, revelou dados estatísticos significativos sobre a prevalência desse comportamento:

As espécies de animais citadas nas experiências sexuais incluem éguas, mulas, vacas, cabras, ovelhas, porcas e cadelas.

Historicamente, a existência dessa prática no Brasil foi mencionada até mesmo em entrevistas públicas, como a do então sindicalista Lula em 1979, que afirmou que em sua juventude era comum meninos de 10 a 12 anos terem experiências sexuais com animais. Além do contexto rural e da pobreza, as fontes observam que a internet tem ajudado a disseminar a prática também em países desenvolvidos.

Do ponto de vista médico, o estudo destaca um dado alarmante: a prática de sexo com animais dobra o risco de desenvolver câncer de pênis, possivelmente devido a microtraumas causados pela mucosa animal ou pela exposição a agentes tóxicos e microrganismos.

Teorias psicológicas

Algumas leituras da psicologia, fundamentada na Teoria Freudiana, classificam a Zoofilia como um transtorno da sexualidade humana. A Classificação Internacional de Doenças (CID-10), na categoria F65.8 (Outros Transtornos de Ordem Sexual) aborda a bestialidade. Nas leituras tradicionais a zoofilia é considerada como uma perversão sexual humana, associando-a a transtornos neuróticos, rudez, insensibilidade e grosseria aliada a um bloqueio afetivo de amor a um parceiro humano.

As associações diretas entre a zoofilia e transtornos neuróticos referenciados no artigo citado devem ser vistos com alguma ponderação: vários outros transtornos mentais foram revistos ao longo da história da psicologia. De acordo com as teorias modernas a zoofilia poderia ser considerada como um transtorno mental se causar um enorme sofrimento humano à pessoa que a pratica. Há de se considerar, contudo, que as relações sexuais entre seres humanos e seres animais não-humanos poderiam ser vistas como uma forma de abuso animal como citam algumas leituras.

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Referências

Ligações externas