A dosulepina é usada no tratamento do transtorno depressivo maior. Há evidências da eficácia da dosulepina no tratamento de dor psicogênica facial, embora o tratamento possa se estender por até um ano.
Contraindicações
As contraindicações incluem:
Epilepsia, pois pode diminuir o limiar de convulsão
Os sintomas e tratamento da intoxicação por dosulepina são semelhantes aos de outros antidepressivos tricíclicos. No entanto, a dosulepina possui maior toxicidade em risco de overdose se comparada com outros ADTs. O início dos efeitos tóxicos ocorre em 4 a 6 horas após a ingestão da dosulepina. A fim de minimizar o risco de intoxicação e overdose, é aconselhável um acompanhamento médico regular.
Interações medicamentosas
A dosulepina potencializa os efeitos do álcool, e há registro de, pelo menos, uma morte ter sido provocada por essa essa combinação. Ainda, os ADTs potencializam os efeitos sedativos dos barbitúricos, benzodiazepínicos e outros depressores do sistema nervoso central (SNC). A guanetidina e outros fármacos anti-hipertensivo, que inibem os receptores adrenérgicos, podem ter seus efeitos bloqueados pela ação da dosulepina. Os simpaticomiméticos podem potencializar os efeitos simpatomiméticos da dosulepina. Devido aos efeitos anticolinérgicos e anti-histamínicos da dosulepina, a combinação com outros medicamentos anticolinérgicos e anti-histamínicos pode potencializar os efeitos e, portanto, essas combinações devem ser evitadas. Os efeitos hipotensores posturais da dosulepina podem ser potencializados quando usada em combinação com diuréticos . Os anticonvulsivantes também podem ter ação reduzida pela dosulepina, pois esta diminui o limiar convulsivo.
A dosulepina tem três metabólitos, nordiaden (desmetildosulepina), sulfóxido de dosulepina e sulfóxido de nordiaden, que têm meia-vida biológica mais longa do que a própria dosulepina. No entanto, enquanto o nordiaden tem uma atividade semelhante à dosulepina, com potência similir, mas os dois metabólitos sulfóxidos têm atividade muito reduzida. Os metabólitos sulfóxidos foram descritos como praticamente inativos e é improvável que possuam ação relevante nos efeitos terapêuticos ou efeitos colaterais da dosulepina.
Em comparação à dosulepina, o nordiaden tem atividade reduzida como inibidor da recaptação da serotonina, anti-histamínico e anticolinérgico e maior potência como Inibidor de recaptação de noradrenalina, de forma semelhante a outros ADTs de amina secundária. Ao contrário dos metabólitos sulfóxidos, acredita-se que o nordiaden desempenhe um papel importante nos efeitos terapêuticos da dosulepina.
Farmacocinética
A dosulepina é absorvida rapidamente no intestino delgado e metabolizada extensivamente na primeira passagem pelo fígado, transformando-se em seu principal metabólito ativo, o nordiaden. As concentrações plasmáticas máximas entre 30,4 e 279n /mL (103-944nmol/L) são atingidas em 2–3 horas após a administração oral. É encontrado no leite materno, atravessa a placenta e a barreira hematoencefálica . Possui alta ligação às proteínas plasmáticas (84%) e meia-vida biológica de aproximadamente 51 horas.
12Donovan S, Dearden L, Richardson L (1994). «The tolerability of dothiepin: a review of clinical studies between 1963 and 1990 in over 13,000 depressed patients». Prog. Neuropsychopharmacol. Biol. Psychiatry. 18: 1143–62. PMID7846285. doi:10.1016/0278-5846(94)90117-1
↑Dosulepin Hydrochloride. London, UK: Pharmaceutical Press. 5 de dezembro de 2011. Consultado em 15 de agosto de 2017A referência emprega parâmetros obsoletos |localização= (ajuda)
123456789101112131415Heal, David; Cheetham, Sharon; Martin, Keith; Browning, John; Luscombe, Graham; Buckett, Roger (1992). «Comparative pharmacology of dothiepin, its metabolites, and other antidepressant drugs». Drug Development Research. 27: 121–135. ISSN0272-4391. doi:10.1002/ddr.430270205
123Rossi, S, ed. (2013). Australian Medicines Handbook 2013 ed. [S.l.]: The Australian Medicines Handbook Unit Trust. ISBN978-0-9805790-9-3
↑«Dothep Dothiepin hydrochloride»(PDF). TGA eBusiness Services. Alphapharm Pty Limited. 1 de novembro de 2013. Consultado em 3 de dezembro de 2013
↑Roth, BL; Driscol, J. «PDSP Ki Database». Psychoactive Drug Screening Program (PDSP). University of North Carolina at Chapel Hill and the United States National Institute of Mental Health. Consultado em 14 de agosto de 2017
123Tatsumi M, Groshan K, Blakely RD, Richelson E (1997). «Pharmacological profile of antidepressants and related compounds at human monoamine transporters». Eur. J. Pharmacol. 340 (2–3): 249–58. PMID9537821. doi:10.1016/s0014-2999(97)01393-9
↑Sánchez C, Hyttel J (1999). «Comparison of the effects of antidepressants and their metabolites on reuptake of biogenic amines and on receptor binding». Cell. Mol. Neurobiol. 19 (4): 467–89. PMID10379421. doi:10.1023/A:1006986824213
12Richelson E, Nelson A (1984). «Antagonism by antidepressants of neurotransmitter receptors of normal human brain in vitro». J. Pharmacol. Exp. Ther. 230 (1): 94–102. PMID6086881
↑Cusack B, Nelson A, Richelson E (1994). «Binding of antidepressants to human brain receptors: focus on newer generation compounds». Psychopharmacology. 114 (4): 559–65. PMID7855217. doi:10.1007/bf02244985
12345Stanton T, Bolden-Watson C, Cusack B, Richelson E (1993). «Antagonism of the five cloned human muscarinic cholinergic receptors expressed in CHO-K1 cells by antidepressants and antihistaminics». Biochem. Pharmacol. 45 (11): 2352–4. PMID8100134. doi:10.1016/0006-2952(93)90211-e