Os dulitas ou Banu Dul (em árabe: بنو ذهل; romaniz.: Banū Dhuhl) foram uma tribo árabe pertencente aos becritas, um dos principais agrupamentos dos rebiaítas e, segundo a genealogia tradicional, integrante do ramo nizarita dos adenanitas. Descendiam de Dul ibne Talaba ibne Uqueba ibne Sabe ibne Ali ibne Becre ibne Uail e constituíam um dos cinco principais ramos atribuídos aos becritas, juntamente com os xaibanitas, caicitas, ijelitas e hanifaítas. Sua organização interna é pouco conhecida, mas os saducitas, descendentes de Sadus ibne Xaibane ibne Dul, constituíam o ramo mais poderoso da tribo no início do período islâmico e provavelmente já ocupavam posição predominante nas décadas anteriores. Os dulitas estavam distribuídos entre a Iamama e as regiões próximas de Alubula, combinando grupos sedentários com segmentos nômades ou seminômades, e os chefes saducitas mantinham vínculos com os reis lácmidas de Hira. Os saducitas estabeleceram contatos com o nascente Estado islâmico ainda durante a vida de Maomé. Membros do ramo figuram entre seus companheiros, participaram de delegações enviadas ao profeta e foram empregados na difusão do Islã entre os becritas. Às vésperas da conquista muçulmana do Iraque, contingentes saducitas já realizavam incursões no Sauade iraquiano nas proximidades de Alubula e, posteriormente, apoiaram de maneira decisiva os exércitos muçulmanos. Ao contrário de outros grupos becritas, entre os quais ocorreram divisões internas ou resistência à expansão islâmica, nenhum dulita é mencionado por Donner entre os adversários dos conquistadores, e o apoio muçulmano parece ter contado justamente com o principal ramo da tribo.
Os dulitas (Banu Dul ibne Talaba) eram uma tribo árabe pertencente aos becritas, um dos principais agrupamentos dos rebiaítas e, pela genealogia tradicional, integrante do ramo nizarita dos adenanitas. Sua linhagem era apresentada como Dul ibne Talaba ibne Uqueba ibne Sabe ibne Ali ibne Becre ibne Uail. Por meio de Uail ibne Cácite, sua ascendência prosseguia por Cácite ibne Himbe ibne Afexa ibne Dumi ibne Jadila ibne Açade ibne Rebia ibne Nizar ibne Maade ibne Adenane. No esquema genealógico examinado por Donner, os dulitas constituíam um dos cinco principais ramos dos becritas, juntamente com os xaibanitas, caicitas, ijelitas e hanifaítas. A estrutura interna da tribo é pouco conhecida, mas entre suas subdivisões destacavam-se os saducitas (Banu Sadus ibne Xaibane ibne Dul). Donner considera que os saducitas constituíam certamente a linhagem mais poderosa dos dulitas no início do período islâmico e provavelmente já ocupavam posição predominante nas décadas imediatamente anteriores ao surgimento do Islã. Essa interpretação é reforçada pelo destaque concedido ao ramo nas genealogias e pela tradição segundo a qual seus chefes figuravam entre os associados tribais dos reis lácmidas de Hira.
A história dos dulitas antes do surgimento do Islã é pouco conhecida. Ao contrário dos xaibanitas e ijelitas, seus chefes não desempenham papel destacado nos relatos dos Dias Árabes, e os indivíduos da tribo mencionados com maior frequência pelos genealogistas pertencem sobretudo ao período islâmico. Sua distribuição territorial também é difícil de determinar com precisão. Os malequitas (Banu Maleque ibne Amir ibne Dul) são registrados na Iamama, assim como pelo menos um membro dos saducitas, que possuía propriedades na região antes de vendê-las para emigrar a Medina e juntar-se a Maomé, indicando que parte dos dulitas levava vida sedentária. Por outro lado, a atuação posterior dos saducitas durante a conquista muçulmana do Iraque sugere que esse ramo era ao menos parcialmente, e talvez predominantemente, nômade e ocupava territórios nas proximidades de Alubula ou nas estepes situadas ao sul e sudoeste da cidade. A posição política dos dulitas às vésperas do Islã permanece igualmente obscura. Os saducitas, provavelmente já então o ramo dominante da tribo, mantinham relações com o Reino Lácmida de Hira, e seus chefes são descritos como associados tribais (ardafe) dos reis lácmidas.
Os contatos entre os dulitas e o nascente Estado islâmico parecem ter começado ainda durante a vida de Maomé e concentraram-se especialmente entre os saducitas. Vários membros desse ramo figuram entre os companheiros de Maomé, e as fontes registram uma delegação própria dos saducitas enviada ao profeta. Numa outra delegação, composta por representantes dos becritas, três dos quatro homens identificados nominalmente pertenciam aos saducitas, enquanto o quarto era dos amiritas (Banu Amir ibne Dul). Entre os primeiros encontrava-se Baxir ibne Alcaçácia, que posteriormente desempenhou papel destacado nas forças de Calide ibne Alualide durante a conquista do Iraque. Além disso, o próprio Maomé teria enviado um saducita, Dabiane ibne Martade, como emissário para convidar os becritas a aceitar o Islã. Para Fred Donner, esses indícios tornam plausível que os muçulmanos tenham estabelecido ainda antes das conquistas vínculos com o principal clã dos dulitas e talvez com outros segmentos da tribo, relações que posteriormente favoreceram sua cooperação durante a expansão muçulmana.
Às vésperas da conquista do Iraque, os saducitas, comandados por Cutba ibne Catada, cujo nome também aparece nas fontes como Suaide ibne Cutba, já realizavam incursões no Sauade iraquiano nas proximidades de Alubula, antes da chegada do exército de Calide ibne Alualide, de maneira semelhante às operações conduzidas mais ao norte por Almutana ibne Harita e seus seguidores xaibanitas. Durante as campanhas subsequentes, membros dos saducitas combateram ao lado dos muçulmanos em diferentes frentes, e Donner observa que nenhum dulita é mencionado entre os grupos que resistiram à conquista. saducitas participaram das operações em torno de Alubula e aparecem posteriormente nas forças muçulmanas em confrontos como as batalhas de Buaibe, Cadésia e Niavende, enquanto outros membros do ramo participaram das campanhas em Tustar e outras regiões do antigo território sassânida. Em contraste com a divisão política observada entre xaibanitas e ijelitas e com a oposição de outros grupos becritas à expansão islâmica, a posição dos dulitas parece ter sido decisivamente favorável aos muçulmanos, sobretudo entre os saducitas. Donner ressalta, contudo, que praticamente nada se sabe sobre as relações anteriores da tribo com o Império Sassânida, além dos vínculos dos chefes saducitas com os reis de Hira, o que impede reconstruir com segurança as razões dessa orientação política.